Sociologia J. - Anotação (22)
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Sociologia J. - Anotação (22)


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seguindo a regra de que o acessório segue o principal (aluvião própria "terra vem"). As partes 
descobertas pelo afastamento das águas dormentes, como lagos e tanques, são chamadas de aluvião 
imprópria ("água vai"). 
b) Avulsão (art. 1.251 do nCC) - repentino deslocamento de uma porção de terra "avulsa", por força natural 
violenta, desprendendo de um prédio e juntando-se a outro. 
c) Ilhas formadas por força natural (art. 1.249 do nCC) - acúmulo paulatino de areia, cascalho e materiais 
levados pela correnteza, ou de rebaixamento de águas, deixando a descoberto e a seco uma parte do fundo 
ou do leito. Interessam ao direito civil somente ilhas formadas em rios não navegáveis ou particulares, por 
pertencerem ao domínio particular, conforme prevê o Código de Águas. Conforme o Código Civil, para se 
saber a quem pertence a ilha, traça-se uma linha mediana e imaginária no leito do rio dividindo-o em duas 
partes. Até o meio do leito, a ilha pertence ao proprietário fronteiro da margem esquerda e a outra metade 
ao proprietário da margem direita. 
d) Álveo abandonado (art. 1.252 do nCC) - o álveo é o leito do rio; secando ou desviando por um fenômeno 
natural, tem-se o abandono de álveo. Em casos tais, dá-se a mesma solução da formação de ilhas, 
"entendendo-se que os prédios marginais se estendem até o meio do rio". 
e) Acessões artificiais, físicas ou industriais - As plantações e as construções (arts. 1.254 a 1.259 do nCC) 
derivam de um comportamento ativo do homem, possuindo caráter oneroso e se submetendo à regra de que 
tudo aquilo que se incorpora ao bem em razão de uma ação qualquer, cai sob o domínio de seu proprietário 
(presunção "juris tantum" do art. 1.253 nCC). 
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
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"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
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4. 2. DA USUCAPIÃO
A usucapião constitui uma situação de aquisição do domínio pela posse prolongada, permitindo que uma 
determinada situação de fato alongada por um certo intervalo de tempo previsto em lei, se transforme em 
uma situação jurídica: a aquisição da propriedade de forma derivada. A posse deverá ser exercida com 
"animus domini", bem como com as seguintes características, devidamente comentadas: 
- Posse mansa e pacífica: exercida sem contestação de quem tenha legítimo interesse. 
- Posse contínua: sem intervalos, porém, admitindo sucessão. 
- Posse justa: sem os vícios da violência, clandestinidade ou precariedade. 
Cinco são as modalidades de usucapião de imóvel admitidas no direito privado brasileiro, com os requisitos 
listados de forma esquematizada: 
A) USUCAPIÃO EXTRAORDINÁRIA (ART. 1.238 do nCC).
- Posse pacífica, ininterrupta, com "animus domini" e sem oposição por 15 anos.
- O prazo cai para 10 anos se o possuidor houver estabelecido no imóvel sua moradia habitual ou houver 
realizado obras ou serviços de caráter produtivo ("posse trabalho").
- Não é necessário provar boa-fé ou justo título, havendo uma presunção absoluta ("iure et de iure"), da 
presença desses elementos. 
B) USUCAPIÃO ORDINÁRIA (ART. 1.242 do nCC).
- Posse mansa, pacífica e ininterrupta com "animus domini" por 10 anos.
- O prazo cai para 5 anos se o imóvel houver sido adquirido, onerosamente, com base no registro constante 
do respectivo cartório, cancelada posteriormente, desde que os possuidores nele tiverem estabelecido a sua 
moradia, ou realizado investimentos de interesse social e econômico ("posse trabalho").
- Justo título, ainda que contenha alguma irregularidade. 
- Boa-fé, consubstanciada na ignorância dos defeitos no título ou na crença de que a coisa realmente lhe 
pertence.
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C) USUCAPIÃO CONSTITUCIONAL, ESPECIAL RURAL ou "pro labore" (arts. 191 CF/88 e 1.239 do nCC): 
- Área não superior a 50 hectares (50 h.a), localizada na zona rural. 
- Posse de 5 anos ininterruptos, sem oposição, com "animus domini".
- Utilização do imóvel para subsistência (trabalho) agricultura, pecuária, extrativismo ou atividade similar. 
- Quem adquire por usucapião não pode ser proprietário de outro imóvel - rural ou urbano.
- A pessoa ou família deve tornar produtiva por força de seu trabalho ou de sua família.
D) USUCAPIÃO CONSTITUCIONAL, ESPECIAL URBANA, "pro moradia" ou "pro misero" (arts. 183 CF/88 
e 1.240 do nCC):
- Área urbana não superior a 250 m2. 
- Posse de 5 anos ininterruptos, sem oposição, com "animus domini".
- O imóvel deve ser utilizado para a sua moradia ou de sua família (art. 6º CF/88). 
- Aquele que adquire o bem não pode ser proprietário de outro imóvel - rural ou urbano
E) USUCAPIÃO COLETIVA (art. 10 do Estatuto da Cidade Lei nº 10.257/01). 
- Extensa área urbana, havendo limitação mínima de 250m2. 
- Posse de 5 anos ininterruptos, sem oposição, com "animus domini".
- Existência no local de famílias de baixa renda, utilizando o imóvel para moradia. 
- Ausência de possibilidade de identificação da área de cada possuidor.
- Aquele que adquire não ser proprietário de outro imóvel rural ou urbano. 
- Há ainda a possibilidade de instituição de um condomínio especial e indivisível, não passível de extinção 
4. 3. SUCESSÃO OU DIREITO HEREDITÁRIO. 
O direito hereditário ou sucessão é a forma de transmissão derivada da propriedade que se dá por ato 
"mortis causa" em que o herdeiro legítimo ou testamentário ocupa o lugar do "de cujus" em todos os seus 
direitos e obrigações. 
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
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4. 4. REGISTRO DO TÍTULO AQUISITIVO. 
Como é notório, os contratos constitutivos ou translativos de direitos reais sobre imóveis devem ser feitos por 
escritura pública, se o imóvel tiver valor superior a trinta salários mínimos (art. 108 do nCC). A escritura 
pública é lavrada no Cartório de Títulos e Documentos (CTD) de qualquer local do País. 
Mas os contratos criam apenas direitos e deveres com natureza obrigacional, não ocorrendo com esses a 
transmissão da propriedade em si. A transmissão da propriedade imóvel só se opera com o registro da 
transferência, realizada no Cartório de Registro de Imóveis (CRI) do local de situação do bem. 
Usucapião 
de 
imóvel
Coletiva
(Estatuto da Cidade
Lei 10252/01) 
Constitucional ou 
especial urbana
pro moradia ou
promisero 
(NCC + CF/88
Constitucional ou