AULA_5_MALARIA97-2003

Disciplina:Processos Gerais de Agressão e Defesa do Organismo56 materiais347 seguidores
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circulantes usando técnicas como ELISA e HAI

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Tratamento
Visa aliviar os efeitos da diarréia e desidratação

Em imunocompetentes geralmente a cura é espontânea

Fármacos não apresentam eficácia especifica comprovada

Nitazoxanida foi o primeiro fármaco a ser liberado para o tratamento da criptosporidiose nos EUA

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Profilaxia
Adoção de medidas que previnam ou evitem a contaminação do meio ambiente, água e alimentos com oocistos do parasito e o contato de pessoas suscetíveis com fontes de infecção

Usar fossas ou privadas, protegendo reservatórios de água

Higiene pessoal

Imunodeprimidos devem evitar contato com animais

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Balantidium coli

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Introdução
Existente no intestino grosso de suínos

Há diversidade de opiniões sobre a patogenicidade desse protozoário nos humanos, porém, como é o único ciliado que pode ser encontrado na nossa espécie, merece ser estudado
Já foi encontrado em porco, humanos, chimpanzé e raramente em cão e rato

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Morfologia
Apresenta duas formas básicas:
trofozoíto
Cisto
Trofozoíto: apresenta o corpo recoberto por cílios, possui dois núcleos (macro e micronúcleo)

Cisto: esférico, parede lisa, presença de macronúcleo

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Ciclo Biológico
Monoxênico
Reprodução assexuada: divisão binária
Reprodução sexuada: tipo conjugação

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Ciclo Biológico
Reprodução sexuada tipo conjugação

Dois organismos se unem temporariamente pelo citóstoma, promovendo trocas genéticas.

Macronúcleo desintegra-se no citoplasma de cada protozoário.

Micronúcleo cresce, sofre divisão por meiose, que é seguida de mitose, que migram e tomam posição citoplasmática em cada um dos protozoários envolvidos.

Segue-se a separação dos indivíduos, com a formação de novos macronúcleos.

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Ciclo Biológico
Reprodução assexuada tem como principal função a manutenção e ampliação da colônia do protozoário

Reprodução sexuada por conjugação tem importância nas trocas genéticas e na formação de cistos para a disseminação da espécie

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Transmissão
Ingestão de cistos através de
Alimentos
Água
Mãos

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Patogenia e Sintomas
Normalmente é um protozoário comensal da luz intestinal de suínos, onde alimenta-se de amido, bactérias...

Os sintomas constituem
Diarréia
Dor abdominal
Fraqueza
Às vezes febre

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Diagnóstico
Clínico
Difícil de ser feito, devido à semelhança de sintomas de outras infecções

Laboratorial
EPF para identificação de cistos ou trofozoítos

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Epidemiologia
Maioria dos casos esta entre os tratadores, criadores, comerciantes e abatedouros de suínos

Porco: fonte natural das infecções humanas

Transmissão pode ocorrer através de trofozoítos, apesar dessa forma durar pouco tempo no meio externo, enquanto o cisto resiste mais

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Profilaxia
Higiene individual principalmente de profissionais que trabalham com suínos

Engenharia sanitária, impedindo a contaminação de água por excrementos suínos

Criação de suínos com boas condições sanitárias

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Tratamento
Como se alimentam de amido: adoção de dieta láctea por alguns dias é o suficiente para eliminar o Balantidium do organismo

Alguns casos recomenda-se uso de fármacos como metronidazol ou tetraciclinas

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Babesia

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Introdução
Parasito das hemácias de várias espécies de animais e humanos

Dentro da hemácia, o parasito é encontrado isolado, aos pares, ou em infecção múltipla de vários formatos

Possui várias espécies que parasitam animais silvestre e domésticos que são transmitidas por carrapatos

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Ciclo Biológico
Carrapato suga hospedeiro infectado

Ingere várias formas do parasito presente nas hemácias, mas somente os gametas são capazes de evoluir no seu organismo

No carrapato, os gametas evoluem, tornam-se maduros e ocorre a fecundação, originando o zigoto, que invade as células intestinais, onde se multiplica de forma assexuada formando esporocinetos

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Ciclo Biológico
Esporocinetos são disseminadas por todo o organismo do carrapato, atingindo órgãos, ovários e glândulas salivares

Nos ovários, podem penetrar nos ovos originando larvas infectadas, sendo transmitida para a próxima geração de carrapatos

Nas glândulas salivares, os esporocinetos se multiplicam e formam os esporozoítos, formas infectantes, transmitidas ao hospedeiro vertebrado na picada

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Ciclo Biológico
Os humanos se infectam ao serem picados por carrapatos infectados ou através de transfusões sanguíneas

As maiores possibilidades de ocorrência de babesiose humana no Brasil são através da transmissão pela picada de carrapatos dos gêneros Amblyomma e Rhipicephalus, prováveis transmissores da babesiose equina e canina, respectivamente

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Sintomas
Febre aguda

Mialgia

Fadiga

Anemia

Icterícia

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Diagnóstico
Fase aguda:
Encontro do parasito em esfregaço de sangue corado

Fase subaguda ou crônica:
Pesquisa de anticorpos

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Tratamento
Cloroquina

Quinina

Pirimetamina

Clindamicina

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Microspora

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Introdução
Protozoários parasitos com desenvolvimento intracelular obrigatório

Espécies que infectam mamíferos são pequenas, ovais

Organismo maduro é o esporo: envolvido por uma parede celular espessa tornando-o resistente ao meio ambiente

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Introdução
São verdes ao microscópio óptico

A característica que define um organismo como um microsporídeo é o filamento polar, um tubo em espiral no interior do esporo maduro

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Introdução
Durante a infecção, o filamento polar é projetado para fora, permitindo a passagem do conteúdo do esporo (esporoplasma) para o interior da célula hospedeira, sem danificar a membrana da célula

Podem ser internalizados por macrófagos através da fagocitose

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Ciclo Biológico
Após a penetração na célula hospedeira, os microsporídeos entram em fase proliferativa e multiplicam-se por esporogonia

Quando a célula não é mas capaz de conter os parasitos, ocorre ruptura da membrana e liberação dos esporos e estágios imaturos

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Ciclo Biológico
Esporos liberados podem infectar outras células ou migrar para outros tecidos

Esporos podem ser eliminados na urina ou fezes

A infecção ocorre geralmente via fecal-oral ou urinária-oral, ingestão de água e alimento contaminado

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2- penetração do filamento polar para introduzir o esporoplasma

3- multiplicação por esquizogonia

4- microsporídios desenvolvem por esporogonia

5- formação de camada externa nos esporos

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Ciclo Biológico
Transmissão pode ocorrer ainda por inalação

Indivíduos imunocompetentes desenvolvem infecções crônicas subclinicas

Imunodeficientes desenvolvem infecções com sintomas clínicos significativos, que podem ser fatais

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Patogenia e Sintomas
Conjuntivite

Sinusite

Traqueobronquite

Encefalite

Hepatite

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Patogenia e Sintomas
Sintomas como

Diarréia
Má absorção
Perda de peso

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Diagnóstico
Colorações especiais com capacidade de detectar esporos ou estágios prematuros de desenvolvimento

Exame microscópico de esfregaço fecal corado é o método mais utilizado

Microsporídeos se coram de rosa por essa técnica

Testes sorológicos não tem sucesso

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Tratamento
Opções terapêuticas limitadas:
Albendazol
Metronidazol
Dependendo da espécie

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