8-Eleitoral-Chamon-3-4ed
23 pág.

8-Eleitoral-Chamon-3-4ed

Disciplina:Direito Constitucional I8.033 materiais590.057 seguidores
Pré-visualização10 páginas
da Justiça eleitoral estabelecida na
Constituição (...)” (STF, Pleno, ADI 1127/DF, Relator Min. Marco Aurélio, Relator p/
Acórdão Min. Ricardo Lewandowski, j. 17.05.2006).

p. 121 – Acrescentar após a transcrição do art. 37, o seguinte texto:
 Todos os membros da Junta Eleitoral têm garantida as prerrogativas da magistratura
compatíveis com sua função. Especificamente, possuem a inamovibildade.
p. 128 – Acrescentar antes do parágrafo “Joel Cândido (...)”, o seguinte texto:
 A principal sanção em face da propaganda irregular é a cominação de multa.
Interessante notar que a Lei 9.504/1997 geralmente utiliza a UFIR como índice de atualização
das multas. Como se sabe, a UFIR foi extinta pela Medida Provisória 2.095-76/00 quando
correspondia a R$ 1,0641. Nesse ponto, tendo em vista que a legislação está desatualizada,
seguiremos as resoluções do TSE, que regulam a propaganda eleitoral e já trazem convertido o
valor da multa de UFIR para reais.
p. 129 – Acrescentar ao final do parágrafo “A propaganda partidária é (...)”, pelo texto que
segue:
 Caso a infração ocorra nas inserções, o partido perderá o tempo equivalente a cinco
inserções, no semestre seguinte.
p. 129/130 – Substituir o parágrafo “A propaganda intrapartidária é permitida (...)”, pelo
texto que segue:
 A propaganda intrapartidária é permitida quinze dias antes da convenção partidária e
visa atingir, exclusivamente, os convencionais, isto é, aqueles que escolherão os candidatos
que disputarão a eleição por determinado partido político. Não admite o uso do rádio,
televisão ou outdoor. Todavia, é possível a colocação de cartazes próximo ao diretório
partidário. Toda propaganda deverá ser retirada, imediatamente, após a convenção. A sanção
na hipótese de descumprimento dessa norma é multa variável entre R$ 5.000,00 e R$
25.000,00 ou o equivalente ao custo da propaganda, se este for maior (art. 36, § 3.º, da Lei
9.504/1997).
p. 130 (1) – Acrescentar após o parágrafo “Por último, a propaganda (...)”, o texto que segue:
 A propaganda será apresentada, obrigatoriamente, em português e não poderá criar,
artificialmente, na opinião pública, estados mentais (mensagens subliminares), emocionais ou
passionais. Deverá mencionar sempre o partido responsável.
p. 130 (2) – Não foi reproduzida na nova edição a seginte jurisprudência: “(...) Entende-se
como ato de propaganda...”.
p. 132 (1) – Acrescentar antes do parágrafo “O valor da multa (...)”, o texto que segue:
 Nas eleições de 2010, a Justiça Eleitoral enfrentou a questão e indicou parâmetros
para a delimitação entre o lícito e o ilícito nas manifestações anteriores a 6 de julho.

“Para se identificar a realização de propaganda extemporânea, é preciso afirmar que,
antes de 6 de julho do ano eleitoral, levou-se a candidatura a conhecimento geral
com utilização dos seguintes expedientes: a) divulgação da ação política que se
pretende desenvolver; b) divulgação das razões que induzam a concluir que o
beneficiário é o mais apto ao exercício de função pública; c) pedido de voto explícito
ou implícito. Destarte, a propaganda eleitoral antecipada pode acontecer de modo
expresso ou indireto (mensagens subliminares), desde que reúna elementos que
denotem o seu propósito eleitoral. A divulgação de adesivos em que se veicula
logomarca com sigla e símbolo do partido, cargo público, nome do candidato e
slogan funcionam como mecanismo de aproximação do pré-candidato ao eleitor, o
que configura propaganda eleitoral e não mera promoção pessoal. Nesse
entendimento, o Tribunal, por unanimidade, desproveu o agravo regimental” (Agravo
Regimental no Agravo de Instrumento no 10.419/SP, rel. Min. Aldir Passarinho Junior,
em 11.05.2010.)
“Configura propaganda eleitoral discurso que não se limita a indicação de uma
pessoa como candidata, mas vai além: de forma clara, embora indireta, expõe quem
seria seu candidato, quem merece seu apoio, aquele que ele espera que seja eleito.
Não se pode pretender que os titulares de mandato eletivo parem de dar
continuidade a sua atuação de agente político. É natural que participem de
inaugurações e, nessas ocasiões, profiram discursos. Contudo, não lhes é facultado,
nesses ou em outros momentos, incutir candidatos ou pré-candidatos no imaginário
do eleitor, ainda que de forma disfarçada. Nesse sentido, a propaganda
extemporânea é caracterizada pela divulgação de que tal ou qual candidato seria
mais apto; pela divulgação da expectativa de que tal candidato seja eleito, levando o
eleitor a crer na aptidão da candidatura divulgada e no apoio, incutindo-lhe a força
de um carisma e credibilidade. A configuração de propaganda eleitoral antecipada
não depende exclusivamente da conjugação simultânea do trinômio candidato,
pedido de voto e cargo pretendido. Nesse sentido, o pedido de voto não é requisito
essencial para a confi guração do ilícito, desde que haja alusão à circunstância
associada à eleição. Para a identificação desse trabalho antecipado de captação de
votos, é comum que o julgador se depare com atos que, embora tenham a aparência
da licitude, possam configurar ilícitos, como a propaganda antecipada, que podem
acabar por ferir a igualdade de oportunidade dos candidatos no pleito. Na presente
hipótese, a aplicação da teoria da fraude à lei significaria que, embora determinado
discurso ou participação em inaugurações possam ser considerados lícitos, se
analisados superficialmente, o exame destes em seu contexto pode revelar que o
bem jurídico tutelado pelas normas regentes da matéria foi, efetivamente, maculado.
O § 3o do art. 36 da Lei 9.504/1997 exige o prévio conhecimento do beneficiário da
propaganda. Nesse entendimento, o Tribunal, por unanimidade, recebeu o agravo
regimental como recurso e, por maioria, deu-lhe provimento para julgar procedente
a representação e aplicar ao primeiro representado a multa no valor de dez mil reais,
nos termos do voto do Ministro Felix Fischer” (Representação no 205-74/DF, rel. Min.
Henrique Neves, em 25.03.2010).

p. 132 (2) – Acrescentar após o parágrafo “É permitida a propaganda ...”, o texto que segue:
 É proibido às entidades listadas no art. 24 da Lei 9.504/1997, tais como as
concessionárias e permissionárias de serviços públicos, doar ou ceder cadastro eletrônico de
seus clientes, em favor de candidatos ou partidos ou coligações (art. 57-E da citada lei).
p. 133/134 – Acrescentar ao final do parágrafo “Os alto-falantes (...)” o texto que segue:

 Não há previsão de multa para a hipótese de descumprimento dessa regra, isto é,
caberá apenas a apreensão do aparelho.
p. 134 – Substituir o parágrafo “Nos demais bens particulares (...)”, pelo texto que segue:
 Nos demais bens particulares, a propaganda é livre e não depende de autorização da
Justiça Eleitoral. Vale destacar que a propaganda em bens particulares deverá ser gratuita.
Será possível a afixação de cartazes ou faixas desde que não sejam maiores que 4 metros
quadrados. Da mesma forma, tentativas de burlar a regra, por meio de vários cartazes
justapostos perfazendo, no total, mais que 4 metros quadrados não têm sido aceitos pela
jurisprudência.
 O artigo 37, § 2.º, da Lei das Eleições estipula:

“Em bens particulares, independe de obtenção de licença municipal e de autorização
da Justiça Eleitoral a veiculação de propaganda eleitoral por meio da fi xação de faixas,
placas, cartazes, pinturas ou inscrições, desde que não excedam a 4m² (quatro metros
quadrados) e que não contrariem a legislação eleitoral, sujeitando-se o infrator às
penalidades previstas no § 1º.”
A penalidade em caso de desobediência a essa regra não se confunde com a sanção

prevista para utilização de outdoors. A colocação de placas de tamanho superior a 4 metros
quadrados, sem caráter comercial, prevê multa variável entre R$ 2.000,00 e R$ 8.000,00 e só
será aplicada caso o infrator não retire a propaganda no prazo determinado pela Justiça
Eleitoral. Por outro lado, no caso