8-Eleitoral-Chamon-3-4ed
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Série Concursos – Direito Eleitoral
Omar Chamon

3ª para 4ª edição, 2011

p. 39 – Substituir o texto do parágrafo “Aspecto ainda pendente de providência (...)”, pelo
que segue:
 Aspecto ainda controverso diz respeito ao cidadão submetido à prisão cautelar ou
processual, ou ainda, prisão civil (inadimplemento de obrigação alimentar). Como sabemos,
nada impede o preso provisório de votar, salvo a falta de condições materiais. Vale destacar
que nas eleições de 2010 os presos provisórios, inclusive menores internados, puderam votar,
em todas as unidades da federação (TSE – Resolução 23.219/2010).
p. 45 – Ao final do último parágrafo acrescentar o seguinte:
 Recentemente, o Tribunal Superior Eleitoral afastou quaisquer dúvidas a esse respeito:

“TSE – Processo administrativo nº 19840 – Consulta. Recebida como processo
administrativo. Juiz eleitoral. TRE/AM. Recepção. Constituição Federal. Artigo 5o, Inciso
II, do Código Eleitoral. – Consoante o § 2o do artigo 14 da CF, a não alistabilidade como
eleitores somente é imputada aos estrangeiros e, durante o período do serviço militar
obrigatório, aos conscritos, observada, naturalmente, a vedação que se impõe em face
da incapacidade absoluta nos termos da lei civil. –Sendo o voto obrigatório para os
brasileiros maiores de 18 anos, ressalvada a facultatividade de que cuida o inciso II do
§ 1o do artigo 14 da CF, não há como entender recepcionado preceito de lei, mesmo de
índole complementar à Carta Magna, que imponha restrição ao que a norma superior
hierárquica não estabelece. – Vedado impor qualquer empecilho ao alistamento
eleitoral que não esteja previsto na Lei Maior, por caracterizar restrição indevida a
direito político, há que afirmar a inexigibilidade de fluência da língua pátria para que o
indígena ainda sob tutela e o brasileiro possam alistar-se eleitores. – Declarada a não
recepção do art. 5o, inciso II, do Código Eleitoral pela Constituição Federal de 1988.
Resolvem os ministros do Tribunal Superior Eleitoral, por maioria, assentar a não
recepção, pela Constituição Federal de 1988, do artigo 5.º, II, do Código Eleitoral, nos
termos do voto do relator. Brasília, 1.º de junho de 2010”.

p. 73 – Acrescentar ao final do parágrafo “Nas eleições para o cargo de Presidente (...)”, o
texto que segue:
 Por outro lado, o art. 1.º, II, g, da Lei Complementar 64/1990 afirma que são inelegíveis
para o cargo de presidente e vice-presidente da República: “os que tenham, dentro dos 4
(quatro) meses anteriores ao pleito, ocupado cargo ou função de direção, administração ou
representação em entidades representativas de classe, mantidas, total ou parcialmente, por
contribuições impostas pelo poder Público ou com recursos arrecadados e repassados pela
Previdência Social”.
p. 76 (1) – Substituir o texto do parágrafo: “São inelegíveis, por 3 anos, (...)”, pelo que segue:

 São inelegíveis, por 8 anos, os condenados, com trânsito em julgado ou por decisão de
órgão judiciário colegiado, por abuso de poder econômico ou político (LC 64/90 – art. 1.º, I, d e
h). Vale destacar que os candidatos que forem condenados por abuso do poder econômico ou
político permanecerão inelegíveis por 8 anos a contar da data das eleições em que ocorreu o
ilícito. Por outro lado, aqueles que exercem cargos públicos, na administração pública direta
ou indireta, e que forem condenados, também, por abuso do poder econômico ou político, em
situações estranhas às eleições, ficam inelegíveis por 8 anos a contar do término do mandato
ou da data do afastamento do cargo.
p. 76 (2) – Substituir o texto do item 3.8.7.2. Militares, pelo que segue:
 Os militares declarados indignos do oficialato ficam 8 anos inelegíveis, a partir do final
do cumprimento da pena.
p. 76 (3) – Substituir o texto do parágrafo “Da mesma forma, qualquer (...)”, pelo que segue:
 Da mesma forma, qualquer agente público que tiver suas contas rejeitadas pelo órgão
competente, por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade
administrativa estará inelegível pelo prazo de oito anos. Os referidos órgãos franquearão, até o
dia 5 de julho do ano das eleições, a relação de cidadãos que tiveram suas contas rejeitadas.
p. 77 - Substituir o texto do parágrafo “Os órgãos técnicos que têm (...)”, pelo texto que
segue:
 Os órgãos técnicos que têm a competência para fiscalizar e apreciar as contas daqueles
que administram dinheiro público são os Tribunais de Contas da União, dos Estados ou, se for
o caso, dos municípios, dependendo da origem da verba, ou seja, federal, estadual distrital ou
municipal, do numerário administrado pelo gestor público. Importa frisar, entretanto, que a
aprovação ou não das contas dos chefes do Poder Executivo, isto é, Presidente da República,
Governador do Estado e do Distrito Federal e do Prefeito será feita pelo Poder Legislativo
respectivo. Nesta hipótese, o parecer contrário dos Tribunais de Contas não é defi nitivo, salvo
se o mandatário agir como ordenador de
despesas.
p. 78 (1) – Excluir do 1º parágrafo a referência às “Casas Legislativas”.
p. 78 (2) – Não foi reproduzido na 4ª ed. o seguinte trecho:

“Nesse sentido o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral:
Súmula 1 do TSE: Proposta a ação para desconstituir a decisão que rejeitou as contas,

anteriormente à impugnação, fica suspensa a inelegibilidade (Lei Complementar 64/1990,
art. 1.º, I, g).
No entanto, o Tribunal assentou que a mera propositura da ação anulatória, sem a

obtenção de provimento liminar ou tutela antecipada, não suspende a inelegibilidade (Ac.-TSE,
de 24.08.2006, no RO 912; de 13.09.2006, no RO 963; de 29.09.2006, no RO 965 e no REsp
26.942; e de 16.11.2006, no AgRgRO 1.067, dentre outros).

TSE – O fato de o TSE ter dado nova interpretação à ressalva da alínea g do inciso I do
art. 1.º da LC 64/1990, passando a exigir um pronunciamento administrativo ou judicial
que suspenda os efeitos da decisão de rejeição de contas, não implica violação ao art. 5.º,
II, XXXV e LVII, da Constituição Federal (Embargos de Declaração no Agravo Regimental no
Recurso Ordinário 1.132/PB, rel. Min. Caputo Bastos, j. 28.11.2006, v.u.).”

p. 80 – Substituir o texto do item 3.8.7.5 Condenação Criminal pelo que segue:
 Nos termos do disposto na LC 64/1990, art. 1.º, I, e, a condenação criminal transitada
em julgado ou pronunciada por órgão judiciário colegiado gera inelegibilidade por 8 anos após
o cumprimento da pena nos seguintes crimes: contra a economia popular, a fé pública, a
administração pública e o patrimônio público; contra o patrimônio privado, o sistema
financeiro, o mercado de capitais e os previstos na lei que regula a falência; contra o meio
ambiente e a saúde pública; os crimes eleitorais, para os quais a lei comine pena privativa de
liberdade; de abuso de autoridade, nos casos em que houver condenação à perda do cargo ou
à inabilitação para o exercício de função pública; de lavagem ou ocultação de bens, direitos e
valores; de tráfico de entorpecentes e drogas afins, racismo, tortura, terrorismo e hediondos;
de redução à condição análoga à de escravo; contra a vida e a dignidade sexual ou praticados
por organização criminosa, quadrilha ou bando. Vale destacar que estão excluídos os crimes
culposos, aqueles definidos em lei como de menor potencial ofensivo e os crimes de ação
penal privada.
Tendo em vista a edição da LC 135/2010, o autor acrescentou novos subitens ao capítulo 3.
Nesse sentido, sugerimos o leitor a fazer uma leitura completa da respectiva norma, que
disponibilizamos ao final deste roteiro.
p. 88/89 – Substituir o parágrafo “A legislação exige, quando do registro (...)”, pelo que
segue:

A legislação exige, quando do registro dos estatutos do partido no Tribunal, que se
demonstre o caráter nacional do partido, consistente no apoio de, ao menos, meio por cento
do eleitorado que efetivamente votou nas últimas eleições para a Câmara dos Deputados,
considerando