AULA_5_MALARIA97-2003

Disciplina:Processos Gerais de Agressão e Defesa do Organismo58 materiais363 seguidores
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Plasmodium - Malária

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Introdução
Paludismo, febre palustre, maleita, sezão
Muito antiga
Problemas de saúde pública no mundo
OMS: plano de ação iniciado em 1995

Estratégia Global da Malária

Integração de atividades de controle e atividades de serviços gerais de saúde

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Agente etiológico
Filo Apicomplexa
Família Plasmodiidae
Gênero Plasmodium
150 espécies causadoras de malária
Apenas 4 parasitam o homem
P. falciparum
P. vivax
P. malariae
P. ovale

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Ciclo biológico
Hospedeiro vertebrado - homem
Inseto vetor inocula esporozoítos infectantes no homem, durante o repasto sanguíneo

Permanecem sob a pele cerca de 15 minutos antes de atingirem a corrente sanguínea

Esporozoítos são móveis – porém não possuem flagelos nem cílios

Motilidade associada a presença e orientação de algumas proteínas na superfície do parasito

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Ciclo biológico
Hospedeiro vertebrado - homem
Proteínas essenciais para invasão da célula hospedeira como
Circum-esporozoíto (CS)
Proteína Adesiva Relacionada com a trombospondina (TRAP)

Somente no hepatócito ocorre o desenvolvimento parasitário, cerca de 30 minutos após a infecção

Eficiência da invasão e especificidade da célula alvo sugerem a participação de moléculas do parasito e receptores específicos na superfície da célula hospedeira – proteína CS

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Ciclo biológico
Hospedeiro vertebrado - homem
Após invadir hepatócito, esporozoítos se diferenciam em trofozoítos pré-eritrocíticos

Trofozoítos pré-eritrocíticos: reprodução assexuada originando esquizontes teciduais e posteriormente merozoítos, que invadirão eritrócitos

É a 1° fase do ciclo, chamada exo-eritrocítica, pré–eritrocítica ou tissular

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Ciclo biológico
Hospedeiro vertebrado - homem
O tempo para o desenvolvimento nos hepatócitos varia com a espécie de Plasmodium
Uma semana para o P. falciparum e P. vivax
Duas semanas para o P. malariae

Nas infecções por P. vivax e P. ovale, mosquito vetor inocula populações geneticamente distintas de esporozoítos
Algumas se desenvolvem rapidamente, enquanto outras ficam em estado de latência no hepatócito, sendo chamadas de hipnozoítos: responsáveis pelas recaídas tardias da doença

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Ciclo biológico
Hospedeiro vertebrado - homem
O ciclo eritrocítico inicia quando os merozoítos tissulares invadem os eritrócitos
A interação dos merozoítos com o eritrócito envolve o reconhecimento de receptores específicos
Desenvolvimento intra-eritrocitário se dá por esquizogonia (reprodução assexuada) com formação de merozoítos que invadirão novos eritrócitos
Após algumas gerações de merozoítos sanguíneos, ocorre a diferenciação em estágios sexuados: os gametócitos

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Ciclo biológico
Hospedeiro vertebrado - homem
Gametócitos não se dividem mais e seguirão seu desenvolvimento no mosquito vetor, originando os esporozoítos (esporogonia (meiose) : no inseto)
O ciclo sanguíneo se repete varias vezes a cada 48 horas nas infecções por P. falciparum, P. vivax e P. ovale e a cada 72 horas para P. malariae
Fonte de nutrição de trofozoítos e esquizontes sanguíneos é a hemoglobina
Ingestão da hemoglobina ocorre através de uma organela especializada: o citóstoma

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Ciclo biológico
Hospedeiro invertebrado - inseto
Durante o repasto sanguíneo, a fêmea do anofelino ingere as formas sanguíneas do parasito
somente os gametócitos serão capazes de evoluir no inseto, dando origem ao ciclo sexuado ou esporogônico

No intestino médio do mosquito, fatores como
temperatura inferior a 30ºC
aumento do pH
estimulam o processo de gametogênese (gametócitos se transformando em gametas)

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Ciclo biológico
Hospedeiro invertebrado - inseto
Gametócito feminino: macrogameta

Gametócito masculino: origina 8 microgametas através de exflagelação

Microgameta fecunda o macrogameta e origina o ovo ou zigoto

Após 24 horas, o zigoto começa a se movimentar por contrações do corpo, sendo denominado oocineto

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Ciclo biológico
Hospedeiro invertebrado - inseto
Oocineto atravessa a matriz peritrófica
(membrana que envolve o alimento)
e atinge a parede do intestino médio

Se encista na camada epitelial passando a ser chamado de oocisto

Inicia o processo de divisão esporogônica

Após 14 dias, ocorre ruptura da parede do oocisto

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Ciclo biológico
Hospedeiro invertebrado - inseto
Liberação dos esporozoítos formados

Serão disseminados por todo o corpo do inseto através da hemolinfa até atingir as células das glândulas salivares

Ingressarão no ducto salivar para serem injetados no hospedeiro vertebrado, juntamente com a saliva, durante o repasto sanguíneo

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Transmissão
Natural, através do repasto sanguíneo

Acidental como:
Transfusão sanguínea

Compartilhamento de seringas contaminadas

Acidentes em laboratório

Infecção congênita raramente descrita

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Morfologia
Esporozoíto: alongado

Trofozoíto pré-eritrocitico: arredondado

Merozoíto: Menor que esporozoíto e arredondado

Oocineto: alongado

Oocisto: esférico

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1: hemácia normal
2-18: trofozoíto
19-26: esquizonte
P. falciparum

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21-26: esquizonte
27-28: macrogametócito
29-30: microgametócito

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Patogenia
Apenas ciclo eritrocítico assexuado é responsável por manifestações clínicas

Passagem do parasito pelo fígado não é patogênica e não determina sintomas

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Sintomas
Fase sintomática inicial caracterizada por
Mal-estar
Cefaléia
Cansaço
Mialgia
Febre

Sintomas comuns a muitas outras infecções, não permitindo um diagnóstico clínico seguro

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Diagnóstico Clínico
Por orientação dos programas oficiais de controle,

 em situações de epidemia e em áreas de difícil acesso da população aos serviços de saúde,

indivíduos com febre são considerados portadores de malária

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Diagnóstico Clínico
O elemento fundamental no diagnóstico clínico da malária, tanto para áreas endêmicas quanto para não-endêmicas, é sempre pensar na possibilidade da doença
Distribuição da malária : não homogênea

Torna-se importante resgatar informações sobre a área de residência ou relato de viagens indicativas de exposição ao parasito, bem como informações sobre transfusão sanguínea e agulhas contaminadas

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Diagnóstico Laboratorial
Pesquisa do parasito no sangue periférico por dois métodos
Gota espessa
Esfregaço sanguíneo

Únicos métodos que permitem a diferenciação especifica dos parasitos a partir da análise da sua morfologia e das alterações provocadas no eritrócito infectado

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Diagnóstico Laboratorial
Apesar das vantagens, o diagnóstico da malária pela gota espessa é dependente de alguns fatores:

Habilidade técnica no preparo da lâmina, manuseio e coloração
Qualidade óptica e iluminação do microscópio
Competência e cuidado por parte do microscopista

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Tratamento
Visa interrupção da esquizogonia sanguínea, responsável pela patogenia e manifestações clínicas da infecção

É também objetivo da terapêutica, erradicar as formas latentes do parasito (hipnozoítos), evitando assim, recaídas tardias

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Tratamento
A decisão de como tratar o paciente com malária deve ser precedida de informações sobre os seguintes aspectos:
Gravidade da doença
Espécie de Plasmodium
Idade do paciente
História de exposição anterior à infecção
Custo da medicação

Devido a isso, esquemas de tratamento da malária variam entre as diferentes áreas endêmicas do mundo

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Tratamento
na gravidez
Segundo e terceiro trimestres mais suscetíveis aos quadros graves e complicados, podendo causar aborto espontâneo, prematuridade, baixo peso ao nascer, morte materna
Tratamento deve ser precoce, a fim de impedir essas complicações
Avaliar o recém-nascido durante as 4 primeiras semanas de vida , pelo risco de malária congênita
Tratamento com cloroquina: seguro na gravidez

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Profilaxia
Pode ser feita em níveis individual e coletivo

Evitar contato com mosquito

Evitar aproximação às áreas de risco

Usar repelentes

Telar portas e janelas

Usar mosquiteiros

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Profilaxia
Evitar formação de “criadouros” de mosquitos

Melhorar as condições de vida através de informação, educação, comunicação provocando mudanças