Plano de Aula 9 resposta (ciencia politica)
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Plano de Aula 9 resposta (ciencia politica)

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Plano de Aula 9
Caso concreto 1

Presidencialismo, há três poderes: o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, exercidos, respectivamente, pelo presidente da República, pelo Parlamento (no caso do Brasil, o Congresso Nacional) e pelo Supremo Tribunal ou Corte Suprema.
Toda a concepção do presidencialismo baseia-se na harmonia desses três poderes. Nenhum pode impor-se ao outro ou tentar superar os demais. Para manter esse equilíbrio, há um sistema de freios e contrapesos pelo qual um poder controla o outro e cada um depende dos outros dois.
É o Parlamento (Legislativo) que aprova os projetos de lei, assim como o orçamento que fixa as despesas. Com isso, controla o Executivo e o Judiciário. Mas o presidente da República pode vetar o que foi aprovado pelo Congresso.
É o presidente da República (Executivo) que escolhe os nomes dos membros do Supremo Tribunal, controlando o Judiciário. Mas o Legislativo deve aprovar esses nomes, controlando o Executivo e o Judiciário. O Judiciário é que julga a aplicação das leis, podendo até mesmo suspender sua execução. Com isso, ele freia o Legislativo e o Executivo.
No presidencialismo, o chefe de Estado (que simboliza a Nação) e o chefe de governo (que dirige a administração do país) são a mesma pessoa. O presidente da República é chefe de Estado e chefe de governo.
No presidencialismo, o presidente e os parlamentares são escolhidos por um período de tempo fixo e determinado, geralmente quatro ou cinco anos. Salvo situações excepcionais, uma vez eleitos, eles têm seu mandato garantido durante esse prazo.
Em um regime presidencialista, o Legislativo pode ser exercido apenas pela Câmara dos Deputados (sistema unicameral) ou por duas casas, a Câmara e o Senado (sistema bicameral).

Em um regime parlamentarista, distingue-se o chefe de Estado do chefe do governo.
O chefe de Estado apenas simboliza a Nação, mas não tem poderes administrativos. Pode ser um monarca ou presidente escolhido pelo Parlamento ou eleito diretamente pelo povo. A rainha da Inglaterra, por exemplo, reina, mas não governa: ela é apenas chefe de Estado. O chefe do governo é quem governa e administra. Ele é sempre escolhido pelo Parlamento, que pode destituí-lo.
No parlamentarismo, o Executivo é um mero delegado da maioria parlamentar. Em um regime parlamentarista puro, só parlamentares podem ser ministros, e eles comparecem normalmente às sessões do Parlamento, dando contas de sua atuação e sendo interpelados por seus pares.
As funções parlamentares são exercidas em sua plenitude por uma casa legislativa que se pode chamar, por exemplo, de Câmara dos Deputados, Parlamento, Câmara dos Comuns (Reino Unido) ou Assembléia Nacional (França). Esse poder não pode ser dividido com outra casa legislativa que não tenha as características populares do Parlamento. No Reino Unido, por exemplo, existe a Câmara dos Lordes, mas suas funções são praticamente decorativas na elaboração das leis. Os lordes não destituem gabinetes.

O presidencialismo produz um gabinete, personificado no presidente, com prazo de validade definido. Bom ou não, o mandato é aquele. Apenas depois de quatro ou cinco anos, a sociedade vai discutir novamente a quem será passado o bastão. Nesse ínterim, o mundo dá voltas, crises surgem e se dissipam, são bem ou mal enfrentadas, governos mantêm ou perdem legitimidade e o eleitor muda de opinião. Se o país é presidencialista, nada disso importa. O governo permanece, mesmo fraco, até a data da próxima eleição. No máximo, em caso de crise grave, há renúncia do presidente, como aconteceu recentemente na Argentina, com Fernando De La Rua, ou durante o impeachment do ex-presidente do Brasil Fernando Collor de Melo.
No parlamentarismo, quando há problemas, o governo simplesmente cai. Cabe aos congressistas formar uma nova maioria, com um novo governo. Quando não conseguem, o próprio Congresso é dissolvido, e eleições são antecipadas. O sistema permite que governos considerados bons durem o necessário e que os duvidosos terminem antes do prazo previsto.

 
Caso concreto 2

Segunda pergunta:.
Vantagens a meu ver para o povo, a manutenção de um governo mais estável, porém essa estabilidade pode acabar a qualquer momento pois no Brasil há muitos partidos o que faria com que o primeiro ministro fizesse uma serie de acordos para conseguir governar o país.
Sendo que insatisfação do povo poderia causar uma mudança de governo o que hoje só ocorre se muitos fatores se coadunarem e causam grande trauma a população (caso Collor) de resto, seria quase impossível uma mudança sem o término temporal do mandato.
No Sistema parlamentarista, praticamente você escolhe um partido político. e o que tiver a maioria no Parlamento elege o 1º Ministro que de fato irá governar o país. O Presidente representa a nação e serve como moderador nos momentos de crise, podendo dissolver o Congresso e convocar novas eleições no caso do governo perder a credibilidade junto a sociedade.
Afirmam que a Constituição de 1988 foi elaborada visando um Sistema Parlamentarista mas um plebiscito posterior manteve o Presidencialismo. Por causa disso existem tantas crises entre o Executivo e o Legislativo. Quando o Presidente da República não tem uma maioria segura no Parlamento, como é o caso atual, se vê obrigado a fazer acordos com os Partidos para poder governar. Esses "acordos" são a base da corrupção. No Parlamentarismo o governo já tem a maioria no Parlamento naturalmente. Quando não tem a maioria faz acordo com os Partidos, não precisa negociar individualmente como acontece hoje. O Parlamentarismo obriga aos partidos terem posições claras e definidas para conquistar os eleitores. Isso fortalece os Partidos com Programas claros e alija os partidos de aluguel.