8-Eleitoral-Chamon-3-4ed
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apenas os votos válidos, distribuídos por um terço dos estados federados e com,
ao menos, um décimo por cento dos votos em cada um deles. Naturalmente, essas regras
visam afastar partidos com fortes características regionais,
tendo em vista que a Constituição determina que as agremiações terão caráter nacional.

As listas de apoio, divididas por zonas eleitorais, conterão o número do título de eleitor
de cada simpatizante e caberá ao escrivão eleitoral a conferência das assinaturas. O
simpatizante analfabeto manifestará seu apoio mediante aposição da impressão digital (TSE –
Resolução nº 21.853/2004). As listas serão publicadas em cartório e qualquer interessado
poderá impugnar os nomes nela contidos, no prazo de cinco dias da publicação.
p. 89 – Acrescentar ao penúltimo parágrafo “Estando devidamente (...)”, o seguinte texto:
 Em seguida ao deferimento do registro, o partido deverá informar ao TSE o número da
inscrição no CNPJ.
p. 96 (1) – Após o 1º parágrafo acrescentar o seguinte texto:
 A sanção em face da troca de partidos, após a eleição, alcança todos os cargos eletivos,
e não apenas as candidaturas do sistema proporcional. Por outro lado, a Justiça Eleitoral
poderá afastar a sanção da perda do cargo caso considere restar caracterizada justa causa para
o parlamentar ou chefe do Poder Executivo deixar o partido. Basicamente, restará
caracterizada a justa causa para a desfiliação partidária sem perda do cargo em face de grave
discriminação pessoal do partido para com o mandatário; fusão ou incorporação do partido;
criação de novo partido e mudança substancial da ideologia do partido.
p. 96 (2) – No 2º parágrafo acrescer à Resolução 22.610 o ano de 2007.

p. 96 (3) – Acrescentar no final da página o texto que segue:
 Tendo em vista tratar-se de assunto relativamente novo no cenário do direito eleitoral,
vale observar a interpretação que o TSE tem sobre o tema:
 a) a eventual resistência interna à futura pretensão de concorrer à prefeitura ou a
intenção de viabilizar essa candidatura por outra sigla não caracterizam justa causa para a
desfiliação partidária, pois a disputa e a divergência internas fazem parte da vida partidária
(RO 1.761/MT, Rel. Min. Marcelo Ribeiro).
 b) A mudança de agremiação partidária de filiados que não exercem mandato eletivo
constitui matéria interna corporis e escapa ao julgamento da Justiça Eleitoral, não
configurando hipótese de cabimento de representação perante o c. Tribunal Superior Eleitoral.
A Resolução-TSE 22.610/2007, que disciplina o processo de perda do mandato eletivo, bem
como de justificação de desfiliação partidária, não é aplicável, uma vez que os suplentes não
exercem mandato eletivo (TSE – AgR-Rp 1.399/ SP, DJe de 18.03.2009).
 c) A constitucionalidade da Resolução – TSE 22.610/2007, que regulamenta os
processos de perda de mandato eletivo e de justificação de desfiliação partidária, foi afirmada
pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento das ADIs 3.999 e 4.086.
 d) Apenas o primeiro suplente do partido detém legitimidade para pleitear a perda do
cargo eletivo de parlamentar infiel à agremiação pela qual foi eleito, uma vez que a
legitimidade ativa do suplente condiciona-se à possibilidade de sucessão imediata na hipótese
da procedência da ação. Precedentes. Nos termos do art. 1.º, § 2.º, da Resolução-TSE
22.610/2007, o ajuizamento da ação de decretação de perda de cargo eletivo é facultado
àquele que detenha interesse jurídico ou ao Ministério Público, caso o partido político não
ajuíze a ação no prazo de 30 dias contados da desfi liação (TSE – Petição 019, DJe 13.09.2010,
p. 62)
 e) A expressiva votação obtida por parlamentar, que logrou votos superiores ao
quociente eleitoral, não o exclui da regra de fidelidade partidária (TSE – Petição 2766, DJe
29.04.2009, tomo 80, p. 57/58).
p. 97 (1) – Acrescentar após o 2º parágrafo o seguinte texto:
 Nos termos do art. 17 da lei de regência dos partidos políticos, considera-se deferida a
filiação partidária com o atendimento das regras estatutárias do partido. Os filiados têm iguais
direitos e deveres.
p. 97 (2) – Acrescentar ao final do 3º paragráfo “Será desligado (...)” o seguinte trecho:
 A inelegibilidade não gera automática desfiliação.
p. 98 – Acrescentar antes do item 4.8 o seguinte:
 O filiado poderá sofrer somente as sanções expressamente tipificadas no estatuto do
partido e desde que observada a ampla defesa.
p. 102 – Acrescentar após o parágrafo “As sobras de campanha (...)”, o texto que segue:
 O art. 31 da Lei 9.096/1995 traz rol das entidades que estão proibidas de fazer doações
para os partidos políticos:

“Art. 31. É vedado ao partido receber, direta ou indiretamente, sob qualquer forma ou
pretexto, contribuição ou auxílio pecuniário ou estimável em dinheiro, inclusive
através de publicidade de qualquer espécie, procedente de:
I – entidade ou governo estrangeiros;
II – autoridade ou órgãos públicos, ressalvadas as dotações referidas no art. 38;
III – autarquias, empresas públicas ou concessionárias de serviços públicos, sociedades
de economia mista e fundações instituídas em virtude de lei e para cujos recursos
concorram órgãos ou entidades governamentais;
IV – entidade de classe ou sindical”.

p. 105 – Acrescentar ao parágrafo “Da decisão que desaprovar (...)”, o texto que segue:
 A Justiça Eleitoral tem prazo de cinco anos para julgar as contas, sob pena de não mais
poder fazer incidir eventual sanção de suspensão do fundo partidário.
p. 114 – Acrescentar após o parágrafo “A Justiça Eleitoral tem o poder (...)”, o texto que
segue:
 Rodrigo López Zílio explana sobre a função consultiva da Justiça Eleitoral:

“A função consultiva é característica extremamente peculiar e própria da Justiça
Eleitoral. (...) A importância da consulta cresce progressivamente na medida em que
a composição das Cortes Eleitorais modificam-se substancialmente e com frequência,
por força do rodízio bienal, ocorrendo, invariavelmente, em face da mudança da
composição dos membros do Tribunal, oscilação no entendimento acerca de
determinadas matérias eleitorais. (...) A consulta não pode ser sobre uma situação
determinada e concreta, sendo somente possível versar sobre situação em ‘tese’ (...)
Por não ter caráter normativo, não enseja ajuizamento de ação direta de
inconstitucionalidade e, por não ter caráter decisório não cabe a interposição de
recurso.”

p. 114 – Substituir o texto do parágrafo “Vera Michels defende que, ...”, pelo que segue:
 Vera Michels, por outro lado, defende que, das respostas às consultas, podem ser
interpostos, apenas, embargos de declaração se houver obscuridade, omissão ou contradição
ou, ainda, recurso extraordinário para o Supremo Tribunal Federal. Vale frisar que o TSE não
admite recursos das consultas. A meu ver, os embargos de declaração devem sempre ser
admitidos, pois, além de esclarecer, tem a fi nalidade de aprimorar a prestação jurisdicional e
podem, analogicamente, ser admitidos em face das consultas.
 São legitimados para formular consultas, perante o TSE, o Presidente da República, o
Governador, o Senador, o Deputado Federal, o Procurador Regional Eleitoral, o Corregedor
Regional Eleitoral e o diretório nacional de partido político. Por outro lado, em face dos
Tribunais Regionais Eleitorais terá legitimidade o Vereador, o Deputado Estadual, o
Governador, o Prefeito, o Juiz Eleitoral, o Promotor Eleitoral e o diretório regional de partido
político.
 Observa-se que o TSE é restritivo em relação ao conhecimento das consultas, não as
admitindo sobre casos concretos ou questões muito amplas.
p. 116 – Acrescentar ao final do parágrafo “Em relação à classe (...)”, o texto que segue:
 Os advogados que compõem a Corte podem, concomitantemente, advogar fora do
âmbito da Justiça Eleitoral (STF – ADIN –MC 1127).

“A incompatibilidade com o exercício da advocacia não alcança os juízes eleitorais e
seus suplentes, em face da composição