Sociologia J. - Anotação (21)
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Sociologia J. - Anotação (21)


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deterioração e perda da coisa; somente lhe serão ressarcidas as benfeitorias necessárias e úteis, mas sem 
direito à retenção da coisa, nem de levantar as voluptuárias.
Cessão da Herança
Por força do princípio de saisine, o herdeiro já é titular dos direitos sucessórios a partir da morte do 
sucedendo. Porém, o herdeiro, seja ele legítimo ou testamentário, não está obrigado a aceitar a herança ou 
o legado, mesmo nas hipóteses em que lhe são impostas condições, por mais benevolentes que elas sejam. E 
esse princípio é extraído de outro que estabelece que ninguém é obrigado a fazer algo senão em virtude da 
lei. Nessas situações o herdeiro pode ceder a outro herdeiro ou a um terceiro, toda a herança ou parte dela, 
ou a parte no quinhão que lhe caberia ou parte dele, podendo essa cessão transmitir-se a título gratuito ou 
oneroso.
Contudo alguns requisitos e princípios deverão ser observados, tais como:
1) o cedente dever ser pessoa capaz,
2) a cessão somente terá validade após a abertura da sucessão,
3) a forma deve ser pública, sob pena de nulidade,
4) deve concluir-se antes da partilha,
5) é transmitida a quota-parte do herdeiro, sem que haja a individualização do que se pretende alienar, salvo 
concordância dos demais co-herdeiros,
6) o cessionário recebe a herança no estado em que se acha,
7) não responde o cedente pela evicção, ou seja, vício ou defeito oculto,
8) e acima de tudo, é necessário obedecer ao princípio do direito de preferência dos demais herdeiros.
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
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Sucessão Legítima, Operada Ope Legis (Força da Lei)
A sucessão legítima baseia-se no vínculo de família, no vínculo de sangue e de afinidade. A sucessão 
legítima se opera por força de lei e ocorre quando o de cujus falece sem deixar testamento, ou quando seu 
testamento caducou, ou ainda, foi julgado ineficaz.
Ocorrendo uma dessas hipóteses o artigo 1.829 estabelece uma ORDEM DE VOCAÇÃO HEREDITÁRIA das 
pessoas que são chamadas para suceder o falecido:
Art. 1.829. A sucessão legítima defere-se na ordem seguinte:
I - aos descendentes, em concorrência com o cônjuge sobrevivente, salvo se casado este com o falecido no 
regime da comunhão universal, ou no da separação obrigatória de bens (art. 1.640, parágrafo único); ou 
se, no regime da comunhão parcial, o autor da herança não houver deixado bens particulares; 
II - aos ascendentes, em concorrência com o cônjuge; 
III - ao cônjuge sobrevivente; 
IV - aos colaterais.
A existência de herdeiros em uma das classes sucessória impostas no artigo 1.829, exclui, automaticamente, 
os herdeiros das classes subseqüentes. 
Pelo novo Código Civil, o cônjuge sobrevivente, CONCORRERÁ com os herdeiros descendentes ou com os 
ascendentes. Dependendo do regime do casamento, o legislador LIMITA a pretensão do cônjuge 
sobrevivente, no que diz respeito à concorrência quando já é meeiro, o que ocorre nos casos de comunhão 
universal de bens ou separação parcial. 
Há uma única exceção na ordem de vocação hereditária, e está prevista no Inciso XXXI, do artigo 5º da 
Constituição, que permite eventual variação na ordem de vocação quando se tratar de bens de estrangeiro 
existentes no Brasil, e ser ele, o estrangeiro, casado com brasileira (o) ou tiver filhos brasileiros, e a lei do país 
do de cujus (estrangeiro) se mostrar mais favorável àquelas pessoas do que a lei brasileira.
Ordem de Vocação Hereditária: Aberta a sucessão legítima, são chamados primeiramente os descendentes, 
em concorrência com o cônjuge sobrevivente se houver, e dependendo também, do regime de bens adotado 
pelas partes no casamento. 
Caberá ao cônjuge sobrevivente quota igual aos que sucederem por cabeça, não podendo o seu quinhão 
ser inferior à quarta parte da herança, se for o pai ou a mãe dos herdeiros com que concorrer. 
Exceção à concorrência do cônjuge: artigo 1830.
Se todos os descendentes estiverem no mesmo grau, a herança será dividida por CABEÇA, ou seja, em partes 
iguais, tantas quantas forem os sucessores. Porém, se concorrem descendentes em graus diversos, como 
filhos e netos, esta será feita por ESTIRPE.
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"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
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Não havendo herdeiro descendente, serão chamados os ascendentes em concorrência com o cônjuge 
sobrevivente, como determina o artigo 1.836.
Neste caso, diferentemente do que ocorre com os descendentes, qualquer que tenha sido o regime de bens 
adotado, o CÔNJUGE SOBREVIVENTE CONCORRERÁ COM OS ASCENDENTES do de cujus. 
Ao contrário do que ocorre com os herdeiros descendentes, aos ascendentes não há direito de 
representação, conforme arts. 1836, § 1º, e 1852.
O § 2º do artigo 1.836 esclarece que havendo ascendentes de mesmo grau, mas em linhas diferentes, a 
herança se divide ao meio. 
Estabelece o artigo 1.837 que concorrendo com ascendentes em primeiro grau, ao cônjuge caberá um terço 
da herança; e, se houver apenas um ascendente, ou se esse grau for maior, por exemplo: avós, bisavós, terá 
direito à metade.
Partindo-se da hipótese de não haver parentes da classe dos descendentes, nem dos ascendentes, por 
disposição legal é chamado para a SUCESSÃO O CÔNJUGE SOBREVIVENTE, que herdará a totalidade 
dos bens do falecido. 
Sucessão entre os conviventes na união estável: A união estável ganhou amparo e reconhecimento, 
principalmente após o advento da Constituição Federal de 1988, colocando-a sob o status de entidade 
familiar. Em relação à sucessão, a Lei nº 8.971/94, complementada pela Lei nº 9.278/96, praticamente 
equiparou a união estável ao casamento. 
No entanto, o Código Civil de 2002, ao regular o direito sucessório entre os companheiros, os colocou 
numa posição de extrema inferioridade comparada à dos cônjuges. 
O artigo 1.790 diz que o companheiro participará da sucessão do outro quanto "aos bens ADQUIRIDOS 
ONEROSAMENTE NA VIGÊNCIA DA UNIÃO ESTÁVEL", portanto, se durante a união estável nenhum dos 
companheiros houver adquirido bens a título oneroso, não haverá possibilidade de o sobrevivente herdar 
coisa alguma, mesmo que o falecido não tenha herdeiros descendentes ou ascendentes. 
Não havendo descendentes, ascendentes ou cônjuge sobrevivente, serão chamados a suceder os 
COLATERAIS ATÉ O QUARTO GRAU DE PARENTESCO, como prevê o artigo 1.839.
Na sucessão entre colaterais os irmãos excluem os tios, porque na sucessão dos colaterais não há direito de 
representação, salvo se for representação em favor de filhos de irmãos, ou seja, sobrinhos, que concorram 
com seus tios.
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
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