Caderno Legislação Trabalhista e PRevidenciária
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Caderno Legislação Trabalhista e PRevidenciária

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os
limites da Lei 7.783/89, que o regula, e não pode prejudicar a sociedade como um todo, sob pena
de se tornar abusiva.

DEFINIÇÕES E ELEMENTOS QUE A INTEGRAM

Segundo a Lei citada, Greve é uma suspensão coletiva e temporária e pacífica, total ou parcial,
da prestação pessoal de serviços ao empregador.

ELEMENTOS

Não solucionado o conflito e frustrada a negociação coletiva.
Assembleia Geral para decidir os objetivos, que devem ser comuns aos grevistas, e as formas de
ação.
Pré-Aviso – Os grevistas, para exercer seu direito, devem avisar no Sindicato Patronal as
empresas envolvidas com 48 horas de antecedência; se tratar-se de uma atividade essencial,
avisar com 72 horas de antecedência, inclusive aos usuários.

DIREITO DOS GREVISTAS

Por se tratar de uma Suspensão do Contrato de Trabalho, não há pagamento de salário, mas não
podem ocorrer demissões.

Os grevistas podem arrecadar fundos, divulgar o movimento e fazer passeatas pacíficas e as
empresas não podem constranger os empregados a comparecer ao trabalho nem contratar outros
para substituí-los salvo se houver abuso de direito.

Os grevistas não podem impedir o acesso dos outros trabalhadores ao serviço, nem empregar
meios violentos, ameaçar ou causar danos ao empregador e devem manter equipe de plantão para
manutenção de níveis mínimos de serviço.

Caso os grevistas pratiquem violência ou atos ilegais, poderão ser responsabilizados civil,
trabalhista e criminalmente.

OBS: A Greve Patronal é vedada no Brasil; para maiores detalhes, recomendamos a Leitura dos
24 artigos da Lei 7.783/89 – Lei de Greve.

CONVENÇÕES E ACORDOS COLETIVOS

Previsão legal:
Todos os detalhes de uma Convenção ou Acordo Coletivo estão contidos nos artigos 611 a 625
da CLT, dos quais recomendamos a leitura.

A Convenção Coletiva ocorre quando dois ou mais Sindicatos, representando os empregadores e
trabalhadores, estipulam, de maneira formal, condições de trabalho e salário, aplicáveis às
Relações Individuais de Trabalho, no âmbito das categorias representadas (Ver Artigo 611 da

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(Continuação do Caderno de Legislação Trabalhista e Previdenciária............................................)

CLT).

O Acordo Coletivo é realizado entre o Sindicato que representa uma categoria profissional
(trabalhadores) e uma ou mais empresas, estipulando condições de trabalho e de Salário
aplicáveis aos trabalhadores da(s) empresa(s) acordante(s) envolvida(s).

Cabo Frio, 20 de outubro de 2011.

Aula 8 - LEGISLAÇÃO TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA I

A Constituição trata do Direito Previdenciário ao abordar a Seguridade Social, nos Artigos 193 a
204 do Título VII, referente à Ordem Social.
A Previdência Social, especificamente, é tratada nos artigos 201 a 204, deixando para a
Legislação Infraconstitucional os planos de Custeio e de Benefícios (Leis 8.012 e 8.013).

A Constituição Federal de 1988 define que a Ordem Social tem por base o trabalho e como
objetivo o bem-estar e a justiça sociais, instituindo assim o Estado do Bem-Estar Social (Welfare
State), tradicional em países desenvolvidos.

O Artigo 194 da CF define como SEGURIDADE SOCIAL as ações do Poder Público e da
sociedade destinados a assegurar os direitos relativos à SAÚDE, à PREVIDÊNCIA e à
ASSISTÊNCIA SOCIAL. Determina que ao Poder Público compete organizar a Seguridade,
com base nos seguintes objetivos:

Universalidade da Cobertura e do Atendimento

Art. 194. A Seguridade Social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos
Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à
previdência e à assistência social.

Compete ao Poder Público, nos termos da lei, organizar a seguridade social, com base nos
seguintes objetivos:

– Universalidade da cobertura e do atendimento.
– Uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais.
– Irredutibilidade do valor dos benefícios.
– Equidade na forma de participação no custeio.
– Seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços.
– Caráter democrático e descentralizado da administração, mediante gestão quadripartite,

com participação dos trabalhadores, dos empregadores, dos aposentados e do Governo
nos órgãos colegiados.

– Diversidade da base de financiamento.

Art. 195. A Seguridade Social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta,
nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais:

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(Continuação do Caderno de Legislação Trabalhista e Previdenciária............................................)

1- Do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre:

✔ A folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer
título, a pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício;

✔ A receita ou o faturamento;
✔ O lucro.

2- Do trabalhador e dos demais segurados da Previdência Social (não incidindo contribuição
sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo Regime Geral de Previdência Social de que trata o
art. 201):

✔ sobre a receita de concursos de prognósticos;
✔ Do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar.

As receitas dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios destinadas à Seguridade Social
constarão dos respectivos orçamentos, não integrando o orçamento da União.

A proposta de orçamento da Seguridade Social será elaborada de forma integrada pelos órgãos
responsáveis pela saúde, previdência social e assistência social, tendo em vista as metas e
prioridades estabelecidas na Lei de Diretrizes Orçamentárias, assegurada a cada área a gestão de
seus recursos.

A pessoa jurídica em débito com o sistema da Seguridade Social, como estabelecido em lei, não
poderá contratar com o Poder Público nem dele receber benefícios ou incentivos fiscais ou
creditícios.

A lei poderá instituir outras fontes destinadas a garantir a manutenção ou expansão da
Seguridade Social, obedecido o disposto no Art. 154.

Nenhum benefício ou serviço da Seguridade Social poderá ser criado, majorado ou estendido
sem a correspondente fonte de custeio total.

As contribuições sociais de que trata este artigo só poderão ser exigidas após decorridos 90
(noventa) dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado, não se lhes
aplicando o disposto no Art. 150, III, "b".

São isentas de contribuição para a Seguridade Social as entidades beneficentes de assistência
social que atendam às exigências estabelecidas em lei.

O produtor, o parceiro, o meeiro e o arrendatário rurais e o pescador artesanal, bem como os
respectivos cônjuges, que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, sem
empregados permanentes, contribuirão para a Seguridade Social mediante a aplicação de uma
alíquota sobre o resultado da comercialização da produção e farão jus aos benefícios nos termos
da lei.

As contribuições sociais previstas no inciso do caput deste artigo poderão ter alíquotas ou bases
de cálculo diferenciadas, em razão da atividade econômica, da utilização intensiva de mão de

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obra, do porte da empresa ou da condição estrutural do mercado de trabalho.

A lei definirá os critérios de transferência de recursos para o Sistema Único de Saúde e ações de
assistência social da União para os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, e dos Estados
para os Municípios, observada a respectiva contrapartida de recursos.

É vedada a concessão de remissão ou anistia das contribuições sociais de que tratam os incisos
I,a e II deste artigo,