8-Eleitoral-Chamon-3-4ed
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regras previstas neste artigo, cada partido ou coligação 
preencherá o mínimo de 30% (trinta por cento) e o máximo de 70% (setenta por 
cento) para candidaturas de cada sexo\u2019, substituindo, portanto, a locução anterior 
\u2018deverá reservar\u2019 por \u2018preencherá\u2019, a demonstrar o atual caráter imperativo do 
preceito quanto à observância obrigatória dos percentuais mínimo e máximo de cada 
sexo. 2. O cálculo dos percentuais deverá considerar o número de candidatos 
efetivamente lançados pelo partido ou coligação, não se levando em conta os limites 
estabelecidos no art. 10, caput e § 1.º, da Lei nº 9.504/97. 3. Não atendidos os 
respectivos percentuais, cumpre determinar o retorno dos autos ao Tribunal 
Regional Eleitoral, a fim de que, após a devida intimação do partido, se proceda ao 
ajuste e regularização na forma da lei. Recurso especial provido\u201d (TSE, Recurso 
Especial Eleitoral nº 78432, Publicado em Sessão, data 12.08.2010). 
 
 
p. 178 \u2013 Substituir o trecho \u201cA Súmula 3 (...)\u201d até \u201cNa hipótese de intervenção (...)\u201d pelo 
seguinte: 
 
 Poderá o juiz deferir prazo de 72 horas para complementação da documentação. A 
Súmula 3 do Tribunal Superior Eleitoral cuida especificamente dessa questão: 
 
\u201cNo processo de registro de candidatos, não tendo o juiz aberto prazo para o 
suprimento de defeito da instrução do pedido, pode o documento, cuja falta houver 
motivado o indeferimento, ser juntado com o recurso ordinário\u201d. 
 
 Se a convenção partidária de nível inferior se opuser, na deliberação sobre coligações, 
às diretrizes legitimamente estabelecidas pelo órgão de direção nacional, nos termos do 
respectivo estatuto, poderá esse órgão anular a deliberação e os atos dela decorrentes. 
 Caso a convenção regional ou local desrespeite as diretrizes da direção nacional do 
partido, quanto às coligações, esta poderá anular a convenção de nível inferior. Nesse caso, 
eventuais novas candidaturas deverão ser efetivadas no prazo de 10 dias da data da 
intervenção. 
 
p. 183 (1) \u2013 Após o parágrafo \u201cO eleitor, para votar (...)\u201d, acrscentar o seguinte: 
 
 A questão relativa ao documento com foto foi objeto, nas eleições de 2010, de Ação 
Direta de Inconstitucionalidade. A exigência de documento com foto foi introduzida pela Lei 
12.034/2009. 
 
Lei 9.504/97 \u2013 art. 91-A: \u201cNo momento da votação, além da exibição do respectivo 
título, o eleitor deverá apresentar documento de identificação com fotografia.\u201d 
(Incluído pela Lei 12.034, de 2009) 
 
 Questionou-se a constitucionalidade da norma, pois esta difi cultaria o exercício da 
cidadania, principalmente pelos cidadãos mais pobres e com menos escolaridade formal. Em 
sede de liminar, o Supremo Tribunal Federal decidiu exigir, apenas, o documento ofi cial com 
foto, isto é, excluiu a necessidade da apresentação do título de eleitor e do documento com 
foto. Fundamentou-se nos princípios da razoabilidade e proporcionalidade: 
 
\u201cO Tribunal, por maioria e nos termos do voto da Relatora, contra os votos dos 
Senhores Ministros Gilmar Mendes e o Presidente, Ministro Cezar Peluso, concedeu 
liminar para, mediante interpretação conforme conferida ao artigo 91-A, da Lei nº 
9.504/97, na redação que lhe foi dada pela Lei nº 12.034/2009, reconhecer que 
somente trará obstáculo ao exercício do direito de voto a ausência de documento ofi 
cial de identidade, com fotografi a. Ausente, justifi cadamente, o Senhor Ministro 
Joaquim Barbosa, com voto proferido na assentada anterior\u201d (ADI 4.467, Plenário, 
30.09.2010). 
 
p. 183 (2) \u2013 Substituir o parágrafo \u201cPor outro lado (...)\u201d pelo seguinte: 
 
 Por outro lado, a partir das eleições presidenciais de 2010, passou a ser permitido o 
voto em trânsito, para as eleições presidenciais, dos eleitores que estiverem nas capitais dos 
Estados. A votação ocorre em urnas especiais instaladas nas capitais dos Estados (Código 
Eleitoral, art. 233-A). 
 
p. 184 \u2013 Substituir o parágrafo \u201cVisando garantir a legitimidade (...)\u201d pelo seguinte: 
 
 Visando garantir a legitimidade e a segurança do voto eletrônico, haverá, a partir de 
2014, o voto impresso conferido pelo eleitor. Atualmente, existe votação paralela, para fins de 
verificação do funcionamento das urnas sob condições normais de uso, em uma urna por 
Estado (TSE \u2013 Resolução 23.205). Da mesma forma, é permitido o uso e identificação do eleitor 
por meio de sua biometria. 
 
p. 198 \u2013 Após o parágrafo \u201cO art. 94 da Lei 9.504/1997 estipula (...)\u201d acrescentar o seguinte: 
 
 Além dessa, temos duas novas prioridades: a Lei 12.034/2009 alterou o art. 16 da Lei 
9.504/1997, para prever que a ação de impugnação ao registro de candidaturas terá 
prioridade sobre as demais ações eleitorais e deverá transitar em julgado até 45 dias das 
eleições; a LC 135/2010 introduziu a prioridade em processos de abuso de poder econômico e 
político (art. 26-B da LC 64/1990). Como é notório, quando se prioriza tudo, não se prioriza 
nada. Nesse porém, a legislação eleitoral regrediu de forma flagrante. 
 
p. 200 \u2013 Após o trecho \u201cTSE \u2013 Representação. Propaganda irregular. Recurso (...)\u201d, 
acrescentar o seguinte: 
 
 Da mesma forma e pelas mesmas razões, não se aplica o art. 191 do Código de 
Processo Civil \u2013 prazo em dobro para litisconsortes com procuradores diferentes (TSE \u2013 Agravo 
de Instrumento 31.488 DJe 18.08.2010, p. 95-99). 
 
p. 203 \u2013 Substituir o parágrafo \u201cÉ inelegível o candidato que possui óbice (...)\u201d pelo seguinte: 
 
 Da mesma forma, a candidatura poderá ser impugnada em face de ausência de algum 
dos requisitos de registrabilidade previstos no art. 11, § 1.º, da Lei nº 9.504/1997: 
 
\u201c§1º O pedido de registro deve ser instruído com os seguintes documentos: 
I \u2013 cópia da ata a que se refere o art. 8.º; 
II \u2013 autorização do candidato, por escrito; 
III \u2013 prova de filiação partidária; 
IV \u2013 declaração de bens, assinada pelo candidato; 
V \u2013 cópia do título eleitoral ou certidão, fornecida pelo cartório eleitoral, de que o 
candidato é eleitor na circunscrição ou requereu sua inscrição ou transferência de 
domicílio no prazo previsto no art. 9.º; 
VI \u2013 certidão de quitação eleitoral; 
VII \u2013 certidões criminais fornecidas pelos órgãos de distribuição da Justiça Eleitoral, 
Federal e Estadual; 
VIII \u2013 fotografia do candidato, nas dimensões estabelecidas em instrução da Justiça 
Eleitoral, para efeito do disposto no § 1.º do art. 59. 
IX \u2013 propostas defendidas pelo candidato a Prefeito, a Governador de Estado e a 
Presidente da República\u201d. 
 
\u201cRegistro de candidato. Não atendimento dos requisitos legais: fotografia irregular, 
ausência de certidões de objeto e pé, requerente não quite com a Justiça Eleitoral e 
não filiado ao partido político em questão, inelegibilidade decorrente do art. 1.º, inciso 
I, alínea \u2018 e\u2019 da Lei Complementar nº 64/90, com a redação dada pela Lei nº 135/2010 
(Ficha Limpa). Indeferimento\u201d (TRESP, Registro de Candidato 543.914, Publicado em 
Sessão, Data 23.08.2010). É inelegível o candidato que possui óbice legal à época do 
pedido de registro, mesmo que esse impedimento já não mais exista na data da 
eleição. Contudo, a Lei nº 12.034/2009 estabeleceu que deve o juiz levar em 
consideração \u201cas alterações, fáticas ou jurídicas, supervenientes ao registro que 
afastem a inelegibilidade\u201d. 
 
p. 207 (1) \u2013 Após o parágrafo \u201cTodos os pedidos de registo (...)\u201d acrescentar o seguinte: 
 
 A consequência jurídica da procedência da ação de impugnação está prevista no art. 
15, caput, da Lei das Inelegibilidades: 
 
\u201cArt. 15. Transitada em julgado ou publicada a decisão proferida por órgão colegiado 
que declarar a inelegibilidade do candidato, ser-lhe-á negado registro, ou cancelado, se 
já tiver sido feito, ou declarado nulo o diploma, se já expedido.\u201d 
 
 
p. 207 (2) \u2013 Substituir o texto do item 9.3.2 pelo seguinte: 
 
 A investigação tem por objeto proteger a legitimidade e normalidade do pleito contra 
o abuso do poder econômico, do poder político, ou uso indevido dos meios de comunicação 
social em benefício de candidato ou de partido político. O ato ilícito