Caderno Legislação Trabalhista e PRevidenciária
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Caderno Legislação Trabalhista e PRevidenciária

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de repouso.

O fator biológico se baseia na reposição do desgaste físico. O fator econômico se baseia no
aumento da produtividade. As pessoas descansadas produzem mais e nos períodos de descanso
consomem bens e serviços. O Fator social possibilita o empregado conviver com a família e
com a sociedade.

JORNADA DE TRABALHO

Estudaremos a Jornada Diária, a Jornada Semanal, as Jornadas Especiais, os Turnos Ininterruptos
de revezamento e as Formas de Prorrogação da Jornada, abordando o Sistema de Compensação e
o chamado Banco de Horas.

JORNADA DIÁRIA E SEMANAL

Algumas profissões, como bancários, motoristas, telefonista, ascensorista e outras têm jornada
especial; alguns deles de 6 horas, diária prevista pela CLT, Título III das normas especiais de
Tutela do Trabalho, artigos 224 a 371 e Legislação Específica.

JORNADAS ESPECIAIS

O Art. 7 Inciso XIII – Estabelece a Jornada de 8 horas Diárias e 44 horas Semanais exceto para
profissionais que por suas peculiaridades tenham jornada menor. No mesmo sentido é o artigo 58
da CLT. A Jornada diária /semanal poderá ser reduzida através de acordo ou convenção coletiva.

Embora não previstos na Legislação, a a Jurisprudência do TST, por ser mais benéfico ao
trabalhador tem admitido, mediante acordo ou convenção coletiva, a jornada de 12 horas de
trabalho por 36 de descanso.

TURNOS ININTERRUPTOS DE REVEZAMENTO
O Artigo 7 inciso XIV da Constituição Federal determina que nas empresas que adotam o turno
ininterrupto de revezamento, para empresa que trabalha ininterruptamente (24 hs por dia, 7 dias
por semana) a Jornada Diária será de 6 horas, salvo Acordo ou Convenção Coletiva.

O tempo de Ida e Volta ao trabalho não é considerado na Jornada,
SALVO se for local de difícil acesso, não servido por transporte público
e o empregador fornecer a condução.

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JULIO CESAR DE SOUZA
(Continuação do Caderno de Legislação Trabalhista e Previdenciária............................................)

PRORROGAÇÃO DA JORNADA

Com pagamento - O artigo 59 da CLT e artigo 7º, inciso XIV da Constituição Federal determina
que mediante acordo escrito, individual ou coletivo, a Jornada diária poderá ser prorrogada em
até 2(duas) horas, mediante pagamento das horas excedentes em valor no mínimo 50% superior
ao da hora normal.

Mediante compensação ou Banco de Horas - o § 2º do artigo 59 da CLT determina que poderá
ser dispensado o acréscimo salarial se, mediante acordo ou convenção coletiva, o excesso das
horas em um dia for compensado pela correspondente diminuição em outro dia, de maneira que
não exceda, no período máximo de um ano, à soma das jornadas semanais previstas, nem seja
ultrapassado o limite de 10 (dez) horas diárias.

Necessidade Imperiosa – Art 61 - CLT
Por motivo de força maior devidamente comprovada ou para realizar ou concluir serviços
inadiáveis cuja inexecução acarreta fortes prejuízos à empresa, a jornada poderá
excepcionalmente ser prorrogada em até ao máximo 12 horas diárias, mediante pagamento de no
mínimo 50% sobre a hora normal e comunicação à superintendência regional do trabalho SRT da
localidade, no prazo de 10 dias.

TRABALHADORES EXCLUÍDOS DO CONTROLE DE JORNADA

Alguns profissionais não estão sujeitos no controle de horário, nem recebem horas extras.

• Gerentes
• Diretores
• Empregados que tenham atividades externas não sujeitos a horário
• Vendedores pracistas, motoristas interestaduais e outras funções incompatíveis com a

fixação de horário.

INTERVALOS OU PERÍODOS DE DESCANSO

Quando a Jornada de trabalho for superior a 6 horas o trabalhador terá direito a um intervalo de
no mínimo 1 hora e no máximo 2 horas para descanso e alimentação.

Quando a jornada for superior a 4 horas e inferior a 6 horas o empregado terá 15 minutos de
intervalo. Em jornadas inferiores a 4 horas não há intervalo.

Esse intervalo poderá ser reduzido em situações especiais mediante autorização prévia do
Ministério do Trabalho ou prorrogado mediante Acordo ou Convenção Coletiva.

DIAS DE FÉRIAS

O período de férias dependerá de quantos dias o empregado faltou sem justificativa no período
aquisitivo, na seguinte proporção (Art. 130 da CLT):
30 dias - até 5 faltas injustificadas

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JULIO CESAR DE SOUZA
(Continuação do Caderno de Legislação Trabalhista e Previdenciária............................................)

24 dias - de 6 a 14 faltas injustificadas
18 dias - de 15 a 23 faltas injustificadas
12 dias - de 24 a 32 faltas injustificadas
Mais de 32 faltas injustificadas - o empregado perde o Direito às Férias.

PERÍODO CONCESSIVO - Após os 12 meses do período aquisitivo, o empregador terá os 12
meses subsequentes para, no momento que achar apropriado, conceder as férias ao trabalhador.

Somente em casos excepcionais as férias poderão ser concedidas em 02 ( dois ) períodos,
hipótese em que um dos quais não poderá ser inferior a 10 dias.
Os maiores de 50 anos e menores de 18 não poderão ter suas férias divididas em 2 períodos, nem
em casos excepcionais.

PAGAMENTO EM DOBRO - Se o empregador conceder as férias após os 12 meses do
período concessivo, terá que remunerá-las em dobro.

COMUNICAÇÃO E PAGAMENTO - O empregador deverá comunicar ao empregado com
antecedência mínima de 30 dias o dia do início do gozo das férias e pagá-las até 2 dias antes
deste dia.

ABONO DE FÉRIAS - O empregado poderá “vender” 10 dias de férias, convertendo-os em
abono (CF 88) desde que o requeira até 15 dias antes do término do seu período aquisitivo.

FÉRIAS COLETIVAS - As férias coletivas estão previstas no Art. 139 da CLT, facultando ao
empregador concedê-las, em até 2 períodos, a todos os empregados ou a alguns setores da
empresa, devendo comunicar o fato ao Sindicato dos Trabalhadores e ao Ministério do Trabalho
– SRT, no prazo mínimo de 15 dias, fazendo o mesmo com os trabalhadores envolvidos.

O empregado só poderá entrar de férias após apresentar sua CTPS para lançamento das férias e
atualização.

PERDA DO DIREITO ÀS FÉRIAS - De acordo com o artigo 133 da CLT, o empregado
perderá o direito às férias se, durante o seu período aquisitivo, incorrer em uma das 4 hipóteses
abaixo:

✔ Deixar o emprego e não for readmitido no prazo de 60 dias.
✔ Permanecer em gozo de licença, recebendo seu salário, por mais de 30 dias.
✔ Deixar de trabalhar recebendo salário, por mais de 30 dias, em virtude de paralisação

parcial ou total dos serviços da empresa.
✔ Ter recebido da Previdência Social prestações de acidente de trabalho ou auxílio-doença

por mais de 6 meses, ainda que descontínuos.

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JULIO CESAR DE SOUZA
(Continuação do Caderno de Legislação Trabalhista e Previdenciária............................................)

Cabo Frio, 11 de outubro de 2011.

AULA 6 - CESSAÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO - AVISO PRÉVIO
ESTABILIDADE – FGTS

O Contrato Individual de Trabalho ou Contrato de Emprego, como tudo na vida e no mundo
jurídico, nasce, se desenvolve e se finaliza.

A CLT trata o Término do Contrato genericamente como rescisão do contrato. Porém, na teoria e
no mundo jurídico, as causas do fim do contrato são a Caducidade, a Resilição, a Resolução e a
Rescisão em si. O gestor deve conhecer as características de cada um desses termos para poder
se comunicar adequadamente com os operadores do Direito.
Posteriormente analisaremos o Aviso Prévio, a Estabilidade e seus reflexos no FGTS após a CF
88.

Algumas formas de Término do Contrato

CADUCIDADE: É o término do contrato por ter esgotado suas funções jurídicas.
Exemplos de Caducidade: Morte do empregado, força maior, término do contrato por prazo
determinado, fim da empresa.

RESILIÇÃO: Tem por fundamento a palavra VONTADE do empregador, do trabalhador ou de
ambos. Esta última hipótese é denominada Destrato. Ex:
- Dispensa sem justa causa por parte do empregador.
- Pedido de demissão do trabalhador.
- Acordo entre as partes: por não haver previsão legal, uma das partes abre - mão de algum