Encarte_Saraiva - Trabalho
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ÍNDICE

p. 231, CLT – Nota Técnica n.º 184/2012/CGRT/SRT/MTE (excerto) – Trata da aplica-
ção da Lei 12.506/2011 .............................................................................................. 2

p. 282, CLT – Decreto 7.777, de 24 de julho de 2012 – Dispõe sobre as medidas
para a continuidade de atividades e serviços públicos dos órgãos e
entidades da administração pública federal durante greves, paralisa-
ções ou operações de retardamento de procedimentos administrati-
vos promovidas pelos servidores públicos federais ...................................... 2

p. 500, CLT – Lei 12.690, de 19 de julho de 2012 – Dispõe sobre a organização e
o funcionamento das Cooperativas de Trabalho, entre outras provi-
dências ............................................................................................................................... 3

p. 750, CLT – Novas Orientações Jurisprudenciais da SBDI-1, OJs 419 e 420 ................ 9

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2 ENCARTE DE ATUALIZAÇÃO • CLT - Consolidação das Leis do Trabalho – Renato Saraiva

p. 231 – No item Aviso Prévio, acrescentar:

NOTA TÉCNICA N.º 184/2012/CGRT/SRT/MTE
Trata da aplicação da lei 12.506/2011.

(...)
III. Conclusão:
Em síntese, estes são os entendimentos que submete-se à consideração superior para fins de apro-
vação:
1) a lei não poderá retroagir para alcançar a situação de aviso prévio já iniciado;
2) a proporcionalidade de que trata o parágrafo único do art. 1.º da norma sob comento aplica-se,
exclusivamente, em benefício do empregado;
3) o acréscimo de 3 (três) dias por ano de serviço prestado ao mesmo empregador, computar-se-á
a partir do momento em que a relação contratual supere um ano na mesma empresa;
4) a jornada reduzida ou a faculdade de ausência no trabalho, durante o aviso prévio, previstas no
art. 488 da CLT, não foram alterados pela Lei 12.506/2011;
5) a projeção do aviso prévio integra o tempo de serviço para todos os fins legais;
6) recaindo o término do aviso prévio proporcional nos trinta dias que antecedem a data base, faz
jus o empregado despedido à indenização prevista na Lei 7.238/1984; e
7) as cláusulas pactuadas em acordo ou convenção coletiva que tratam do aviso prévio propor-
cional deverão ser observadas, desde que respeitada a proporcionalidade mínima prevista na Lei
12.506, de 2011.

André Luis Grandizoli
Secretário Adjunto da Secretaria das Relações do Trabalho

Aprovo o conteúdo da Nota Técnica n.º 184/2012/CGRT/SRT/MTE.
Zilmara David de Alencar de Alencar

Secretária de Relações do Trabalho
Brasília, 07 de maio de 2012.

p. 282 – No item Direito de Greve, acrescentar:

DECRETO 7.777, DE 24 DE JULHO DE 2012
Dispõe sobre as medidas para a continuidade de atividades e serviços públicos dos órgãos e entida-
des da administração pública federal durante greves, paralisações ou operações de retardamento de

procedimentos administrativos promovidas pelos servidores públicos federais.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, caput, incisos
IV e VI, alínea “a”, da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei no 7.783, de 28 de junho
de 1989,
DECRETA:

Art. 1.º Compete aos Ministros de Estado supervisores dos órgãos ou entidades em que ocorrer
greve, paralisação ou retardamento de atividades e serviços públicos:

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ENCARTE DE ATUALIZAÇÃO • CLT - Consolidação das Leis do Trabalho – Renato Saraiva 3

I - promover, mediante convênio, o compartilhamento da execução da atividade ou serviço com
Estados, Distrito Federal ou Municípios; e
II - adotar, mediante ato próprio, procedimentos simplificados necessários à manutenção ou rea-
lização da atividade ou serviço.
§ 1o As atividades de liberação de veículos e cargas no comércio exterior serão executadas em
prazo máximo a ser definido pelo respectivo Ministro de Estado supervisor dos órgãos ou enti-
dades intervenientes.
§ 2o Compete à chefia de cada unidade a observância do prazo máximo estabelecido no § 1o.
§ 3o A responsabilidade funcional pelo descumprimento do disposto nos §§ 1o e 2o será apurada
em procedimento disciplinar específico.

Art. 2o O Ministro de Estado competente aprovará o convênio e determinará os procedimentos
necessários que garantam o funcionamento regular das atividades ou serviços públicos durante a
greve, paralisação ou operação de retardamento.

Art. 3o As medidas adotadas nos termos deste Decreto serão encerradas com o término da greve,
paralisação ou operação de retardamento e a regularização das atividades ou serviços públicos.

Art. 4o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 24 de julho de 2012;
191o da Independência e 124o da República.

DILMA ROUSSEFF
Miriam Belchior

Luís Inácio Lucena Adams.

p. 500 – No item Serviço Voluntário – Cooperativas, acrescentar:

LEI 12.690, DE 19 DE JULHO DE 2012
Dispõe sobre a organização e o funcionamento das Cooperativas de Trabalho; institui o Programa

Nacional de Fomento às Cooperativas de Trabalho - PRONACOOP; e revoga o parágrafo único do art.
442 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de

1943.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a
seguinte Lei:

CAPÍTULO I
DAS COOPERATIVAS DE TRABALHO

Art. 1o A Cooperativa de Trabalho é regulada por esta Lei e, no que com ela não colidir, pelas
Leis nos 5.764, de 16 de dezembro de 1971, e 10.406, de 10 de janeiro de 2002 - Código Civil.
Parágrafo único. Estão excluídas do âmbito desta Lei:
I - as cooperativas de assistência à saúde na forma da legislação de saúde suplementar;
II - as cooperativas que atuam no setor de transporte regulamentado pelo poder público e que
detenham, por si ou por seus sócios, a qualquer título, os meios de trabalho;
III - as cooperativas de profissionais liberais cujos sócios exerçam as atividades em seus próprios
estabelecimentos; e
IV - as cooperativas de médicos cujos honorários sejam pagos por procedimento.

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4 ENCARTE DE ATUALIZAÇÃO • CLT - Consolidação das Leis do Trabalho – Renato Saraiva

Art. 2o Considera-se Cooperativa de Trabalho a sociedade constituída por trabalhadores para o
exercício de suas atividades laborativas ou profissionais com proveito comum, autonomia e auto-
gestão para obterem melhor qualificação, renda, situação socioeconômica e condições gerais de
trabalho.
§ 1o A autonomia de que trata o caput deste artigo deve ser exercida de forma coletiva e coorde-
nada, mediante a fixação, em Assembleia Geral, das regras de funcionamento da cooperativa e da
forma de execução dos trabalhos, nos termos desta Lei.
§ 2o Considera-se autogestão o processo democrático no qual a Assembleia Geral define as dire-
trizes para o funcionamento e as operações da cooperativa, e os sócios decidem sobre a forma de
execução dos trabalhos, nos termos da lei.

Art. 3o A Cooperativa de Trabalho rege-se pelos seguintes princípios e valores:
I - adesão voluntária e livre;
II - gestão democrática;
III - participação econômica dos membros;
IV - autonomia e independência;
V - educação, formação e informação;
VI - intercooperação;
VII - interesse pela comunidade;
VIII - preservação dos direitos sociais, do valor social do trabalho e da livre iniciativa;
IX - não precarização do trabalho;
X - respeito às decisões de asssembleia, observado o disposto nesta Lei;
XI - participação na gestão em todos os níveis de decisão de acordo com o previsto em lei e no
Estatuto Social.

Art. 4o A Cooperativa de Trabalho pode ser:
I - de produção, quando constituída por sócios que contribuem com trabalho para a produção em
comum de bens e a cooperativa