CCJ0006-WL-PA-11-Direito Civil I-Antigo-15844
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Nome do livro: O Direito Civil à luz do Novo Código - ISBN: EAN-13:  9788530926663 
Nome do autor: COSTA, Dilvanir José. 
Editora: Rio de Janeiro: Forense 
Ano: 2009. 
Edição: 3a 
Nome do capítulo: Parte Geral - Inovações do novo Código - dos Fatos Jurídicos 
N. de páginas do capítulo: 5 
Aplicação Prática Teórica 
Os conhecimentos apreendidos serão de fundamental importância para a re\ufb02exão teórica envolvendo a compreensão necessária de que o direito, para ser entendido e estudado 
enquanto fenômeno cultural e humano, precisa ser tomado enquanto sistema disciplinador de relações de poder, a par\u19fr da metodologia u\u19flizada em sala com a aplicação dos 
casos concretos, a saber: 
  
CASO CONCRETO 1 
Ana Elisa empresta R$ 15.000,00 (quinze mil reais) a seu amigo, Luiz Gustavo. No vencimento da obrigação, Luiz Gustavo não paga o emprés\u19fmo. Ana Elisa, dispondo de \u1a1tulo execu\u19fvo, 
ingressa com a ação de execução. Nenhum bem de Luiz Gustavo é encontrado para ser penhorado. Ana Elisa, porém, descobre que Luiz Gustavo, após vencido o débito, havia vendido 
para seu irmão Otacílio o único imóvel de que era \u19ftular, mais precisamente, uma sala comercial avaliada em R$ 95.000,00 (noventa e cinco mil reais). 
  
Pergunta-se: 
  
1) É válida a venda entre Luiz Gustavo e Otacílio? 
2) A situação seria diferente caso, ao invés de venda, \u19fvesse havido uma doação? 
3) Que providências devem ser tomadas por Ana Elisa, caso ela queira reaver o dinheiro emprestado? 
  
  
CASO CONCRETO 2 
Em ação anulatória de negócio jurídico ajuizada por Berenice em face de Cláudia, alega a autora que celebrou contrato preliminar de promessa de compra e venda com a ré, 
atribuindo a uma luxuosíssima mansão preço vil, o que só constatou posteriormente. Neste sen\u19fdo, pretende a autora a anulação invocando ter ocorrido a \ufb01gura da lesão. Por outro 
lado, em contestação, a ré sustenta que a autora é pessoa culta, que inclusive se quali\ufb01cou como comerciante no instrumento do contrato. Logo, não poderia alegar que desconhecia 
o valor de seu próprio imóvel, devendo prevalecer o negócio celebrado. 
  
Pergunta-se: 
  
a) Se \ufb01casse comprovado nos autos que o valor do bem estava próximo ao valor de mercado poderia se considerar a existência da \ufb01gura da lesão? Jus\u19f\ufb01que. 
  
b) O argumento da ré quanto às condições pessoais da autora é per\u19fnente para o estudo da \ufb01gura da lesão? Jus\u19f\ufb01que. 
  
  
  
CASO CONCRETO 3 
Carla sofre acidente, vindo a necessitar urgentemente de socorro médico. Um médico que estava na cidade a socorre e a interna em uma pequena clínica, que exige o pagamento de 
um exorbitante valor de trezentos mil reais. No dia seguinte, Cláudio, marido de Carla, após pagar o valor, consulta seu advogado para saber se tal negócio pode ser anulado. Com 
fundamentos legais, responda à consulta do cliente. 
  
QUESTÕES OBJETIVAS 
1)Na regulamentação dos defeitos do negócio jurídico, signi\ufb01ca\u19fvas foram as alterações introduzidas pelo Novo Código Civil. Leia com ATENÇÃO as proposições abaixo.  
I) O erro não prejudica a validade do negócio jurídico quando a pessoa, a quem a manifestação de vontade se dirige,  oferecer -se para executá -la na conformidade da vontade real 
do manifestante. 
II) Configura-se a lesão quando alguém, premido da necessidade de salvar -se, ou a pessoa de sua família, de grave dano conhecido pela outra parte, assume obrigação 
excessivamente onerosa. 
III) Subsis\u19frá o negócio jurídico se a coação decorrer de terceiro, sem que a parte a que aproveite dela \u19fvesse ou devesse ter conhecimento, mas o autor da coação responderá por 
todas as perdas e danos que houver causado ao coacto. 
IV) No negócio jurídico viciado por lesão, não se decretará a anulação do negócio, se for oferecido suplemento su\ufb01ciente, ou se a parte favorecida concordar com a redução do 
proveito. 
  
Marque a alternativa CORRETA. 
  
(A) As proposições I, III e IV são verdadeiras.  
(B) Todas as proposições são verdadeiras.  
(C) As proposições I, II e IV são verdadeiras.  
(D) As proposições I, II e III são verdadeiras.  
(E) Todas as proposições são falsas.  
  
2)Em relação  ao  estado   de   perigo,   considerando   o novo Código Civil e as seguintes asser\u19fvas: 
I  -   Está  disposto na  categoria de causa  de   anulabilidade  do negócio jurídico.  
II -   Em   seu   substrato não está a   \ufb01cção de   igualdade das  partes, de modo que a regra   tem relevância na tutela do contratante fraco.  
III -  É  indiferente   que   a  parte  beneficiada   saiba   que   a  obrigação foi assumida pela parte contrária para que esta se salve de grave  dano. 
IV -  Não  pode   o  juiz  considerar   circunstâncias   favoráveis   para  o efeito  de estender a regra para pessoa não integrante da família do declarante.  
V -   Confunde -se com o instituto da  lesão,   pois como ocorre   nesta úl\u19fma,  considera -se, além da premente necessidade econômica, a inexperiência de   quem se obriga a contratar, 
circunstâncias determinantes das   prestações avençadas de  maneira manifestamente   desproporcional. 
  
Assinale a alternativa correta: 
  
(A)         Somente as asser\u19fvas I, II estão corretas. 
(B)          Somente as asser\u19fvas II, III e IV estão corretas. 
(C)          Somente as assertivas I, II, III, e IV  estão corretas. 
(D)         Somente as asser\u19fvas III e V estão corretas. 
(E)          Somente as asser\u19fvas IV e V estão corretas. 
Plano de Aula: 11 - DIREITO CIVIL I
DIREITO CIVIL I 
Estácio de Sá Página 2 / 4
Título 
11 - DIREITO CIVIL I 
Número de Aulas por Semana 
 
Número de Semana de Aula 
11 
Tema 
DEFEITOS NOS NEGÓCIOS JURÍDICOS (CONT.) 
Objetivos 
Ÿ         Introduzir os conceitos dos  defeitos nos negócios jurídicos incorporados no atual Código Civil. 
Ÿ         Compreender a noção de estado de perigo. 
Ÿ         Apresentar as posições doutrinárias acerca do estado de necessidade nos negócios jurídicos. 
Ÿ         Conceituar as espécies de negócios usurários existentes. 
Ÿ         Dis\u19fnguir os casos de fraude contra credores e sua norma\u19fzação. 
Reconhecer os requisitos, efeitos e diferenças entre \ufb01guras jurídicas semelhantes. 
Estrutura do Conteúdo 
1 - DEFEITOS NOS NEGÓCIOS JURÍDICOS 
1.1 Conceito legal de estado de perigo; 
1.2 O estado de necessidade no âmbito dos negócios jurídicos; 
1.3 Negócios usurários; 
1.3 Lesão; 
1.4 Fraude contra credores; 
1.4.1 Credor quirografário; 
1.4.2 Ação pauliana 
  
DOS DEFEITOS DO NEGÓCIO JURÍDICO  
NO NOVO CÓDIGO CIVIL: FRAUDE, ESTADO DE PERIGO E LESÃO (Continuação) 
  
Humberto Theodoro Júnior 
SUMÁRIO(cont.) 8. O estado de necessidade no âmbito dos negócios jurídicos: anulabilidade ou rescindibilidade? 9. Conceito legal de estado de 
perigo. 10. Negócios usurários. 11. Esboço histórico da lesão no direito brasileiro. 12. Conceito de lesão como vício de consentimento. 
 8. O estado de necessidade no âmbito dos negócios jurídicos: anulabilidade ou rescindibilidade? 
                               Como defeitos do negócio jurídico o Código atual acrescenta duas figuras novas: o estado de perigo e a lesão, que correspondem às hipóteses do 
Código italiano de desequilíbrio econômico do contrato, ali apelidadas de stato di pericolo e stato di bisogno#. 
                               Em todas elas, não há propriamente erro da vítima no declarar a vontade negocial, o que se passa é o quadro de perigo enfrentado no momento do 
aperfeiçoamento do negócio que coloca a pessoa numa contingência de necessidade premente de certo bem ou valor e, para obtê-lo, acaba ajustando preços e condições 
desequilibradas. O contrato, em tais circunstâncias, se torna iníquo, porque uma das partes se aproveita da conjuntura adversa para extrair vantagens injustas à custa da 
necessidade da outra. 
                               No estado de perigo, o que determina a submissão da vítima ao negócio iníquo é o risco pessoal (perigo de vida ou de grave dano à saúde ou à 
integridade física de uma pessoa). Na lesão (ou estado de necessidade), o risco provém da iminência