CCJ0006-WL-PA-10-Direito Civil I-Novo-34076
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CCJ0006-WL-PA-10-Direito Civil I-Novo-34076

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bem como de qualquer ato, exceto o 
expressamente proibido. Feitas tais considerações, cabe conceituar pessoa jurídica como o sujeito de direito inanimado personalizado.

Pessoa jurídica é, assim, a entidade ou instituição que, por força das normas jurídicas criadas, tem personalidade e capacidade jurídicas para adquirir direitos e contrair 
obrigações. Ela nasce do instrumento formal e escrito que a constitui (art. 45 CC), ou diretamente da lei que a institui. 

Pessoa Jurídica, considerada como agrupamentos que se equiparam à própria pessoa, preenchendo determinados requisitos legais e com capacidade para ser sujeito das 
relações jurídicas.

- PRINCIPAL CARACTERÍSTICA : a pessoa jurídica, embora formada por pessoas naturais, tem vida própria e autônoma não se confundindo com a vida de seus membros.

CLASSIFICAÇÃO DA PESSOA JURÍDICA

 

 

NACIONAL    OU     ESTRANGEIRA - CORPORAÇÃO

 

 

 

 

 

 

 

 PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO

1. P. J. D. EXTERNO: Regidas pelo Direito Internacional, abrangendo: ONU/OEA, UNESCO, FIFA, Nações Estrangeiras; entre outros.

São criadas através de tratados internacionais, fatos históricos, criação constitucional. – art. 42 novo CC – Estados estrangeiros e todas as pessoas que forem regidas pelo
direito internacional público. 

2. P.J. D. INTERNO: (art. 41) Enumera o Código as pessoas jurídicas desta classe : 

A) ADM. DIRETA - União, os Estados, os Territórios(retorno dos territórios pelo CC 2002), os Municípios e o Distrito Federal. 

B) ADM. INDIRETA : art. 41, IV – autarquias, e V – demais entidades de caráter público criadas por lei. 

C) FUNDAÇÕES PÚBLICAS:

Fim específico, sem fins lucrativos.

Surgem quando a lei individualiza um patrimônio a partir de bens pertencentes a uma pessoa jurídica de direito público, afetando -o à realização de um fim administrativo e 
dotando-o de organização adequada.

Fundação Nacional de Cultura – instituída por lei.

PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PRIVADO

- CORPORAÇÕES (associações, sociedades civis simples e empresariais, partidos políticos, sindicatos)

- FUNDAÇÕES PARTICULARES

OBS.: São ainda pessoas jurídicas de direito privado como EXCEÇÕES: 

- EMPRESA PÚBLICA 

Entidade com patrimônio próprio e capital exclusivo da União, criada por lei para a exploração de atividade econômica que tenha que ser exercida pelo governo.

- SOCIEDADES DE ECONOMIA MISTA

Entidade criada por lei para exploração de atividade econômica sob forma de sociedade anônima, cujas ações com direito a voto pertençam, em sua maioria à União ou à 
Administração Indireta.

- PARTIDOS POLÍTICOS:

Associações civis que têm por escopo assegurar dentro do regime democrático, os direitos fundamentais estatuídos pelo CF/88. Foram considerados como pessoa jurídica 
de direito privado pela Lei 9.096, de 19.09.1995, que dispõe em seu art. 1o :

ENTES DESPERSONALIZADOS

São aqueles que, embora possam ser capazes de adquirir direitos e contrair obrigações, não preenchem as condições legais e formais para serem enquadrados como 
pessoas jurídicas, por falta de alguns requisitos ou pela sua situação jurídica “sui generis”. Estão entre tais, a massa falida, espólio e a pessoa jurídica “de fato” – (que são 
aqueles pequenos comerciantes que compram e vendem produtos sem terem sociedade comercial regularmente constituída. ( ambulantes, camelôs etc..)).

Art 12, III, IV, V, VII, IX do CPC –

 “art. 12 –

III – Massa Falida – Serve para designar a situação jurídica em que se coloca o negócio ou o estabelecimento comercial, em virtude da declaração de falência 
de seu proprietário, firma ou comerciante.

IV – Herança Jacente e Vacante – (herança sem dono) é entendida a herança que não se apresentam herdeiros do “de cujus”, por não os ter deixado ou por não 
os ter capazes para sucede-lo como, mesmo, quando livres, por não terem aceito.

V – Espólio – é a soma da totalidade dos bens deixados por uma pessoa, após sua morte.

VII- A sociedade sem personalidade jurídica – falta um dos elementos para tal.

IX – o condomínio. 

Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização 
ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo.

As pessoas jurídicas de direito público interno são civilmente responsáveis por atos dos seus agentes que nessa qualidade causem danos a terceiros, ressalvado direito 
regressivo contra os causadores do dano, se houver, por parte destes, culpa ou dolo.

Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade, ou pela confusão patrimonial, pode o juiz decidir, a requerimento da parte, ou do 
Ministério Público quando lhe couber intervir no processo, que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos 
administradores ou sócios da pessoa jurídica.

A pessoa jurídica tem o seu fim através da dissolução, deliberada entre seus membros, ou quando é cassada a autorização para seu funcionamento, porém subsiste até a 
conclusão da liquidação. Concluída a liquidação, será cancelada a inscrição da pessoa jurídica. Ainda poderá ter seu fim por determinação legal ou por ato do governo. 

DOMICÍLIO DA PESSOA JURÍDICA

 

As regras sobre o domicílio das pessoas jurídicas concentraram-se num mesmo dispositivo legal , bordejando as pessoas jurídicas de direito público interno e as pessoas 
jurídicas de direito privado. 

Como na expressão domicílio subtende-se a idéia de residência, com ânimo definitivo, jaz inapropriada a sua extensão às pessoas jurídicas, o que, porém e no fundo, 
ocorre apenas como mais uma criação ficcional do legislador. 

Diz-se, sem receio de equívoco, que ao legislador cabia articular e engenhar sistema normativo mais esmerado e expressão mais adequada para, com precisão, alcançar 
melhor a disciplina sobre o chamado domicílio das pessoas jurídicas. 

Na realidade, o novo texto pouco ou nada remoçou o instituto do domicílio das pessoas jurídicas, haja vista que foi reproduzido sem inovação de relevo algum. 

Com as considerações acima expendidas, retoma-se o tema, salientando que as pessoas jurídicas, malgrado a sua realidade incorpórea, reclamam a identificação do 
núcleo ou do centro em que ocorrem as relações jurídicas a partir do qual se desenvolvem as atividades que lhe são próprias, em conformidade com a sua natureza. 

Sob esse influxo, o Código Civil fixou, peremptoriamente, o domicílio das pessoas jurídicas, quer de direito público quer privado, de caráter interno ou externo. 

Domicílio da pessoa jurídica de direito público interno - Em relação às pessoas jurídicas de direito público interno, limitou-se o Código Civil a ativar a regra consagrada 
na legislação anterior, acrescentando, apenas, que o domicílio dos Territórios são as respectivas capitais, disposição inexistente anteriormente à falta, então, de sua 
personificação. Com efeito, diz o Código que o domicílio: 

a) da União é o Distrito Federal; 

b) dos Estados e Territórios, as respectivas capitais; e

c) dos Municípios, o lugar onde funcione a administração municipal. Releva advertir que as autarquias e as demais entidades de caráter público criadas por lei foram 
enquadradas na categoria genérica das chamadas demais pessoas jurídicas de que cuida o Código Civil , a cujo regime jurídico equiparam-se para efeito de domicílio.

Domicílio das demais pessoas jurídicas - À exceção da União, dos Estados, dos Territórios e dos Municípios, as pessoas jurídicas, de direito público interno ou de 
direito privado, têm como domicílio: 

a) o lugar onde funcionarem as respectivas diretorias e administrações; ou

b) o lugar designado no estatuto ou contrato social ou ato constitutivo.

Na definição certeira do domicílio, examina-se, em primeiro diagnóstico, a disposição legal encartada nos atos legais da pessoa jurídica.