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Friedrich Engels Werke”, volumes 23, 24 e 25, da editora Dietz Verlag,
Berlim, 1977, que reproduz a 4ª edição de O Capital, revista e publicada
por Engels, em 1890. Os prefácios publicados nesse volume mostram
que essa edição é a mais completa e a mais autorizada da obra. Na
tarefa de interpretar e desentranhar passagens difíceis ou obscuras,
valemo-nos de traduções de O Capital em outras línguas, mas sempre
dando prioridade ao original alemão. Esta tradução não é de modo
algum uma tradução de traduções, mas seria faltar à verdade negar
ou silenciar o fato de que, em vários momentos, soluções encontradas
por tradutores para outras línguas foram úteis para que pudéssemos
encontrar as mais adequadas em português. Confessamos com gratidão
essa dívida e esperamos que esta tradução sirva, por sua vez, de apoio
a futuras traduções de O Capital para outras línguas.

Adotou-se como norma utilizar as expressões marxistas vertidas
ao português por economistas, sociólogos, filósofos etc. e de uso corrente,
de modo a facilitar a compreensão do texto. Pareceu-nos que seria um
purismo injustificável retraduzir por exemplo Mehrwert por mais-valor
(em analogia com mais-trabalho e mais-produto), quando a expressão
mais-valia é o vocábulo consagrado em português. Não obstante, um
grande número de novas expressões — tais como produto-valor, obje-
tividade do valor, forma-valor, mercadoria monetária, giro monetário
etc. — tiveram que ser criadas. É preciso notar que boa parte dos
termos técnicos de Economia, utilizados por Marx, são correntes na
literatura econômica moderna e têm expressões portuguesas já consa-
gradas, que foram, por isso, sistematicamente adotadas na tradução.
Em suma, a invenção de novas expressões em português foi restrita
ao indispensável, procurando-se adequá-las à terminologia corrente.

Como já mencionamos, Marx, ao citar autores em outras línguas
que não o alemão, nem sempre foi completamente fiel ao original.
Entendemos que não nos cabia “corrigi-lo”. Todas as citações são tra-
duzidas da versão alemã de Marx. Em alguns casos foram acrescentadas
“notas do tradutor” em que se apresentam traduções mais literais dos
referidos textos, de modo que o leitor possa apreciar a maneira de
Marx interpretá-los.

Outro pormenor não desprezível é que o volume I de O Capital
tinha, em sua 1ª edição, numerosos trechos e vocábulos em itálico. Em
edição posterior, Marx retirou os grifos. Pedro Scaron, tradutor de O
Capital para o espanhol36 alega que isso se fez para reduzir os custos
de impressão. Nas edições posteriores à primeira, do volume I, o texto
foi em parte substancialmente alterado por Marx. Nesta parte do texto,
assim como nos volumes de O Capital o método de grifar extensamente
não foi utilizado. Resolveu-se por isso seguir nesse particular a 4ª edição,

MARX

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36 MARX, K. El Capital. México, Siglo Veintiuno Editores, 1975. v. I, p. XII.