Caderno Legislação Trabalhista e PRevidenciária
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Caderno Legislação Trabalhista e PRevidenciária

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Fonte é a força
criadora que dá origem ao Direito.

HIERARQUIA DAS FONTES ESTATAIS OU IMPERATIVAS

O conhecimento da hierarquia das Fontes Imperativas ou Estatais é muito importante para
decidirmos, entre várias normas ou leis, qual delas seguir. Assim, tanto no Direito do Trabalho
quanto no Direito Previdenciário, a seguinte ordem hierárquica Estatal deve ser observada:

1º – constituição federal
2º – lei federal – medida provisória – convenções internacionais ratificadas pelo brasil
3º – decretos que regulamentam as leis
4º – regulamento
5º – portaria
6º – ordem ou serviço

PRESCRIÇÃO DOS DIREITOS TRABALHISTAS E PREVIDENCIÁRIOS

Direito Trabalhista
Prescreve em 5 anos a ação para postular os créditos resultantes da relação de emprego até o
limite de 2 anos após a extinção do contrato. Assim, um trabalhador que tenha uma diferença
salarial poderá postular os 5 últimos anos. Se sair da empresa ele terá até 2 anos para ir a Justiça;

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JULIO CESAR DE SOUZA
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se não o fizer, não poderá mais fazê-lo.
Direito Previdenciário

Prescreve em 10 anos a possibilidade da Receita cobrar as Contribuições Previdenciárias e da
Seguridade postular um benefício em juízo. Assim, as relações de trabalho, desde aquela época,
gera atividades e infortunos que mereciam atenção especial dos trabalhadores.

AULA 02 – O EMPREGADO

Trabalhador é o gênero do qual empregado ou trabalhador empregado é um dos quatro tipos:

Autônomo, Eventual, Avulso, e Empregado.

Existem alguns fatos que, em conjunto, como veremos na definição, caracterizam o vínculo de
emprego e assim o trabalhador será empregado. Se eles não existirem, não haverá vínculo
empregatício. Esses fatos são de fundamental importância para a administração, sem riscos do
capital humano de empresa.

A definição legal de empregado prevista em Art. 3º da CLT, na qual estão presentes os elementos
que caracterizam o vínculo de emprego, é assinalada da seguinte forma: “Considera-se
empregado, TODA PESSOA FÍSICA, que prestar serviços de natureza NÃO EVENTUAL a
empregador, sob DEPENDÊNCIA DESTE, e MEDIANTE SÁLARIO”.

O empregado trabalha essencialmente para receber o seu salário, principal obrigação do
empregador, e manter a si e a sua família.

Assim, se o trabalho for GRATUITO, se caracterizará por uma doação ou voluntariosidade, não
por um vínculo empregatício, como se dá, por exemplo, no trabalho comunitário ou religioso,
etc.

Os cinco elementos necessários para que o prestador de serviço seja considerado empregado são:

– Ser pessoa física - Somente pessoas físicas ou naturais podem ser empregadas, e nunca
pessoas jurídicas. Além disso, deve-se observar o princípio da primazia da realidade,
segundo a qual não poderá haver fraude.

– haver pessoalidade - Quanto ao quesito Pessoalidade ou Prestação Pessoal do Serviço, é
necessário não só que o trabalho seja prestado por uma pessoa física, mas por uma pessoa
escolhida pelo empregador, com todas as suas qualidades e defeitos, não podendo haver
substituição, salvo alguns casos, na relação de emprego. Se houver sempre a substituição
ou a prestação de serviço de qualquer pessoa, não estará caracterizado o vínculo de
emprego. Desta forma, pode-se concluir que o empregado não é qualquer pessoa. A
Pessoalidade se caracteriza por um processo de seleção na admissão do empregador, que
determina qual pessoa física será admitida.

– o serviço ser permanente ou eventual - É um elemento essencial que tem por base o
princípio da “Continuidade do vínculo de emprego”. O empregador contrata o empregado

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JULIO CESAR DE SOUZA
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para trabalhar permanentemente para ele, pois necessitará de seus serviços para que a
empresa alcance seus objetivos. Se a prestação dos serviços for eventual ou esporádica,
não haverá vínculo de emprego.

– haver dependencia ou subordinação – trabalho subordinado, é o principal elemento
para caracterizar o vínculo, existem várias modalidades:
- suborniação econômica, jurídica, técnica, moral.

– haver salário o onerosidade

Existindo em conjunto estes cinco elementos, e não ocorrendo fraude, o trabalhador será
empregado; sem a presença de algum deles, não haverá emprego.

O artigo 2º da CLT define apenas o empregador e não o empregado.

Há outros tipos de empregados:
• Empregados com altos cargos de gestão;
• Empregados mandatários ou procuradoes;
• Empregados diretores;
• Domésticos que não têm todos direitos; e
• Empregados que trabalham no seu domicílio com subordinação.

Outros trabalhadores:

✔ Avulsos - são trabalhadores do Cais do Porto ou os Chapas, que carregam e descarregam
caminhões. São incluídos como empregados por equiparação constitucional (Art. 7º
XXXIV CF 88);

✔ Temporários - são empregados das agências que fornecem mão de obra temporária às
empresas, de acordo com a Lei 6.019/74.;

✔ Trabalhadores sem vínculo empregatício.;
✔ Agente ou representante ;
✔ Diretor Estatuário ou Sócio Gerente;
✔ Empreteiro;
✔ Parceiro Rural ;
✔ Em seu domicílio sem subordinação ;
✔ Autônomo- trabalha sem subordinação ; e
✔ Eventual- trabalha sem permanência esporadicamente.

No artigo 2º da CLT a definição legal de empregador se ajusta perfeitamente à definição de
empregado, que está no artigo 3º da CLT.

Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, que, assumindo os riscos da
atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal do serviço.

O Fato de a Definição de empregador – Art 2º anteceder a de empregado no Art 3º da CLT, tem
uma lógica: para existir o emprego e o empregado, primeiramente, tem que existir alguém que se
disponha a empregá-lo. Portanto, sem a empresa não há emprego.

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Equiparam-se ao empregador, para efeitos exclusivos de Relação de Emprego:

✔ Os profissionais liberais ;
✔ As associações recreativas;
✔ Instituições sem fins lucrativos que admitiram trabalhadores como empregados; e
✔ As Instituições de Beneficência.

Três elementos necessários para a exisatêsncia:

✔ Tarefa a executar ou finalidade;
✔ Autoridade organizadora ou dirigente (dono); e
✔ Pessoal subordinado para executar as terefas.

Um serviço oneroso, subordinado, não eventual, prestado por determinada Pessoa Física, a uma
empresa individual ou coletiva, ou outros a ela equiparados, é abrangido pelo vínculo de
emprego.

PODER DE DIREÇÃO OU DE COMANDO DO EMPREGADOR

Toda organização pressupõe uma hierarquia que por sua vez pressupõe o poder de organizar e
definir o quê, como e quando realizar determinada tarefa. Isso ocorre mais quando se assume o
risco do empreendimento.

Para que esse poder seja exercido, é necessário que exista o poder disciplinar.

O empregado, ao aceitar as condições do contrato de trabalho, concorda em aceitar as
determinações ou ordens do empregador mediante o recebimento do salário.
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Fórum Temático I
O Direito Trabalhista e o Previdenciário são importantes na gestão de um Empreendimento?
Justifique a resposta.

R - Ambos são importantes, sem essas normas do Direito Público e Privado haveria um clima de
insegurança entre as partes.
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Cabo Frio, 5 de outubro de 2011.

Aula 3 – Contrato de Trabalho

O Contrato de Trabalho é o gênero do qual a relação de emprego ou Contrato de Emprego é
espécie.
Cabe ressaltar que a CLT em seu artigo 442 não se refere a Contrato do Individual ou Trabalho,
está considerado