8-Eleitoral-Chamon-3-4ed
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segundo turno.

p. 145 (1) – Após o parágrafo “DISTRIBUIÇÃO INTERNA DE TEMPO (...)”, acrescentar o
seguinte:
 Questão controversa diz respeito à exclusão de determinado candidato de qualquer
aparição na propaganda eleitoral. Embora os partidos e coligações possam privilegiar mais uns
candidatos que outros, não nos parece possível excluir totalmente um dos candidatos de ter
seu nome veiculado na propaganda eleitoral do partido. Afinal, os meios de comunicação
social, especialmente rádio e televisão, são essenciais para que a candidatura de alguém,
principalmente nas eleições proporcionais, saia do anonimato e haja, efetivamente, um
mínimo de igualdade de oportunidades entre as candidaturas.
p. 154 (1) – No parágrafo “O comitê financeiro (...)”, excluir o trecho “Os candidatos a Vice e
os suplentes (...)”.
p. 154 (2) – No parágrafo “Vale frisar que as instituições bancárias (...)”,excluir o trecho:
“Coprovado que houve dinheiro de campanha (...)”.
p. 155 – Substituir o parágrafo “Nenhum partido político poderá receber doações (...)”, pelo
seguinte:
 Nenhum partido ou candidato poderá receber doações, de nenhuma espécie, das
seguintes instituições: governo ou entidade estrangeira, órgão da administração direta ou
indireta ou ainda permissionária e concessionária de serviços públicos, entidades do sistema S
(SESI, SENAI, SEBRAE etc.), de entidades de utilidade pública, sindicatos, órgãos de classe,
entidades fi lantrópicas e religiosas, organização não governamental que receba dinheiro
público, entidades esportivas, organização da sociedade civil de interesse público e cartórios
de serviços notariais e de registro. As Cooperativas que, segundo jurisprudência recente do
TSE, não poderiam efetivar doações, foram expressamente autorizadas a fazê-lo, pela Lei
12.034/2009. Porém, permanece proibida a doação de cooperativa que tenha por associados
concessionários ou permissionários que recebam dinheiro público.
p. 156/157 – Substituir os parágrafos “As pessoas físicas podem fazer doações (...)”, “As
doações podem ser feitas pela internet (...)” e “Nada impede que se faça doação (...)” pelo
seguinte:
 As pessoas físicas podem fazer gastos, sem necessidade de contabilização, no valor
máximo de 1.000 UFIR, ou R$ 1.064,103, para os candidatos de sua preferência, desde que
esses valores não sejam reembolsáveis. Importa esclarecer que não é possível a doação em
dinheiro sem contabilidade, mas o gasto do eleitor em favor de determinada candidatura.
Mesmo assim, essa autorização, prevista no art. 27 da Lei das Eleições, é criticada por parte da
doutrina, pois pode facilitar o “caixa dois” nas eleições.
 As doações podem ser feitas pela internet, inclusive por cartão de crédito, desde que
haja identificação do doador e emissão de recibo. As doações somente poderão ser feitas por
pessoa física, sendo vedado o parcelamento. Está vedada a doação por cartão de crédito
empresarial, inclusive corporativos utilizados por servidores públicos, e também os cartões
emitidos no exterior.
 As taxas cobradas das administradoras de cartão serão consideradas como despesas
de campanha e deverão constar nas prestações de contas. Eventual fraude cometida pelo

3 Interessante notar que a Lei 9.504/1997 ainda utiliza a UFIR. Como se sabe, a UFIR foi extinta pela Medida
Provisória 2.095-76/00 quando correspondia a R$ 1.064,10.

doador, sem conhecimento do candidato, não gera nenhuma espécie de sanção para o
candidato.
 Nada impede que se faça doação para o partido político e esse repasse o valor para a
campanha das candidaturas. Trata-se de prática comum nas eleições que, atualmente, está
expressamente autorizada pela legislação eleitoral. Deverá o partido, porém, contabilizar
referidas doações de forma individualizada identificando o beneficiário.
p. 161 – Após o trecho “(...) Distribuição de material de construção (...)”, acrescentar o
seguinte:
 Vale frisar que o eventual ressarcimento de despesas não descaracteriza o abuso (TSE
– REsp 25.770).
p. 163 – Substituir o parágrafo “É proibida a concessão (...)” pelo seguinte:
 É proibida a concessão de aumento para servidores públicos, sendo permitido,
entretanto, o reajuste que não ultrapasse a inflação do ano das eleições. Em algumas situações
a Justiça Eleitoral tem flexibilizado essa norma. Nesse sentido:
p. 166/167 – Após a citação “TRT 2ª Região – Lei Eleitoral (...)”, acrescentar o seguinte:
 Ao contrário do que muitas pessoas pensam, não há proibição para a realização ou
continuidade de concurso público.4
p. 167 – Substituir o texto do item 7.3 pelo seguinte:
 A sanção pelo desrespeito aos preceitos em comento consiste em multa variável entre
R$ 5.320,50 e R$ 106.410,00,5 duplicada em caso de reincidência, e cancelamento do registro
de candidatura ou da diplomação, nas seguintes hipóteses: cessão de bens móveis e imóveis
para fins eleitorais, material que exceda a prerrogativa parlamentar, cessão indevida de
servidor, distribuição irregular de bens e serviços, transferência voluntária de recursos para os
estados e municípios, pronunciamento em rede de rádio e televisão não autorizada, nos três
meses que antecedem o pleito e, no mesmo período, propaganda institucional irregular,
comparecimento de candidato à inauguração de obras públicas ou pagamento de shows
artísticos com dinheiro público em inaugurações. Como já citado, o desrespeito ao § 1.º, do
art. 37, da Constituição Federal, tem cominada a mesma sanção.6 Entretanto, admite análise
casuística tendo em conta a gravidade do fato, possibilitando a aplicação do princípio da
proporcionalidade sem a cassação do registro ou da diplomação (TSE – Recurso Especial
24.883).
p. 173 – Substituir o parágrafo “Outra modalidade correspondente (...)” pelo seguinte:
 Outra modalidade corresponde ao sistema eleitoral proporcional. Nessa espécie,
utilizada para os demais cargos do Poder Legislativo, a eleição depende do quociente eleitoral,
ou seja, divide-se o número de votos válidos, excluídos os brancos e nulos, pelo número de
vagas, possibilitando saber quantos votos cada partido necessitará para conseguir uma vaga.
Após, encontra-se o quociente partidário, isto é, divide-se o quociente eleitoral pelos votos
4 TSE – Resolução 21.806/2004.
5 TSE – Resolução 23.191/2010 – art. 50, § 4º.
6 CF/88 – Art. 37, § 1.º A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá
ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens
que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.

dados a determinado partido ou coligação. Estarão eleitos os candidatos mais votados de cada
partido. A título de ilustração, se, após a obtenção do quociente eleitoral, verificar-se que o
Partido dos Trabalhadores obteve cinco vagas no parlamento, estarão eleitos os cinco
candidatos mais votados do partido. Inegavelmente, esse sistema privilegia as minorias,
fortalece os partidos políticos e torna o parlamento um reflexo da vontade popular, pois busca
que o total de votos dado a determinado partido corresponda ao número de cadeiras que terá
no Congresso.
p. 176 – Substituir o parágrafo “No mínimo, 30% e, no máximo (...)” pelo seguinte:
 No mínimo, 30% e, no máximo, 70% dos candidatos às eleições proporcionais serão de
determinado sexo, sob pena do indeferimento de todas as candidaturas. Nas coligações, a
regra se aplica para o número total. O TSE afastou a dúvida sobre qual base de cálculo deve ser
considerada para aplicação dos referidos percentuais.

“Candidatos para as eleições proporcionais. Preenchimento de vagas de acordo com
os percentuais mínimo e máximo de cada sexo. 1. O § 3.º do art. 10 da Lei nº
9.504/97, na redação dada pela Lei nº 12.034/2009, passou a dispor que, ‘do número
de vagas resultante das