8-Eleitoral-Chamon-3-4ed
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DisciplinaDireito Constitucional I57.463 materiais1.409.778 seguidores
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de outdoor a sanção consiste em multa variável entre, 
aproximadamente, R$ 5.320,50 e R$ 15.961,50 e a ciência do benefi ciário é presumida, isto é, 
deverá pagar a multa independentemente da retirada do artefato. 
 
\u201cA partir da nova disciplina introduzida pela Lei nº 9.504/97, para fins de aplicação das 
sanções previstas no parágrafo 2º do artigo 37 e no parágrafo 8º do artigo 39, ambos 
da Lei n° 9.504/97, em decorrência da veiculação de propaganda eleitoral irregular, 
cumpre distinguir entre as placas ou os engenhos publicitários sem e com destinação 
ou exploração comercial. 2. Havendo exploração comercial, e, verificada a existência 
de propaganda eleitoral em bens particulares por meio de placas ou engenhos que 
ultrapassem a dimensão de 4m2, equipara-se a outdoor, incidindo a penalidade 
prevista no art. 39, § 8.º da Lei nº 9.504/97. 3. Ausente exploração comercial, o 
engenho é equiparado à placa, sujeitando-se o infrator às penalidades previstas no 
parágrafo 1º do artigo 37 da Lei n° 9.504/97, consoante o disposto no parágrafo 2º do 
referido dispositivo legal. 4. No caso dos autos a propaganda eleitoral é incontroversa, 
de sorte que, veiculada por meio de engenho publicitário, sem exploração comercial e 
superior a 4m2, atrai as penalidades previstas no parágrafo 1º do artigo 37 da Lei n° 
9.504/97, consoante o disposto no parágrafo 2º do referido dispositivo legal\u201d (TSE \u2013 
Recurso em Representação nº 186773, Relator Min. Joelson Costa Dias, Publicado em 
Sessão, data 24.08.2010). 
 
 Na hipótese de eventual ação de responsabilidade civil do proprietário do bem em face 
do candidato ou do partido, a Justiça Estadual será a competente para dirimir a lide, pois a 
questão não possui correlação direta com as eleições. 
 
 
p. 135 \u2013 Após o parágrafo \u201cA teor do disposto no art. 37, § 3º, da Lei 9.504/1997 (...)\u201d, 
acrescentar o texto que segue: 
 
 Vale frisar que a mesa diretora não tem poder de polícia sobre a propaganda, isto é, 
caso verifique irregularidades, deve representar à Justiça ou ao Ministério Público Eleitoral, 
mas não poderá, de ofício, determinar a retirada ou a regularização da propaganda. 
 
p. 137 \u2013 Substituir o parágrafo \u201cA divulgação de pesquisa sem registro (...)\u201d, pelo texto que 
segue: 
 
 A divulgação de pesquisa sem registro tem por sanção multa para os responsáveis 
entre R$ 53.205,00 a R$ 106.410,001.Também serão punidas as empresas de comunicação que 
divulgarem pesquisa não registrada.2 
 
p. 138 (1) \u2013 Item 6.4.10 Outoors - No 1º parágrafo, substituir os valores R$ 5.000,00 e R$ 
15.000,00 por: 
 
 R$ 5.320,50 e R$ 15.961,50. 
 
p. 138 (2) \u2013 Substituir o parágrafo \u201cVisando evitar interpretações díspares (...)\u201d, pelo texto 
que segue: 
 
 Visando evitar interpretações díspares sobre o que deve ser considerado outdoor, o 
Tribunal Superior Eleitoral passou a considerar como tal o engenho publicitário, metálico ou de 
madeira, explorado comercialmente. Atualmente, resta proibido também o painel de tamanho 
superior a 4 metros quadrados, colocado nos comitês eleitorais. 
 
Obs.: Não foi reproduzido, na 4ª edição, o julgado citado após o parágrafo acima (Agravo 
Regimental no Recurso Especial Eleitoral 26.421/PE). 
 
p. 141 (1) \u2013 Após o parágrafo \u201cA partir do dia primeiro de julho (...)\u201d, acrescentar o seguinte: 
 
 Questão interessante foi a recente declaração, pelo Supremo Tribunal Federal, de 
inconstitucionalidade da legislação eleitoral que proibia as emissoras de trazerem programas 
que ridicularizassem os candidatos ou partidos políticos. Nossa Corte constitucional deu 
interpretação conforme à Constituição para a legislação restritiva objetivando adaptá-la ao 
princípio da liberdade de expressão, possibilitando aos programas humorísticos que 
permanecessem tendo por objeto os candidatos e partidos. 
 Pessoalmente, não me agrada este posicionamento. Referidos programas, muitas 
vezes, tratam de forma agressiva e vulgar os candidatos e partidos. Não nos parece adequado 
e útil para o desenvolvimento da democracia, a referida liberação. Fica a indagação. 
Considerando que os humoristas podem se manifestar livremente, então por que não incluir 
os repórteres, colunistas, apresentadores e demais profi ssionais de rádio e televisão? 
 
\u201cAção que impugna os incisos II e III do art. 45 da Lei 9.504/97, assim 
vernacularmente postos: \u2018Art. 45. A partir de 1º de julho do ano da eleição, é vedado 
às emissoras de rádio e televisão, em sua programação normal e noticiário: (...) II \u2013 
usar trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer 
forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligação, ou produzir ou 
 
1 TSE \u2013 Resolução 23.190/2010 \u2013 art. 17. 
2 TSE \u2013 Recurso Ordinário 717, de 04.09.2003, rel. Min. Peçanha Martins. 
veicular programa com esse efeito; III \u2013 veicular propaganda política ou difundir 
opinião favorável ou contrária a candidato, partido, coligação, a seus órgãos ou 
representantes;\u2019 (...) Por fim, quanto ao inciso II do art. 45 da Lei 9.504/97, tenho por 
necessária a suspensão de sua eficácia. É que o dispositivo legal não se volta, 
propriamente, para aquilo que o TSE vê como imperativo de imparcialidade das 
emissoras de rádio e televisão. Visa a coibir um estilo peculiar de fazer imprensa: 
aquele que se utiliza da trucagem, da montagem ou de outros recursos de áudio e 
vídeo como técnicas de expressão da crítica jornalística, em especial os programas 
humorísticos. Suspensão de eficácia, claro, que não imuniza tal setor de atividade 
jornalística quanto à incidência do inciso III do art. 45 da Lei 9.504/97, devidamente 
interpretado conforme a parte deliberativa desta decisão. 14. Ante o exposto, defiro 
parcialmente a liminar, ad referendum do Plenário deste Supremo Tribunal Federal, 
para suspender a eficácia do inciso II do art. 45 da Lei 9.504/97 e conferir ao inciso III 
do mesmo dispositivo a seguinte interpretação conforme à Constituição: considera-
se conduta vedada, aferida a posteriori pelo Poder Judiciário, a veiculação, por 
emissora de rádio e televisão, de crítica ou matéria jornalísticas que venham a 
descambar para a propaganda política, passando, nitidamente, a favorecer uma das 
partes na disputa eleitoral, de modo a desequilibrar o \u2018princípio da paridade de 
armas\u2019\u201d (STF, ADI 4451 MC/DF, Medida Cautelar na Ação Direta de 
Inconstitucionalidade, Relator Min. Ayres Britto, j. 26.08.2010). 
 
 
p. 141 (2) \u2013 Acrescentar ao final do parágrafo \u201cNa propaganda eleitoral de rádio e televisão 
(...)\u201d o texto seguinte: 
 
 Todavia, é possível incluir no programa, ao fundo, fotografias ou cartazes de 
candidatos a eleição majoritária. Não caracteriza irregularidade trazer depoimento de outro 
candidato pedindo votos para quem cedeu o horário. 
 
p. 142 (1) \u2013 Substituir o parágrafo \u201cO tempo de televisão é de aproximadamente (...)\u201d pelo 
seguinte: 
 
 O tempo de televisão é de aproximadamente cinquenta minutos por dia para o rádio e 
cinquenta para a televisão, sendo um terço dividido igualmente e dois terços na proporção do 
número de Deputados Federais de cada partido ou coligação eleitos nas últimas eleições. 
 
p. 142 (2) \u2013 No parágrafo \u201cEm eventual segundo turno (...)\u201d, excluir o trecho \u201c(...) ou seja, 
dois períodos diários de vinte minutos cada um\u201d. 
 
p. 142/143 \u2013 Excluir os seguintes parágrafos: \u201cDurante o período de propaganda (...)\u201d e \u201cA 
utilização ilegal (...)\u201d. 
 
p. 144 \u2013 substituir o parágrafo \u201cMUNICÍPIO SEM TV (...)\u201d pelo seguinte: 
 
 MUNICÍPIO SEM TV: Há um problema, que é a ausência de retransmissora de rádio ou 
televisão em muitos municípios brasileiros. Nessa hipótese, a legislação prevê, nas eleições 
para prefeitos e vereadores, que a Justiça Eleitoral, se houver viabilidade técnica, garantirá a 
veiculação de propaganda eleitoral gratuita (art. 48 da Lei 9.504/1997). Todavia, a norma 
esclarece que apenas haverá esta veiculação se o município tiver mais de 200.000 eleitores, 
isto é, se estiver apto à realização de