AULA_5_MALARIA97-2003

Disciplina:Processos Gerais de Agressão e Defesa do Organismo58 materiais363 seguidores
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nas atitudes da população

Borrifação dos domicílios com inseticidas (combate ao vetor adulto)

Usar larvicidas (combate ás larvas)

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Vacinação
A busca de vacinas eficazes contra a malaria tem sido realizada em várias direções, incluindo estudos com as muitas formas evolutivas do parasito, os esporozoítos, formas hepáticas, formas assexuadas eritrocíticas e gametócitos

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Situação atual
Registrados cerca de 300-500 milhões de casos de malária por ano
90% na África Tropical
Na América Latina:
Maior numero de casos é verificado na Amazônia, cerca de 500.000 casos/ano

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Sarcocystis

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Introdução
Gênero que compreende protozoários heteroxênicos
Multiplicação assexuada no hospedeiro intermediário
Encontram-se duas espécies que parasitam o homem:
S. hominis
S. suihominis
Outras espécies parasitam animais silvestres e domésticos

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Morfologia
Merontes (esquizontes): presentes no endotélio dos vasos sanguíneos do hospedeiro intermediário.
Reprodução múltipla por merogonia e quando maduro origina os merozoítos

Sarcocistos (cisto): presentes no músculo. Formado a partir dos merozoítos que dão origem aos metrócitos (células jovens), que por sua vez originam bradizoítos

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Morfologia
Bradizoítos: presentes dentro dos sarcocistos e possuem forma alongada. Forma infectante para o hospedeiro definitivo

Oocisto: presente nas fezes do homem (hospedeiro definitivo). A parede do oocisto é muito frágil frequentemente se rompendo durante o trajeto intestinal e saindo apenas os esporocistos junto com as fezes. É a forma infectante para o hospedeiro intermediário

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Biologia
Homem é hospedeiro definitivo do S. hominis e do S. suihominis e hospedeiros intermediários são o porco e o boi, respectivamente

Suínos se infectam ao ingerir oocistos esporulados ou esporocistos que são eliminados com as fezes do homem

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Biologia
Esporozoitos são liberados no intestino delgado, atravessam a parede intestinal e penetram em células endoteliais de veias do fígado, onde evoluem para merontes primários

Quando maduros, liberam merozoítos que penetram em células endoteliais de veias de qualquer órgão para dar origem aos merontes secundários

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biologia
Os merozoítos secundários são liberados e penetram em células musculares para formar a terceira geração de merontes ou sarcocistos.

O homem se infecta ao ingerir sarcocistos maduros contendo bradizoítos, que no intestino delgado dão origem diretamente a gametas

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biologia
Há fecundação do macro e do microgametócito formando o oocisto que esporula na própria parede intestinal

Os oocistos esporulados ou esporocistos são eliminados na fezes

Essas formas são infectantes para os suínos, mas não para o homem

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Patogenia
A sarcocistose não é uma doença muito frequente ou bem conhecida

Estudos experimentais com S. suihominis em voluntários humanos, puderam evidenciar presença de diarréia, náusea, vômitos, distúrbios circulatórios, calafrios e sudorese como sintomas mais comuns

Sintomas aparecem 6-24 horas após ingestão de carne de porco infectada e desapareciam na maioria dos casos entre 12-24 horas

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Patogenia
Vários distúrbios gastrintestinais incluindo
Náusea,
Vomito,
Diarréia,
Dor abdominal
Cólicas
Também são descritos para esta espécie

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Diagnóstico
Encontro de oocistos esporulados ou esporocistos em EPF

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Tratamento
Tratamento especifico é de valor relativo pois os agentes terapêuticos tem ação limitada sobre as formas dos coccidios

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Profilaxia
Não ingerir carne de bovinos ou suínos crua ou mal cozida

Uso de privadas ou fossas para evitar contaminação do meio ambiente por fezes humanas e consequente infecção dos bovinos e suínos

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Isospora

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Introdução
Conhecido há muito tempo como parasito do homem

Os membros do gênero Isospora são coccídios que apresentam oocistos com dois esporocistos e com quatro esporozoítos dentro de cada um

São monoxenos

Multiplicação assexuada (merogonia) e sexuada (gametogonia) que termina com formação de oocistos nas células do intestino do hospedeiro

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Introdução
Duas espécies parasitam o homem:
I. belli
I. natalensis

I. belli é a mais frequente e tem sido assinalada em vários países
I. natalensis possui oocistos subesféricos e ainda não foi descrita no Brasil, só na África do Sul
Isosporíase humana é mais frequente em regiões quentes onde condições de higiene são precárias

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Ciclo Biológico
O homem se infecta através da ingestão de oocistos esporulados com a água e alimentos

Os esporozoítos liberados dos oocistos invadem o intestino delgado, onde ocorre a evolução do parasito até a formação de oocistos

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Patogenia
Alterações na mucosa do intestino delgado que resultam na síndrome da má absorção

Microscopicamente , as lesões são caracterizadas por destruição das células epiteliais e consequente atrofia das vilosidades

Infecções humanas são benignas

Pacientes se curam espontaneamente

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Sintomas
Febre
Diarréia
Cólicas abdominais
Esteatorreia
Vômito
Desidratação
Perda de peso

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Diagnóstico
Encontro de oocistos não-esporulados nas fezes

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Tratamento
Sulfametoxazol - trimetopim
Metronidazol

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Profilaxia
Uso de privadas ou fossas
para evitar contaminação do meio ambiente por fezes humanas

Higiene pessoal
principalmente em grupos de alto risco como indivíduos imunodeficientes

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Cryptosporidium

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Introdução
Desenvolve-se nas microvilosidades de células epiteliais do trato gastrintestinal

Parasita a parte externa do citoplasma da célula e dá impressão de se localizar fora dela (Intracelular intracitoplasmática)

Apresenta diferentes formas estruturais que podem ser encontradas nos tecidos (formas endógenas) e nas fezes ou meio ambiente (oocistos)

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Introdução
Oocistos são pequenos, esféricos ou ovóides

Ciclo monoxênico

Multiplicação assexuada: formação de duas gerações de merontes

Multiplicação sexuada: formação de macrogameta e microgameta

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Introdução
Após fecundação resulta no oocisto

Formação de dois tipos de oocistos: 	
um de parede espessa, eliminado nas fezes; 	
um de parede delgada, que se rompe no intestino delgado onde acredita-se que seja o causador dos casos de auto-infecção

Os oocistos esporulam no interior do hospedeiro e já são infectantes quando eliminados para o meio ambiente

A duração do ciclo biológico é curta e varia em média de 2-7 dias

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Transmissão
Ocorre por meio da ingestão ou inalação de oocistos ou pela auto-infecção

Pessoa a pessoa: ambientes com alta densidade populacional, como creches e hospitais e contato direto, incluindo atividades sexuais

Animal a pessoa: contato direto de pessoas com animais que encontram-se eliminando oocistos

Água e alimento: contaminados com oocistos

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Patogenia e Sintomas
Influenciados por vários fatores que incluem
Idade
Competência imunológica
Associação com outros patógenos

Alterações provocadas nas células epiteliais da mucosa gastrintestinal interferem nos processos digestivos e resultam, na síndrome da má absorção

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Patogenia e Sintomas
Em imunocompetentes causa:
Diarréia aquosa
Dor abdominal
Náusea
Flatulência
Febre
Dor de cabeça

Em imunodeficientes causa:
Meses de diarréia aquosa
Acentuada perda de peso
Má absorção
Mortalidade elevada

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Epidemiologia
Oocistos são estruturas
pequenas
leves
imóveis
que se dispersam no meio ambiente através
Do ar
De insetos
Vestuário
Fezes
Contaminando água e alimentos

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Epidemiologia
Em condições adequadas de umidade e temperatura permanecem viáveis e infectantes no ambiente por várias semanas

Resistem a ação da maioria dos desinfetantes usuais

São destruídos pela
água oxigenada
amônia
formol
aquecimento

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Epidemiologia
A prevalência da doença é variável e depende de muitos fatores como

Idade
Hábitos de higiene
Costumes da população
Época do ano
Estado de imunocompetência do paciente

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Diagnóstico
Demonstração de oocistos nas fezes, material de biópsia intestinal ou raspado da mucosa

Pesquisa de anticorpos