CCJ0006-WL-PA-09-Direito Civil I-Antigo-15842
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apesar de existir a vontade, caracteriza -se um ato ileg\u131\u301timo, il\u131\u301cito.  
Forma prescrita ou não defesa em lei  
Todo nego\u301cio jur\u131\u301dico tem uma forma. A vontade, manifestada pelas pessoas, pode ser verbal, por escrito, ou atrave\u301s de gestos. Em numerosos casos a lei exige das partes uma forma 
especial. A regra geral e\u301 a forma livre. \u201cA validade da declaraça\u303o de vontade \u2013 diz o art. 107 do CC - na\u303o dependera\u301 de forma especial, sena\u303o quando a lei expressamente a exigir\u201d. Isto 
signi\u3d0ica que todas as exceço\u303es devem ser respeitadas, ou seja, se a lei impuser forma especial, esta devera\u301 ser atendida. Por exemplo, a compra de uma casa a\u300 vista, deve ser atrave\u301s 
da escritura pu\u301blica. Se realizada por instrumento particular, na\u303o tem validade, porque a lei impo\u303e uma forma (CC, artigo 108).  
INTERPRETAÇÃO DOS NEGÓCIOS JURÍDICOS  
Dispo\u303e o art. 112 do CC: \u201cNas declaraço\u303es de vontade se atendera\u301 mais a\u300 intença\u303o nelas consubstanciada do que ao sentido literal da linguagem\u201d. Estabelece, pois, uma regra de 
interpretaça\u303o destacando o elemento intença\u303o sobre a literalidade da linguagem. Cabe ao inte\u301rprete investigar qual foi a real intença\u303o dos contratantes na elaboraça\u303o da cla\u301usula 
contratual duvidosa ou obscura. \u201cOs nego\u301cios jur\u131\u301dicos devem ser interpretados conforme a boa - fe\u301 e os usos do lugar de sua celebraça\u303o\u201d, finaliza o art. 113 do CC. 
O objeto t\u131\u301pico do nego\u301cio jur\u131\u301dico e\u301 o contrato.   O nego\u301cio jur\u131\u301dico e\u301 o principal instrumento para que as pessoas possam realizar seus nego\u301cios privados.  
Sem os elementos essenciais o nego\u301cio jur\u131\u301dico na\u303o existe, por consequ\u308e\u302ncia, na\u303o e\u301 va\u301lido.  
  
Sa\u303o elementos acidentais: a) condiça\u303o; b) termo; c) encargo.  
 Reserva mental \u2013 O que o agente deseja e\u301 diferente do que ele declarou. Sua declaraça\u303o e\u301 para enganar a pessoa com quem celebrou o nego\u301cio jur\u131\u301dico ou a terceiros.  
  
Os nego\u301cios jur\u131\u301dicos podem ser classi\u3d0icados da seguinte forma:  
1. Quanto à manifestação da vontade:  
a) unilaterais \u2013 a declaraça\u303o de vontade, feita por uma ou mais pessoas, na mesma direça\u303o;  
b) bilaterais \u2013 duas manifestaço\u303es de vontade, em sentido oposto, pore\u301m ha\u301 coincide\u302ncia em relaça\u303o ao objeto.  
  
2. Quanto às vantagens:   
a) gratuitos \u2013 so\u301 uma das partes aufere vantagem;  
b) onerosos \u2013 ambos os celebrantes possuem o\u302nus e vantagens rec\u131\u301procas. 
  
3. Quanto ao tempo em que devam produzir efeitos: 
a) inter vivos \u2013 destinados a produzir efeitos durante a vida dos interessados; 
b) causa mortis \u2013 emitidos para gerar efeitos apo\u301s a morte do declarante.  
  
4. Quanto à subordinação:  
a) principais \u2013 sa\u303o os nego\u301cios jur\u131\u301dicos que te\u302m existe\u302ncia pro\u301pria e na\u303o dependem de nenhum outro;  
b) acesso\u301rios \u2013 aquele cuja existe\u302ncia subordina a um outro.  
  
5. Quanto às formalidades:  
a) solenes \u2013 sa\u303o celebrados de acordo com a forma prevista na lei;  
b) na\u303o solenes \u2013 na\u303o dependem de forma r\u131\u301gida para sua celebraça\u303o.  
  
6. Quanto à pessoa:  
a) impessoais \u2013 na\u303o importa quem sejam as partes;  
b) intuitu personae \u2013 aquele realizado de acordo com as qualidades especiais de quem o celebra. 
  
DA REPRESENTAÇÃO 
O instituto da representaça\u303o e\u301 objeto de poucos estudos monogra\u301\u3d0icos no Brasil, tanto e\u301 que o Co\u301digo Civil anterior, de 1916, sequer lhe deu um tratamento espec\u131\u301\u3d0ico, O direito 
representativo foi tipi\u3d0icado e sistematizado somente no vigente Co\u301digo Civil, em seus artigos 115 a 120.0 estudo deste instituto compete a\u300 teoria geral do direito civil e tem conexa\u303o 
e aplicaça\u303o em va\u301rios ramos do direito, como o direito notarial. 
Segundo Silvio Venosa, geralmente, e\u301 o pro\u301prio interessado, com sua vontade, que atua em nego\u301cio jur\u131\u301dico. Dentro da autonomia privada, o interessado contrai 
pessoalmente obrigaço\u303es e, assim, pratica seus atos da vida civil em geral. Contudo, em uma economia evolu\u131\u301da, ha\u301 a possibilidade, e muitas vezes se obriga, de outro 
praticar atos da vida civil no lugar do interessado, de forma que o primeiro, o representante, possa conseguir efeitos jur\u131\u301dicos para o segundo, o representado, do mesmo 
modo que este poderia faze\u302 -lo pessoalmente. 
O representado, ao permitir que o representante aja em seu lugar, amplia sua esfera de atuaça\u303o e a possibilidade de defender seus interesses no mundo jur\u131\u301dico. O 
representante posiciona -se de maneira que conclua nego\u301cios em lugar diverso de onde se encontra o representado, ou quando este se encontra temporariamente impedido de 
atuar na vida negocial, ou ainda quando o representado na\u303o queira envolver -se diretamente na vida dos nego\u301cios. 
Para que essa situaça\u303o ocorra, e\u301 necessa\u301rio, primeiramente, que o ordenamento jur\u131\u301dico a permita e, em segundo lugar, que os requisitos desse mesmo ordenamento jur\u131\u301dico 
tenham sido cumpridos. 
Para que tal situaça\u303o se con\u3d0igure, e\u301 necessa\u301ria a emissa\u303o de vontade em nome do representado e dentro do poder de representaça\u303o por ele outorgado ou pela lei. 
A noça\u303o fundamental, pois, e\u301 a de que o representante atua em nome do representado, no lugar do representado. O representante conclui o nego\u301cio na\u303o em seu pro\u301prio nome, 
mas como pertencente ao representado. Quem e\u301 a parte no nego\u301cio e\u301 o representado e na\u303o o representante. Reside a\u131\u301 o conceito ba\u301sico da representaça\u303o. Estritamente 
falando, o representante e\u301 um substituto do representado, porque o substitui na\u303o apenas na manifestaça\u303o externa, fa\u301tica do nego\u301cio, como tambe\u301m na pro\u301pria vontade do 
representado. 
Evolução histórica da representação 
No Direito Romano, os atos possu\u131\u301am cara\u301ter solene e personal\u131\u301ssimo e na\u303o admitiam representaça\u303o. Na\u303o se tinha ide\u301ia de que algue\u301m pudesse praticar atos por outrem. A 
obrigaça\u303o havia de ser contra\u131\u301da pelo pro\u301prio titular. 
Representação Legal e Voluntária 
A representaça\u303o pode ser legal ou volunta\u301ria, conforme resulte de disposiço\u303es de lei ou da vontade das partes. Pode-se acrescentar a essas formas a representaça\u303o judicial, 
nos casos de administradores nomeados pelo juiz, no curso de processos, como os deposita\u301rios, mas isso e\u301 exceça\u303o no sistema. Tambe\u301m pode ser considerada forma de 
representaça\u303o, ainda que ano\u302mala, aquela que tenha um \u3d0im eminentemente processual, como e\u301 o caso do inventariante, do s\u131\u301ndico da massa falida, do s\u131\u301ndico de edif\u131\u301cios 
de apartamentos etc. 
A representaça\u303o legal ocorre quando a lei estabelece, para certas situaço\u303es, uma representaça\u303o, o que ocorre no caso dos incapazes, na tutela, curatela etc. Nesses casos, o 
poder de representaça\u303o decorre diretamente da lei, que estabelece a extensa\u303o do a\u302mbito da representaça\u303o, os casos em que e\u301 necessa\u301ria, o poder de administrar e quais as 
situaço\u303es em que se permite dispor dos direitos do representado. 
A representaça\u303o volunta\u301ria e\u301 baseada, em regra, no mandato, cujo instrumento e\u301 a procuraça\u303o. A \u3d0igura da representaça\u303o na\u303o se confunde com a do mandato. 
O vigente Co\u301digo Civil traz, em sua parte geral, disposiço\u303es gerais sobre a representaça\u303o (arts. 115 a 120), distinguindo o art. 115 essas duas formas de representaça\u303o, 
conferidas "por lei ou pelo interessado". O art. 116 aponta o efeito lo\u301gico da representaça\u303o: "A manifestaça\u303o de vontade pelo representante, nos limites de seus poderes, 
produz efeitos em relaça\u303o ao representado." Esclarece o art. 120 que os requisitos e os efeitos da representaça\u303o legal sa\u303o os estabelecidos nas normas respectivas, enquanto 
os da representaça\u303o volunta\u301ria sa\u303o os da parte especial do Co\u301digo, principalmente no contrato de mandato. 
Deve -se entender que o representante conclui nego\u301cio cujo efeito re\u3d0lete no representado. 
E\u1b5 importante que os terceiros tenham cie\u302ncia da representaça\u303o, sob pena de inviabilizar o nego\u301cio jur\u131\u301dico. Essa e\u301 uma das questo\u303es fulcrais da mate\u301ria. O art. 118 do atual 
diploma estatui que "o representante e\u301 obrigado a provar a\u300s pessoas, com quem tratar em nome do representado, a sua qualidade e a extensa\u303o de seus poderes, sob pena