CCJ0006-WL-PA-10-Direito Civil I-Antigo-15843
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não corresponda à intenção real do coacto, o que certamente redunda num negócio anulável.            
Exigem -se certos requisitos para \u19fpi\ufb01cação da coação (art. 153 do C.C.) e para ser considerada como defeito: deve ser determinante do negócio; deve ser grave e injusta; deve dizer 
respeito ao dano atual ou iminente e deve ameaçar a pessoa, bens da ví\u19fma ou pessoas de sua família (essa tomada na acepção alto sensu , art. 151 C.C.). 
É possível que a coação seja exercida por terceiro sem que a parte a que aproveite dela \u19fvesse ou devesse ter conhecimento, mas nessa hipótese prevista no art. 155 do C.C., o 
negócio subsis\u19frá não sendo anulado. Não se considera coação a simples ameaça , o exercício normal de direito e nem temor reverencial.   
     
 
[1] RODRIGUES, Silvio. Dos Vícios de Consentimento . 2. ed., São Paulo: Saraiva, 1982, nº 2, p. 5. 
[2] RODRIGUES, Silvio. ob. cit., nº 2, p. 6. 
[3] RODRIGUES, Silvio. ob. cit., nº 2, p. 7. 
[4] BEVILÁQUA, Clóvis. Teoria Geral do Direito Civil . Atualizada por Caio Mário da Silva Pereira. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1975, § 65, p. 254. 
[5] Ea quae lege fieri prohibentur si fuerint facta, non solo inutilia, sed pro infectis, etiam habentur - é o que se proclama no direito imperial (Cód. 1, 14, 1.5). 
[6] BEVILÁQUA, Clóvis. Teoria Geral cit., § 65, p. 255. 
[7] BEVILÁQUA, Clóvis. Teoria Geral cit ., § 65, p. 257. 
[8] BEVILÁQUA, Clóvis, idem, ibidem. 
[9] BETTI, Emilio. Teoria geral do negócio jurídico cit. , v. III, n. 57, p. 11. 
[10] BETTI, Emilio, ob. cit., loc. cit. 
[11] BETTI, Emilio, ob. cit., loc. cit. 
[12] TRABUCCHI, Alberto. Istituzioni di diritto civile . 38. ed., Padova: CEDAM, 1998, n. 81, p. 184. 
[13] TRABUCCHI, Alberto, ob. cit., loc. cit. 
[14] LARENZ, Karl, ob. cit., p. 647. 
[15] COSTA JÚNIOR, Olímpio. A relação jurídica obrigacional, São Paulo: Saraiva, 1994, p. 56. 
[16] LARENZ, Karl. Metodologia da ciência do direito . Tradução Portuguesa. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1978, p. 506 et seq. apud  COSTA JÚNIOR, Olímpio, ob. cit., p. 57. 
[17] COMPARATO, Fábio Konder. O poder de controle na sociedade anônima. 3. ed., Rio de Janeiro: Forense, 1983, p. 84. 
[18] MIRANDA, Pontes de. Tratado de Direito Privado . 2. ed., Rio de Janeiro: Borsoi, 1954, t. IV, § 357, p. 7. 
[19] Negócio Jurídico - Existência, Validade e Eficácia . 3. ed., São Paulo: Saraiva, 2.000 . 
[20] Teoria do fato jurídico - Plano da Existência . 10. ed., São Paulo: Saraiva, 2.000\u37e Teoria do fato jurídico - Plano da Validade . 2. ed., São Paulo: Saraiva, 1997. 
[21] Fundamentos do Processo Civil Moderno . 2. ed., São Paulo: RT, 1987. 
[22] Da insolvência e sua prova na ação pauliana . São Paulo: RT, 1982. 
[23] Fraudes contra credores . São Paulo: RT, 1989. 
[24] Exposição de Motivos do Prof. MIGUEL REALE, de 16.01.75, item nº 16. 
[25] No tratamento do negócio, \u201ccomo em outros pontos , procura-se obedecer a uma clara distinção entre validade e eficácia dos atos jurídicos, evitando-se os equívocos em que se 
enreda a Dogmática Jurídica que presidiu à feitura do Código de 1916\u201d (Exposição de Motivos, cit., item nº 17, i). 
[26] Tal orientação foi repelida, com razão, pelo parecer de MOREIRA ALVES (A parte geral do Projeto de Código Civil Brasileiro . São Paulo: Saraiva, 1986, p. 42-43). 
[27] SAVIGNY. Sistema del diritto romano attuale . Torino: Unione Tipografico Editrice, 1900, vol. 3, § 134 e 1355, p. 342 a 356\u37e RODRIGUES. Silvio. Dos vícios de consentimento, cit., nº 
23, p. 31. 
[28] SALEILLES. Étude sur la théorie génerale de l\u2019obligation , p. 5, apud SANTOS, Beleza dos. A simulação em direito civil . São Paulo: Lejus, 1999, p. 16. 
[29] FERRARA, Simulazione , p. 29, apud RODRIGUES, Silvio. Dos vícios de consentimento, cit., p. 34. 
[30] RODRIGUES, Silvio, ob. cit., p. 35. 
[31] RODRIGUES, Silvio, ob. cit., nº 26, p. 36/37. 
[32] TRABUCCHI, Alberto. Istituzioni cit., nº 71, p. 155, nota 2. 
  
Referências bibliográficas: 
Nome do livro: O Direito Civil à luz do Novo Código - ISBN: EAN-13:  9788530926663 
Nome do autor: COSTA, Dilvanir José. 
Editora: Rio de Janeiro: Forense 
Ano: 2009. 
Edição: 3a 
Nome do capítulo: Parte Geral - Inovações do novo Código - dos Fatos Jurídicos 
N. de páginas do capítulo: 5 
Aplicação Prática Teórica 
Os conhecimentos apreendidos sera\u303o de fundamental importa\u302ncia para a re\u3d0lexa\u303o teo\u301rica envolvendo a compreensa\u303o necessa\u301ria de que o direito, para ser entendido e estudado 
enquanto feno\u302meno cultural e humano, precisa ser tomado enquanto sistema disciplinador de relaço\u303es de poder, a partir da metodologia utilizada em sala com a aplicaça\u303o dos casos 
concretos, a saber: 
CASO CONCRETO 1 
Esmeralda precisa fazer um pagamento ao seu credor, Cla\u301udio, por meio de depo\u301sito em conta banca\u301ria. Por engano, faz o depo\u301sito em conta de outra pessoa, Ju\u301lio. Este, feliz, saca o 
dinheiro de sua conta e o gasta. Mais tarde, quando Esmeralda exige o dinheiro de volta, Ju\u301lio alega que na\u303o coagiu ningue\u301m a fazer o depo\u301sito e que o que aconteceu foi uma doaça\u303o.  
Cla\u301udio, por sua vez, cobra o dinheiro de Esmeralda. 
Pergunta-se: 
1) Houve algum defeito do nego\u301cio jur\u131\u301dico na hipo\u301tese? Em caso a\u3d0irmativo, qual? 
2) Como \u3d0icam, respectivamente, as situaço\u303es de Esmeralda, Cla\u301udio e Ju\u301lio diante do ocorrido? 
  
CASO CONCRETO 2 
Esteva\u303o, jovem de 19 anos, adquire com o produto de seu trabalho uma motocicleta e \u3d0ica muito satisfeito com a compra. Sua ma\u303e, Almerinda, na\u303o partilha de seu entusiasmo. Exige 
que o \u3d0ilho venda a moto, chora e ameaça deixar de falar com ele. Depois de muitos con\u3d0litos, Esteva\u303o cede aos pedidos da ma\u303e e vende a fonte dos problemas a outro jovem, 
Ezequiel. Meses depois, Esteva\u303o, aluno do curso de Direito, aprende que os nego\u301cios jur\u131\u301dicos praticados por coaça\u303o sa\u303o anula\u301veis e começa a pensar em maneiras de reaver a 
motocicleta vendida. 
Pergunta-se: 
1) Houve, na venda efetuada entre Esteva\u303o e Ezequiel, algum defeito do nego\u301cio jur\u131\u301dico? 
2) O nego\u301cio jur\u131\u301dico em questa\u303o e\u301 va\u301lido? 
3) Esteva\u303o pode fazer algo para reaver a motocicleta de Ezequiel? 
  
QUESTÃO OBJETIVA 1 
O dolo e\u301 v\u131\u301cio de vontade que torna anula\u301vel o nego\u301cio jur\u131\u301dico. Argu\u308ida a pra\u301tica do dolo num determinado nego\u301cio, e\u301 INCORRETO a\u3d0irmar que  
(A) a intença\u303o de quem pratica o dolo e\u301 a de induzir o declarante a celebrar um nego\u301cio jur\u131\u301dico; 
(B) a utilizaça\u303o de recursos fraudulentos graves pode se dar por parte do outro contratante ou de terceiros, se forem do conhecimento daquele; 
(C) o sile\u302ncio intencional de uma das partes sobre fato relevante ao nego\u301cio tambe\u301m constitui dolo; 
(D) o dolo rec\u131\u301proco impede a anulaça\u303o do nego\u301cio jur\u131\u301dico sobre o qual incidiu; 
(E) o dolo do representante de uma das partes obriga o representado a responder civilmente por todo o preju\u131\u301zo do outro contratante, independentemente do proveito que o mesmo 
representado experimentar. 
  
QUESTÃO OBJETIVA 2 
O Co\u301digo Civil exige, para a validade do ato jur\u131\u301dico, que o agente seja capaz. Tal disposiça\u303o legal con\u3d0igura a exige\u302ncia de que o agente:  
A) tenha capacidade de gozo, a capacidade de direito, a capacidade de aquisiça\u303o. 
B) tenha capacidade de fato, a capacidade de aça\u303o, a capacidade de exerc\u131\u301cio. 
C) pessoa f\u131\u301sica, seja dotado de personalidade jur\u131\u301dica. 
D) tenha sempre mais de 18 anos de idade. 
E) nenhuma das respostas anteriores esta\u301 correta. 
  
Plano de Aula: 10 - DIREITO CIVIL I
DIREITO CIVIL I 
Estácio de Sá Página 1 / 6
Título 
10 - DIREITO CIVIL I 
Número de Aulas por Semana 
 
Número de Semana de Aula 
10 
Tema 
DOS DEFEITOS NOS NEGÓCIOS JURÍDICOS 
Objetivos 
·         Introduzir os conceitos de defeitos nos nego\u301cios jur\u131\u301dicos. 
·         Estabelecer a diferença entre invalidade e ine\u3d0ica\u301cia nos nego\u301cios jur\u131\u301dicos. 
·         Apresentar as diversas teorias a respeito dos v\u131\u301cios de vontade. 
l Compreender as noço\u303es sobre erro, dolo e coaça\u303o nos nego\u301cios jur\u131\u301dicos. 
Estrutura do Conteúdo