Caderno Legislação Trabalhista e PRevidenciária
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Caderno Legislação Trabalhista e PRevidenciária


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Proteção do valor, que se dá através do:
1.1.1 Salário Mínimo
1.1.2 Irredutibilidade do salário, salvo acordo ou convenção coletiva 
em situações excepcionais.
1.1.3 Proibição de coação para que os empregados só comprem bens 
(utilidades) e serviços nos armazéns da empresa ou fornecidos por 
ela a preços elevados (Truck System)
1.2 Proteção da forma de pagamento, isto é, não é permitido passar de fixa para variável e vice-
versa, principalmente se causar qualquer prejuízo ao trabalhador.
1.3 Proteção da época e lugar do pagamento \u2013 Ver Artigo 459 da CLT
1.4 Certeza do Recebimento \u2013 Pagamento contra Recibo
2. Proteção contra credores do empregado
2.1 Proibição de ceder o crédito salarial ao credor.
2.2 Impenhorabilidade do Salário.
3. Proteção contra credores do empregador
Em caso de falência, o salário é crédito privilegiado, ou seja, os salários dos trabalhadores são 
pagos antes de qualquer outra dívida do empregador \u2013 Ver artigo 449 da CLT.
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JULIO CESAR DE SOUZA
(Continuação do Caderno de Legislação Trabalhista e Previdenciária............................................)
EQUIPARAÇÃO SALARIAL OU ISONOMIA SALARIAL
Esta matéria está totalmente prevista no artigo 461 da CLT, que 
iremos transcrever e ressaltar seus requisitos.
Entender os preceitos da Isonomia Salarial é de grande importância 
para o gestor, pois a distorção salarial de um paradigma (pessoa com 
o qual os outros se comparam) poderá gerar a equiparação de todos 
os outros empregados que exerçam a mesma função e preencham 
os requisitos necessários.
ARTIGO 461
Art. 461 \u2013 Sendo idêntica a função, a todo trabalho de igual valor, prestado ao mesmo 
empregador, na mesma localidade, corresponderá igual salário, sem distinção de sexo, 
nacionalidade ou idade.
§ 1º \u2013 Trabalho de igual valor, para os fins deste Capítulo, será o que for feito com igual 
produtividade e com a mesma perfeição técnica, entre pessoas cuja diferença de tempo de 
serviço não for superior a 2 (dois) anos.
§ 2º \u2013 Os dispositivos deste artigo não prevalecerão quando o empregador tiver pessoal 
organizado em quadro de carreira, hipótese em que as promoções deverão obedecer aos critérios 
de antiguidade e merecimento.
§ 3º \u2013 No caso do parágrafo anterior, as promoções deverão ser feitas alternadamente por 
merecimento e por antiguidade, dentro de cada categoria profissional.
§ 4º \u2013 O trabalhador readaptado em nova função por motivo de deficiência física ou mental 
atestada pelo órgão competente da Previdência Social não servirá de paradigma para fins de 
equiparação salarial.
Requisitos
IDENTIDADE DE FUNÇÃO - A atividade exercida tem de ser absolutamente igual. Não se 
considera o cargo, mas a função ou o conteúdo do cargo.
TRABALHO DE IGUAL VALOR - É o que é feito com igual produtividade (quantidade) e 
preparação técnica (qualidade).
MESMO EMPREGADOR - O empregador (a fonte pagadora) tem de ser o mesmo.
MESMA LOCALIDADE - Mesmo município ou região metropolitana.
DIFERENÇA DE TEMPO DE SERVIÇO (na função) - A diferença não pode ultrapassar 2 
anos na função.
INEXISTÊNCIA DE QUADRO DE CARREIRA REGISTRADO EM SRT.
Obs: Dentro do Princípio da Proteção ao Economicamente mais Fraco, de que falamos no início, 
cabe ao empregado somente PROVAR QUE EXERCIA A MESMA FUNÇÃO DO 
PARADIGMA, cabendo ao empregador provar que não existiam os outros requisitos.
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Aula 5 - ALTERAÇÃO E SUSPENSÃO DO CONTRATO DE TRABALHO. DURAÇÃO 
DO TRABALHO
A regra geral é que o Contrato de Emprego seja por prazo indeterminado, e considerando o 
Princípio da Continuidade da Relação de Emprego existe o momento de iniciar o contrato, mas 
não se sabe quando terminará.
Sendo assim, indagamos: se ele foi feito para durar, será que é um contrato imutável e não pode 
sofrer alterações?
A resposta é muito clara e precisa, estando à disposição de todos no artigo 468 da CLT, que 
estabelece a seguinte regra:
Art. 468 - Nos contratos individuais de trabalho só é lícita a Alteração das Respectivas 
Condições, por motivo Mútuo consentimento e , ainda assim, desde que não resultem, direta ou 
indiretamente, em prejuízos ao empregado, sob pena de nulidade da cláusula Infringente desta 
garantia.
Desta forma, há duas condições para a Alteração do Contrato de Trabalho:
Ser bilateral, isto é, ter a concordância de ambas as partes, o que, como veremos depois, não é 
uma regra absoluta, já que dependendo da necessidade do serviço e de sua extensão a alteração 
poderá ser unilateral, dentro do Jus Variandi do empregador.
Não causar prejuízos diretos ou indiretos ao Trabalhador, condição esta absoluta.
Pela análise dos detalhes das condições previstas no Art. 468 da CLT, as Alterações podem ser:
\u2022 Subjetivas (mais raras)
\u2022 Objetivas (mais comuns)
ALTERAÇÕES SUBJETIVAS - dizem respeito aos sujeitos, isto é, empregador e empregado. 
Quanto ao empregador, na hipótese de morte do empregador ou sucessão do Negócio , os 
direitos do trabalhador e seus contratos ficam preservados (Ver Arts. 10 e 483 da CLT). Quanto 
ao empregado, considerando que o Contrato de Emprego é personalíssimo, como regra básica o 
empregado não pode ser substituído, salvo em casos excepcionalíssimos e com o consentimento 
expresso do empregador.
ALTERAÇÕES OBJETIVAS - São as mais comuns e dizem respeito ao objeto de contrato, que 
é a base de nosso estudo. Exemplos: Remuneração; Quantidade de Trabalho; Local da Prestação; 
Turno, etc.
ALTERAÇÃO UNILATERAL - Como vimos, a regra é que a Alteração seja Bilateral; mas esta 
regra não é absoluta, já que cabem exceções nas hipóteses ou chamado Jus Variandi.
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Jus Variandi
São possibilidades de pequenas alterações unilaterais por parte do empregador com base no seu 
poder de direção, que, por necessidade do serviço e sem causar prejuízos ao empregado, podem 
ser feitas; por exemplo, nas hipóteses de alteração de horário, de função, de local da prestação 
(provisoriamente), etc.
SUSPENSÃO E INTERRUPÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO
As duas principais obrigações do Contrato de Trabalho são:
trabalhar, para o empregado
pagar o salário, para o empregador
Suspensão Disciplinar até 30 dias (Art. 474 da CLT).
Suspensão para participar de curso profissionalizante, prevista no Art. 476 da CLT, muito usada 
durante a crise atual.
Licenças não remuneradas.
Trabalhadores durante uma greve.
Empregado eleito dirigente sindical, nos termos do Art. 543 da CLT
Durante o alistamento para o serviço militar obrigatório, hipótese em que existe a contagem de 
tempo de serviço e o consequente recolhimento do FGTS.
Acidente de Trabalho e Doenças, após o 15º Dia. Nestes casos há contagem de tempo de serviço 
e recolhimento.
Faltas injustificadas. 
INTERRUPÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO
Na Interrupção, ou Suspensão parcial, o trabalhador NÃO presta serviços (não trabalha), mas 
recebe seu salário, sendo devidos todos os encargos pelo empregador. Alguns exemplos de 
Interrupção:
Licença- Paternidade
Férias \u2013 Feriados e Repouso Semanal
Licença-Maternidade
Licenças previstas no 
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Art. 473 \u2013 Incisos I a VIII da CLT
Licenças Remuneradas
Faltas Justificadas
15 primeiros dias do afastamento por acidente ou doença 
A Duração do trabalho é um sistema que compreende a regulação dos períodos de trabalho 
(Jornadas) e períodos de descanso. Na jornada, entre as jornadas, semanal (RSR) e anual (ou 
férias).
O sistema de Duração do trabalho tem por base fatores econômicos, biológicos e sociais, com o 
objetivo de equilibrar o desgaste físico e mental com momentos