8-Eleitoral-Chamon-3-4ed
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réu terá (...)” pelo seguinte:
 Portanto, a meu ver, o interrogatório, também na seara eleitoral, deveria se efetivar
no final do procedimento. Por outro lado, importa frisar que o Tribunal Superior Eleitoral tem
posicionamento divergente.

“TSE – (...) as indigitadas inovações legislativas só incidiriam em relação ao rito
estabelecido em lei especial, caso não houvesse disposições específicas, o que não é o
caso em exame. No entanto, como bem pontuado pela Corte Regional, ‘não há como
afirmar que a nova disciplina ocasionou mudanças no rito da ação penal eleitoral do
juízo de primeiro grau, pois havendo conflito entre lei geral e especial, aplica-se o
disposto na lei especial, no caso, as disposições do Código Eleitoral (arts. 355 a 364)’
(fl. 70). Na espécie, há previsão específica no Código Eleitoral do procedimento
criminal a ser seguido no juízo de primeiro grau, a teor do art. 359, que assim dispõe:
Art. 359. Recebida a denúncia, o juiz designará dia e hora para o depoimento pessoal
do acusado, ordenando a citação deste e a notificação do Ministério Público. Parágrafo
único. O réu ou seu defensor terá o prazo de 10 (dez) dias para oferecer alegações
escritas e arrolar testemunhas” (HC nº 652/BA, DJe de 19.11.2009, rel. Min. Arnaldo
Versiani).

 Portanto, com o recebimento da denúncia, segundo a interpretação que ora
prepondera, será designada data para interrogatório e, após, o réu terá o prazo de 10 dias
para oferecer alegações, ou seja, a defesa prévia. Nessa fase processual, deverá requerer
diligências e ofertar o rol de testemunhas. O processo prosseguirá com a oitiva das
testemunhas de acusação e de defesa. Por fim, as partes oferecerão alegações finais no prazo
de 5 dias (art. 360 do Código Eleitoral) e, não havendo mais diligências a serem realizadas, o
juiz prolatará sentença, cabendo recurso de apelação no prazo de 10 dias (art. 362 do Código
Eleitoral).
p. 262 – Após o trecho “TRE/SP – Processo crime. Art. 344 do Código Eleitoral (...)”
acrescentar o seguinte:
 Por outro lado, o TSE não tem aplicado a referida sanção.

“TSE – O não comparecimento de mesário no dia da votação não confi gura o crime
estabelecido no art. 344 do CE, pois prevista punição administrativa no art. 124 do
referido diploma, o qual não ontém ressalva quanto à possibilidade de cumulação
com sanção de natureza penal” (HC nº 638, j. em 28.04.2009).

 Parece-nos, em face da literalidade do disposto no art. 344, que nada tem de
inconstitucional, que o julgado do Tribunal Regional de São Paulo está correto.
p. 277 – Antes do resumo esquemático inserir o seguinte item (e renumerar os seguintes a
partir de então):
11.3 O MINISTÉRIO PÚBLICO E A QUEBRA DO SIGILO BANCÁRIO
 Setores do Ministério Público, também do eleitoral, têm defendido a possibilidade de
determinar a quebra, sem autorização judicial prévia, do sigilo bancário de candidatos,
partidos ou doadores de campanha, objetivando dar maior eficácia às suas atividades
institucionais. Embora existam posicionamentos divergentes na jurisprudência, por ora
prevalece a impossibilidade. Todavia, é permitido ao Ministério Público que obtenha da
Secretaria da Receita Federal do Brasil a informação sobre o faturamento do ano anterior da
pessoa jurídica ou os rendimentos da pessoa física para verificar se houve ou não doação
acima dos limites legais.

“Constitui prova ilícita aquela colhida mediante a quebra do sigilo fiscal do doador,
sem autorização judicial, consubstanciada na obtenção de dados relativos aos
rendimentos do contribuinte, requeridos diretamente pelo Ministério Público à
Secretaria da Receita Federal, para subsidiar a representação por descumprimento dos
arts. 23, § 1.º, I, e 81, § 1.º, da Lei nº 9.504/97. 2. Ressalva-se a possibilidade de o
Parquet requerer à Receita Federal somente a informação quanto à compatibilidade
entre o valor doado pelo contribuinte à campanha eleitoral e as restrições impostas na
legislação eleitoral, que estabelece o limite de dez por cento dos rendimentos brutos
de pessoa física e de dois por cento do faturamento bruto de pessoa jurídica, auferidos
no ano anterior à eleição. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (TSE –
ARESPE nº 28.218/SP, Rel. designado Min. Marcelo Ribeiro, DJe de 03.08.2010).

LEI COMPLEMENTAR Nº 135, DE 4 DE JUNHO DE 2010

Altera a Lei Complementar no 64, de 18 de
maio de 1990, que estabelece, de acordo com
o § 9o do art. 14 da Constituição Federal, casos
de inelegibilidade, prazos de cessação e
determina outras providências, para incluir
hipóteses de inelegibilidade que visam a
proteger a probidade administrativa e a
moralidade no exercício do mandato.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono
a seguinte Lei Complementar:

Art. 1o Esta Lei Complementar altera a Lei Complementar no 64, de 18 de maio de 1990, que
estabelece, de acordo com o § 9o do art. 14 da Constituição Federal, casos de inelegibilidade,
prazos de cessação e determina outras providências.

Art. 2o A Lei Complementar no 64, de 1990, passa a vigorar com as seguintes alterações:
“Art. 1o ...................................................................................................................................
I – ............................................................................................................................................
....................................................................................................................................................
c) o Governador e o Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal e o Prefeito e o Vice-
Prefeito que perderem seus cargos eletivos por infringência a dispositivo da Constituição
Estadual, da Lei Orgânica do Distrito Federal ou da Lei Orgânica do Município, para as eleições
que se realizarem durante o período remanescente e nos 8 (oito) anos subsequentes ao
término do mandato para o qual tenham sido eleitos;
d) os que tenham contra sua pessoa representação julgada procedente pela Justiça Eleitoral,
em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado, em processo de apuração
de abuso do poder econômico ou político, para a eleição na qual concorrem ou tenham sido
diplomados, bem como para as que se realizarem nos 8 (oito) anos seguintes;
e) os que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial
colegiado, desde a condenação até o transcurso do prazo de 8 (oito) anos após o cumprimento
da pena, pelos crimes:
1. contra a economia popular, a fé pública, a administração pública e o patrimônio público;
2. contra o patrimônio privado, o sistema financeiro, o mercado de capitais e os previstos na
lei que regula a falência;
3. contra o meio ambiente e a saúde pública;
4. eleitorais, para os quais a lei comine pena privativa de liberdade;
5. de abuso de autoridade, nos casos em que houver condenação à perda do cargo ou à
inabilitação para o exercício de função pública;
6. de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores;
7. de tráfico de entorpecentes e drogas afins, racismo, tortura, terrorismo e hediondos;
8. de redução à condição análoga à de escravo;
9. contra a vida e a dignidade sexual; e
10. praticados por organização criminosa, quadrilha ou bando;
f) os que forem declarados indignos do oficialato, ou com ele incompatíveis, pelo prazo de 8
(oito) anos;
g) os que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas
por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa, e por
decisão irrecorrível do órgão competente, salvo se esta houver sido suspensa ou anulada pelo
Poder Judiciário, para as eleições que se realizarem nos 8 (oito) anos seguintes, contados a
partir da data da decisão, aplicando-se o disposto no inciso II do art. 71 da Constituição
Federal, a todos os ordenadores de despesa, sem exclusão de