CCJ0006-WL-PA-10-Direito Civil I-Antigo-15843
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CCJ0006-WL-PA-10-Direito Civil I-Antigo-15843

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Calouste Gulbenkian, 1978, p. 506 et seq. apud  COSTA JÚNIOR, Olímpio, ob. cit., p. 57.
[17] COMPARATO, Fábio Konder. O poder de controle na sociedade anônima. 3. ed., Rio de Janeiro: Forense, 1983, p. 84.
[18] MIRANDA, Pontes de. Tratado de Direito Privado . 2. ed., Rio de Janeiro: Borsoi, 1954, t. IV, § 357, p. 7.
[19] Negócio Jurídico - Existência, Validade e Eficácia . 3. ed., São Paulo: Saraiva, 2.000 .
[20] Teoria do fato jurídico - Plano da Existência . 10. ed., São Paulo: Saraiva, 2.000; Teoria do fato jurídico - Plano da Validade . 2. ed., São Paulo: Saraiva, 1997.
[21] Fundamentos do Processo Civil Moderno . 2. ed., São Paulo: RT, 1987.
[22] Da insolvência e sua prova na ação pauliana . São Paulo: RT, 1982.
[23] Fraudes contra credores . São Paulo: RT, 1989.
[24] Exposição de Motivos do Prof. MIGUEL REALE, de 16.01.75, item nº 16.
[25] No tratamento do negócio, “como em outros pontos , procura-se obedecer a uma clara distinção entre validade e eficácia dos atos jurídicos, evitando-se os equívocos em que se 
enreda a Dogmática Jurídica que presidiu à feitura do Código de 1916” (Exposição de Motivos, cit., item nº 17, i).
[26] Tal orientação foi repelida, com razão, pelo parecer de MOREIRA ALVES (A parte geral do Projeto de Código Civil Brasileiro . São Paulo: Saraiva, 1986, p. 42-43).
[27] SAVIGNY. Sistema del diritto romano attuale . Torino: Unione Tipografico Editrice, 1900, vol. 3, § 134 e 1355, p. 342 a 356; RODRIGUES. Silvio. Dos vícios de consentimento, cit., nº
23, p. 31.
[28] SALEILLES. Étude sur la théorie génerale de l’obligation , p. 5, apud SANTOS, Beleza dos. A simulação em direito civil . São Paulo: Lejus, 1999, p. 16.
[29] FERRARA, Simulazione , p. 29, apud RODRIGUES, Silvio. Dos vícios de consentimento, cit., p. 34.
[30] RODRIGUES, Silvio, ob. cit., p. 35.
[31] RODRIGUES, Silvio, ob. cit., nº 26, p. 36/37.
[32] TRABUCCHI, Alberto. Istituzioni cit., nº 71, p. 155, nota 2.

 
Referências bibliográficas:
Nome do livro: O Direito Civil à luz do Novo Código - ISBN: EAN-13:  9788530926663
Nome do autor: COSTA, Dilvanir José.
Editora: Rio de Janeiro: Forense
Ano: 2009.
Edição: 3a
Nome do capítulo: Parte Geral - Inovações do novo Código - dos Fatos Jurídicos
N. de páginas do capítulo: 5

Aplicação Prática Teórica

Os conhecimentos apreendidos serão de fundamental importância para a reϐlexão teórica envolvendo a compreensão necessária de que o direito, para ser entendido e estudado 
enquanto fenômeno cultural e humano, precisa ser tomado enquanto sistema disciplinador de relações de poder, a partir da metodologia utilizada em sala com a aplicação dos casos 
concretos, a saber:
CASO CONCRETO 1

Esmeralda precisa fazer um pagamento ao seu credor, Cláudio, por meio de depósito em conta bancária. Por engano, faz o depósito em conta de outra pessoa, Júlio. Este, feliz, saca o 
dinheiro de sua conta e o gasta. Mais tarde, quando Esmeralda exige o dinheiro de volta, Júlio alega que não coagiu ninguém a fazer o depósito e que o que aconteceu foi uma doação. 

Cláudio, por sua vez, cobra o dinheiro de Esmeralda.

Pergunta-se:

1) Houve algum defeito do negócio jurı́dico na hipótese? Em caso aϐirmativo, qual?

2) Como ϐicam, respectivamente, as situações de Esmeralda, Cláudio e Júlio diante do ocorrido?

 

CASO CONCRETO 2

Estevão, jovem de 19 anos, adquire com o produto de seu trabalho uma motocicleta e ϐica muito satisfeito com a compra. Sua mãe, Almerinda, não partilha de seu entusiasmo. Exige 
que o ϐilho venda a moto, chora e ameaça deixar de falar com ele. Depois de muitos conϐlitos, Estevão cede aos pedidos da mãe e vende a fonte dos problemas a outro jovem, 
Ezequiel. Meses depois, Estevão, aluno do curso de Direito, aprende que os negócios jurı́dicos praticados por coação são anuláveis e começa a pensar em maneiras de reaver a 
motocicleta vendida.

Pergunta-se:

1) Houve, na venda efetuada entre Estevão e Ezequiel, algum defeito do negócio jurı́dico?

2) O negócio jurı́dico em questão é válido?

3) Estevão pode fazer algo para reaver a motocicleta de Ezequiel?

 

QUESTÃO OBJETIVA 1

O dolo é vı́cio de vontade que torna anulável o negócio jurı́dico. Argüida a prática do dolo num determinado negócio, é INCORRETO aϐirmar que 

(A) a intenção de quem pratica o dolo é a de induzir o declarante a celebrar um negócio jurı́dico;

(B) a utilização de recursos fraudulentos graves pode se dar por parte do outro contratante ou de terceiros, se forem do conhecimento daquele;

(C) o silêncio intencional de uma das partes sobre fato relevante ao negócio também constitui dolo;

(D) o dolo recı́proco impede a anulação do negócio jurı́dico sobre o qual incidiu;

(E) o dolo do representante de uma das partes obriga o representado a responder civilmente por todo o prejuı́zo do outro contratante, independentemente do proveito que o mesmo 
representado experimentar.

 

QUESTÃO OBJETIVA 2

O Código Civil exige, para a validade do ato jurı́dico, que o agente seja capaz. Tal disposição legal conϐigura a exigência de que o agente: 

A) tenha capacidade de gozo, a capacidade de direito, a capacidade de aquisição.

B) tenha capacidade de fato, a capacidade de ação, a capacidade de exercı́cio.

C) pessoa fı́sica, seja dotado de personalidade jurı́dica.

D) tenha sempre mais de 18 anos de idade.

E) nenhuma das respostas anteriores está correta.

 

Plano de Aula: 10 - DIREITO CIVIL I

DIREITO CIVIL I

Estácio de Sá Página 5 / 6

Título

10 - DIREITO CIVIL I

Número de Aulas por Semana

Número de Semana de Aula

10

Tema

DOS DEFEITOS NOS NEGÓCIOS JURÍDICOS

Objetivos

·         Introduzir os conceitos de defeitos nos negócios jurı́dicos.
·         Estabelecer a diferença entre invalidade e ineϐicácia nos negócios jurı́dicos.
·         Apresentar as diversas teorias a respeito dos vı́cios de vontade.

l Compreender as noções sobre erro, dolo e coação nos negócios jurı́dicos.

Estrutura do Conteúdo

1 - DEFEITOS NOS NEGOƵCIOS JURIƵDICOS
1.1Diferença entre invalidade e ineϐicácia.
1.2Vı́cios de vontade e defeitos de consentimento do negócio jurı́dico. 
1.3 Teoria da vontade real.
1.4 Teoria da declaração. 
1.5 Teoria da responsabilidade.
1.6.Teoria da conϐiança. 
 
2. ERRO, IGNORAƹNCIA DOLO, COAÇAǂO
2.1 Conceito
2.2 Distinção
2.3 Requisitos e espécies.
 
 DOS DEFEITOS DO NEGÓCIO JURÍDICO 

NO NOVO CÓDIGO CIVIL: FRAUDE, ESTADO DE PERIGO E LESÃO
Humberto Theodoro Júnior
 
SUMÁRIO: 1. Intróito. 2. Defeitos do negócio jurídico. 3. Diferença entre invalidade e ineficácia. 4. O erro de nominar a fraude contra credores de anulabilidade e não de ineficácia. 5. Em síntese. 6. Os vícios de 
consentimento e a anulabilidade do negócio jurídico. 6.1. Teoria da vontade real. 6.2. Teoria da declaração. 6.3. Teoria da responsabilidade. 6.4. Teoria da confiança. 

 
1. Intróito
                               O tema dos “defeitos do ato jurídico” prepara a abordagem legal das invalidades - nulidade e anulabilidade.
                               O Novo Código Civil evoluiu grandemente nesse campo de defeitos do negócio jurídico inserindo, no direito posiƟvo, novas e relevantes figuras como a lesão (art. 
157) e o estado de perigo (art. 156), atendendo, dessa maneira, a notórios anseios sociais.
                               Deslocou, também, com inegável acerto, a simulação do campo das anulabilidades para o das nulidades (art. 167).
                               Cometeu, todavia, um desserviço ao direito civil brasileiro, ao manter a fraude contra credores dentre as causas de anulabilidade do negócio jurídico (arts. 158 a 165), 
já que os rumos traçados pelo direito comparado contemporâneo e a lição da doutrina nacional desde muito catalogam a impugnação pauliana no âmbito da  ineficácia , e não da 
invalidade.
                               Além de atribuir efeitos impróprios à natureza