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DIREITO PENAL I
SEMANA 5 AULA 9
SEMANA 05
AULA 09 – Lei Penal no Tempo.
SEMANA 5 – AULA 09
Objetivos.
► Compreender a relevância da subsunção das normas
penais aos preceitos constitucionais.
► Demonstrar a aplicabilidade das Normas jurídico-penais no
tempo e no espaço e suas limitações constitucionais.
► Reconhecer as situações fáticas ensejadoras dos conflitos
de leis penais no tempo: Abolitio criminis, Novatio Legis in
mellius, Novatio Legis Incriminadora e Novatio Legis in Pejus.
► Identificar e solucionar os conflitos de leis penais no tempo
com base nos princípios da irretroatividade da lei penal e
retroatividade da lei penal mais benéfica.
► Compreender a necessidade de criação de normas penais
excepcionais e temporárias e sua aplicabilidade.
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EMENTA.
1.A Lei Penal no Tempo.
2.Conflito de leis Penais no Tempo.
3.Princípios que regem o conflito de leis penais no tempo.
4.Leis Excepcionais e Leis Temporárias.
5. Tempo do Crime.
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CONTEÚDO
1. A Lei Penal no Tempo.
► Vigência e Validade da Lei Penal.
A VALIDADE DA LEI PENAL “ deve ser definida pelo princípio
da legalidade e dois questionamentos devem ser realizados
pelo intérprete da lei penal: “qual a lei penal vigente ao tempo
do fato punível” e “existem leis penais posteriores mais
favoráveis”? (SANTOS, dos Juarez Cirino. Direito Penal. Parte
Geral. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2006, PP.47).
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► Atividade e Extratividade da Lei Penal.
● Atividade: capacidade que a lei penal tem para regular fatos
ocorridos durante o seu período de vigência.
● Extratividade : “capacidade que tem a lei penal de se
movimentar no tempo regulando fatos ocorridos durante a sua
vigência, mesmo depois de ter sido revogada, ou de retroagir no
tempo, a fim de regular situações ocorridas anteriormente à sua
vigência, desde que benéficas ao agente”. (Rogério Greco,
Direito Penal, Parte geral. 12 ed . Impetus: Niterói, RJ, 2010, pp
103)
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2.Conflito de leis Penais no Tempo.
Sucessão de Leis Penais no tempo
Período - da prática da conduta delitiva
até o término de execução (cumprimento)
da respectiva sanção penal.
Conflito de Leis Penais no tempo.
Efetivação do Direito Penal de Intervenção Mínima, Garantista e
 pautado no princípio da Culpabilidade.
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Natureza Jurídica das Leis penais
►Abolitio criminis.
Art.2º, CP. Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior
 deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a
 execução e os efeitos penais da sentença condenatória.
 Ex. Revogação do art.240, do Código Penal, que tipificava a
conduta de adultério, pela lei n. 11106, de 28 de março de 2005.
 Machado de Assis e a temática do Adultério.
“ Memórias póstumas de Brás Cubas” e “Dom Casmurro” (1899)
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► Novatio Legis in mellius.
Art.2º, parágrafo único, CP.
 A análise acerca dos “benefícios” razidos
 pela nova lei deve ser realizada mediante o caso
 concreto e não apenas a partir da leitura comparativa entre os
 dispositivos penais.
Ex. Lei n.11343/2006, art.33, §4º X Lei n. 6368/1976, art.12.
► Novatio Legis Incriminadora.
 SUA subsunção aos princípios da
 legalidade e anterioridade da lei penal
 ATENÇÃOprevistos no art.5º, XXXIX, da CRFB/1988
ATENÇÃO
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► Novatio
Legis in Pejus.
Lei de Crimes Hediondos – Lei n.8072/1990
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►
 3.Princípios que regem o conflito de leis penais no
 tempo.
Princípio da Irretroatividade da Lei Penal Severa.
 Art. 5º, XL, da CRFB/1988.
► Princípio da Retroatividade da Lei Penal mais Benigna.
 art. 5º, XL, da CRFB/1988.
► Aplica-se à Abolitio criminis e à Novatio Legis in
mellius, o princípio da Retroatividade da Lei Penal mais
Benigna, ou seja, terão incidência a condutas praticadas
anteriormente à sua vigência (retroagirão para regular fatos
anteriores à sua vigência).
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► Aplica-se à, Novatio Legis Incriminadora e à Novatio
Legis in Pejus, o princípio da Irretroatividade da Lei
Penal, ou seja, somente terão incidência a condutas
praticadas posteriormente à sua vigência.
► No caso concreto, caso o autor da conduta já tenha sido
condenado por sentença transitada em julgado e já esteja
cumprindo pena, terá competência para aplicação da lei
posterior mais benéfica o Juízo da Vara de Execuções
Penais. ( vide Enunciado de Súmula n.611, do Supremo
Tribunal Federal)
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CASO CONCRETO
 Para comemorar seu casamento, André realizou sua
despedida de solteiro em um bar com alguns amigos. Finda a
farra, André, conduzindo seu veículo, atropelou e lesionou
Paulo sendo sua conduta tipificada como incursa no delito de
lesões corporais culposas na direção de veículo automotor
(art. 303, da Lei n. 9503/1997). No curso da ação penal,
restou demonstrado pelos exames periciais que André
encontrava-se embriagado no momento do acidente, razão
pela qual a pena imposta à sua conduta foi majorada de
acordo com expressa previsão legal. Dois meses após sua
condenação, entra em vigor a Lei n.11705, de 19 de junho de
2008, que revogou expressamente a causa de aumento
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 prevista no Código de Trânsito Brasileiro (Lei n. 9503/1997). Ante o
exposto, com base nos estudos realizados sobre o conflito de leis
penais no tempo, a alteração legislativa terá relevância para a sanção
imposta à conduta de André? Responda de forma justificada.
Código de Trânsito Brasileiro. Lei n. 9503/1997.
 Dos Crimes em Espécie
Art. 302. Praticar homicídio culposo na direção de veiculo automotor:
Penas - detenção, de dois a quatro anos, e suspensão ou proibição de
se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.
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 Parágrafo único. No homicídio culposo cometido na direção de veículo
automotor, a pena é aumentada de um terço à metade, se o agente:
----------------------------------------------------------------------------
 V - (Inciso acrescido pela Lei nº 11.275, de 7/2/2006 e revogado pela Lei
nº 11.705, de 19/6/2008)
Art. 303. Praticar lesão corporal culposa na direção de veículo automotor:
Penas - detenção, de seis meses a dois anos e suspensão ou proibição de
se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.
 Parágrafo único. Aumenta-se a pena de um terço à metade, se ocorrer
qualquer das hipóteses do parágrafo único do artigo anterior.
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4. Leis Excepcionais e Leis Temporárias.
Leis excepcionais e seu confronto com
atenção
o art.5º, XL, da CRFB.
 Art.3º, CP A lei excepcional ou temporária , embora decorrido o
período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a
determinaram, aplica-se ao fato praticado durante a sua vigência.
Características: Autorrevogáveis.
 Ultrativas.
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Distinção.
Lei excepcional
Lei temporária
 A lei excepcional em sentido estrito “visa atender situações
excepcionais de anormalidade social ou de emergência (...),
não fixando prazo de sua vigência, quer dizer, tem eficácia
enquanto perdurar o fato que a motivou. (...) A lei temporária,
por sua vez, “prevê formalmente o período de tempo de sua
vigência(...) e exige duas condicionantes: situação transitória e
termo de vigência”. (PRADO, Luiz Regis. Curso de Direito
Penal Brasileiro. Volume 1. 9 ed. São Paulo: Revista dos
Tribunais, 2010, pp 200).
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5. Tempo do Crime
5.1.Teorias.
Atividade.
Mista.
Resultado.
.
Art.4º. Considera-se praticado o crime no momento da ação
 ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado.
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5.2. Crime Permanente e Continuidade Delitiva.
 Distinção: “delito permanente” quando a conduta lesiva
 descrita na norma penal incriminadora (tipo penal) se prolonga no tempo, ou seja, há um único delito,
 entretanto, a conduta do agente é permanente.
 Na “continuidade delitiva”não há um único delito cuja conduta se prolonga no tempo, mas vários que,
 por opção de política criminal,