8-Eleitoral-Chamon-3-4ed
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não precisa ter potencial 
lesivo para alterar o resultado das eleições, mas será levada em consideração a gravidade das 
circunstâncias.7 
 As consequências jurídicas da procedência da ação serão a declaração de 
inelegibilidade por 8 anos, a contar da data das eleições em que ocorreu o ilícito, e a cassação 
do registro de candidatura ou do diploma com a perda do cargo. 
 
\u201cLC 64/90 \u2013 Art. 22, XIV: \u2018julgada procedente a representação, ainda que após a 
proclamação dos eleitos, o Tribunal declarará a inelegibilidade do representado e de 
quantos hajam contribuído para a prática do ato, cominando-lhes sanção de 
inelegibilidade para as eleições a se realizarem nos 8 (oito) anos subsequentes à 
eleição em que se verificou, além da cassação do registro ou diploma do candidato 
diretamente beneficiado pela interferência do poder econômico ou pelo desvio ou 
abuso do poder de autoridade ou dos meios de comunicação, determinando a remessa 
dos autos ao Ministério Público Eleitoral, para instauração de processo disciplinar, se 
for o caso, e de ação penal, ordenando quaisquer outras providências que a espécie 
comportar\u2019\u201d. 
 
 De acordo com a nova redação dada pela Lei Complementar 135/2010, em regra, a 
declaração de inelegibilidade não dependerá do trânsito em julgado da ação, desde que haja 
decisão colegiada. 
 
p. 208 \u2013 Substituir o texto do item 9.3.5 pelo seguinte: 
 
 Pode ser ajuizada a partir da data do deferimento da candidatura, tendo por prazo 
final para sua apresentação, a data das eleições, no que se refere às condutas vedadas (abuso 
do poder político), estipuladas no art. 73 da Lei das Eleições. 
 Especificamente, no caso de abuso de poder econômico, inclusive nas ações 
fundamentadas no artigo 41-A da Lei das Eleições, será possível a interposição da ação até a 
data da diplomação. Todavia, a representação poderá ter por objeto fatos ocorridos antes do 
registro das candidaturas. Nesse sentido vale citar: 
 
\u201cTSE \u2013 O rito previsto no art. 22 da Lei Complementar nº 64/90 não estabelece prazo 
decadencial para o ajuizamento da ação de investigação judicial eleitoral. Por 
construção jurisprudencial, no âmbito desta c. Corte Superior, entende-se que as ações 
de investigação judicial eleitoral que tratam de abuso de poder econômico e político 
podem ser propostas até a data da diplomação porque, após esta data, restaria, ainda, 
o ajuizamento da Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (AIME) e do Recurso Contra 
Expedição do Diploma (RCED). (REspe nº 12.531/SP, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ de 
1º.9.1995 RO nº 401/ES, Rel. Min. Fernando Neves, DJ de 1º.9.2000, RP nº 628/DF, Rel. 
Min. Sálvio de Figueiredo, DJ de 17.12.2002). O mesmo argumento é utilizado nas 
ações de investigação fundadas no art. 41-A da Lei 9.504/97, em que também 
assentou-se que o interesse de agir persiste até a data da diplomação (REspe 
25.269/SP, Rel. Min. Caputo Bastos, DJ de 20.11.2006). Já no que diz respeito às 
condutas vedadas (art. 73 da Lei nº 9.504/97), para se evitar o denominado 
\u2018armazenamento tático de indícios\u2019, estabeleceu-se que o interesse de agir persiste até 
a data das eleições, contando-se o prazo de ajuizamento da ciência inequívoca da 
prática da conduta (QO no RO 748/PA, Rel. Min. Carlos Madeira, DJ de 26.08.2005; 
REspe 25.935/SC, Rel. Min. José Delgado, Rel. Designado Min. Cezar Peluso, DJ de 
20.06.2006)\u201d (RO nº 1453 \u2013 Belém/PA \u2013 Rel. Min. Félix Fischer \u2013 DJe de 05.04.2010, p. 
207-209). 
 
7 LC 64/90 \u2013 artigo 22, XVI 
 
p. 214 \u2013 Substituir o parágrafo \u201cPode ser declarada a inelegibilidade (...)\u201d pelo seguinte: 
 
 Questão polêmica sobre a qual os Tribunais tem alteradoconstantemente o 
entendimento, diz respeito à possibilidade de declaração de inelegibilidade na AIME. Parece-
nos que não háóbice a referida declaração, pois difi cilmente as situações objeto da AIME não 
seriam alguma das previstas no art. 1.º da LC 64/1990. Todavia, não é esta a posição atual do 
TSE que entende que a inelegibilidade deverá ser veiculada por meio de investigação judicial 
eleitoral. 
 
\u201cTSE \u2013 De fato, a citada alínea d alude expressamente à hipótese de 
\u2018representação julgada procedente pela Justiça Eleitoral\u2019 por abuso do poder 
econômico ou político, ou seja, processo de natureza específi ca. Tal inelegibilidade se 
relaciona com a sanção prevista no art. 22, XIV, da LC nº 64/90, in verbis: 
\u2018Art. 22. (...) XIV \u2013 julgada procedente a representação, ainda que após a 
proclamação dos eleitos, o Tribunal declarará a inelegibilidade do representado e de 
quantos hajam contribuído para a prática do ato, cominando-lhes sanção de 
inelegibilidade para as eleições a se realizarem nos 8 (oito) anos subsequentes à 
eleição que se verifi cou, além da cassação do registro ou diploma do candidato 
diretamente benefi ciado pela interferência do poder econômico ou pelo desvio ou 
abuso do poder de autoridade ou dos meios de comunicação (...)\u2019 
Embora tenha como imprópria a referência a \u2018sanção de inelegibilidade\u2019, pois 
inelegibilidade não constitui sanção, nem pena, certo é que tanto o inciso XIV do art. 
22, quanto a alínea d, mencionam como causa da inelegibilidade a procedência, 
exclusivamente, de \u2018representação\u2019. No caso, porém, a condenação do candidato por 
abuso do poder econômico, em segunda instância, ocorreu em sede de ação de 
impugnação de mandato eletivo, segundo se infere da cópia do acórdão (fl s. 36-55), e 
não de representação. Sendo assim, somente por interpretação ampliativa é que se 
poderia estender a hipótese da alínea d a outros casos que não os de representação, 
inclusive aos de ação de impugnação de mandato eletivo. Acontece que, por se tratar 
de norma de caráter restritivo, como o são as normas que regem as inelegibilidades, 
não se pode estender a inelegibilidade da alínea d aos casos de procedência de ação 
de impugnação de mandato eletivo\u201d (Recurso Ordinário 387038 \u2013 12.8.2010). 
 
p. 218 \u2013 Substituir o parágrafo \u201cLegitimados são os ofendidos (...)\u201d pelo seguinte: 
 
 Legitimados são os ofendidos. Trata-se da única ação eleitoral em que o Ministério 
Público não possui legitimidade ativa. Porém, oficiará no processo como fiscal da lei. Frise- -se 
que terceiro que não seja candidato, partido político ou coligação não tem legitimidade 
exercer direito de resposta na seara eleitoral.8 
 
p. 220 \u2013 Após o parágrafo \u201cO art. 58, de forma pormenorizada (...)\u201d inserir o seguinte: 
 
 Em face de provimento de recurso que venha a revogar o direito de resposta que já 
tenha sido exercido, deverá ser restituído o tempo na propaganda eleitoral no rádio e 
televisão, para o partido ou coligação prejudicados. 
 
p. 221 \u2013 Após o parágrafo \u201cO art. 41-B da Lei das Eleições (...)\u201d inserir o seguinte: 
 
 
8 TSE \u2013 Representação 3.596-37, Rel. Min. Marco Aurélio, em 21.10.2010. 
 As únicas exceções a esse procedimento são o direito de resposta, previsto no art. 58 
da mesma lei, que é regido por procedimento próprio, o abuso de poder político (art. 73 da Lei 
9.504/1997) e as representações fundamentadas nos artigos 30-A, 41-A e 81, § 4.º, da Lei das 
Eleições, cujo rito é o do art. 22 da Lei Complementar 64/1990. 
 
p. 223 \u2013 Substituir o parágrafo \u201cA representação prevista no art. 41-A (...)\u201d, pelo seguinte: 
 
 A representação prevista no art. 41-A da Lei das Eleições pode condenar o candidato à 
multa, cassação do registro ou da diplomação e, em face da alteração trazida pela LC 
135/2010, a declaração de inelegibilidade por 8 anos. Caso o candidato não tenha sido eleito, 
deverá, mesmo assim, ser condenado a pagar multa e à inelegibilidade. O mesmo ocorrerá 
com terceiros, não candidatos, que participarem do ato ilícito. 
 
p. 226 \u2013 Substituir o texto do item 9.8.5 pelo seguinte: 
 
 É a mesma da ação de impugnação ao registro de candidatura. 
 
p. 247/248 \u2013 Substituir o trecho \u201cPortanto, o interrogatório, também na seara eleitoral (...)\u201d 
até \u201cPortanto, com o recebimento da denúncia, o