AV1 MATÉRIA DE AULA CONST. II
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AV1 MATÉRIA DE AULA CONST. II


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Nacional
Medidas
§ 1º - O decreto que instituir o estado de defesa determinará o tempo de sua duração, especificará as áreas a serem abrangidas (não é para todo o território nacional) e indicará, nos termos e limites da lei, as medidas coercitivas a vigorarem, dentre as seguintes: OBS.: que são taxativas:
I - restrições aos direitos de:   
a) reunião, ainda que exercida no seio das associações (OBS.: o art. 5º diz que o estado não intervirá nas associações);  b) sigilo de correspondência; c) sigilo de comunicação telegráfica e telefônica;   OBS.: sempre com ponderação de interesses, sem aniquilação.
II - ocupação e uso temporário de bens e serviços públicos, na hipótese de calamidade pública, respondendo a União pelos danos e custos decorrentes. União pode se necessário usar, também, bens privados \u2013 pelo princípio da necessidade.
§ 3º - Na vigência do estado de defesa:   
I - a prisão por crime contra o Estado, determinada pelo executor da medida, será por este comunicada imediatamente ao juiz competente, que a relaxará, se não for legal, facultado ao preso requerer exame de corpo de delito à autoridade policial;   
II - a comunicação será acompanhada de declaração, pela autoridade, do estado físico e mental do detido no momento de sua autuação;   
III - a prisão ou detenção de qualquer pessoa não poderá ser superior a dez dias, salvo quando autorizada pelo Poder Judiciário;   
IV - é vedada a incomunicabilidade do preso. 
Controle exercido pelo Congresso Nacional OBS.: por decreto poderá, também, sustar
Controle político imediato:
§ 4º - Decretado o estado de defesa ou sua prorrogação, o Presidente da República, dentro de vinte e quatro horas, submeterá o ato com a respectiva justificação ao Congresso Nacional, que decidirá por maioria absoluta. 
§ 7º - Rejeitado o decreto, cessa imediatamente o estado de defesa. 
Controle político concomitante:
	Art. 140. A Mesa do Congresso Nacional, ouvidos os líderes partidários, designará Comissão composta de cinco de seus membros para acompanhar e fiscalizar (OBS.: também na prorrogação) a execução das medidas referentes ao estado de defesa e ao estado de sítio. Por maioria absoluta ( metade mais um da totalidade dos congressistas das 2 casas )
Controle político sucessivo: (posterior)
Art. 141. Cessado o estado de defesa ou o estado de sítio, cessarão também seus efeitos, sem prejuízo da responsabilidade pelos ilícitos cometidos por seus executores ou agentes.
	Parágrafo único. Logo que cesse o estado de defesa ou o estado de sítio, as medidas aplicadas em sua vigência serão relatadas pelo Presidente da República, em mensagem ao Congresso Nacional, com especificação e justificação das providências adotadas, com relação nominal dos atingidos e indicação das restrições aplicadas. 
Controle jurisdicional \u2013 vide art. 85 CF
Controle jurisdicional concomitante:
§ 3º - Na vigência do estado de defesa:   
I - a prisão por crime contra o Estado, determinada pelo executor da medida, será por este comunicada imediatamente ao juiz competente, que a relaxará, se não for legal, facultado ao preso requerer exame de corpo de delito à autoridade policial; 
Controle jurisdicional sucessivo: (posterior)
	Art. 141. Cessado o estado de defesa ou o estado de sítio, cessarão também seus efeitos, sem prejuízo da responsabilidade pelos ilícitos cometidos por seus executores ou agentes. 
Estado de Sítio - para situações mais graves
O Estado de sítio corresponde a suspensão temporária e localizada de garantias constitucionais, apresentando maior gravidade do que o Estado de defesa. 
Hipóteses de decretação
Art. 137. O Presidente da República pode, ouvidos o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, solicitar ao Congresso Nacional autorização para decretar o estado de sítio nos casos de:   
I - comoção grave de repercussão nacional ou ocorrência de fatos que comprovem a ineficácia de medida tomada durante o estado de defesa;   temporalidade: 30 dias + prorrogação indefinida a cada 30 dias.
II - declaração de estado de guerra ou resposta a agressão armada estrangeira.  temporalidade: 30 dias + prorrogação indefinida. 
OBS.: em razão da gravidade, o PresRep. não pode decretar, ele antes solicita permissão.
Procedimento
Competência do Presidente da República.
Prévia oitiva dos Conselhos da República e Defesa Nacional.
Autorização do Congresso Nacional (maioria absoluta dos seus membros)
Por decreto \u2013 espécie normativa
Indicação de sua duração.
Indicação das normas necessárias a sua execução.
Indicação das garantias constitucionais que ficarão suspensas.
Designação do executor das medidas específicas.
Áreas abrangidas. \u2013 cada caso é analisado
Art. 138. O decreto do estado de sítio indicará sua duração, as normas necessárias a sua execução e as garantias constitucionais que ficarão suspensas, e, depois de publicado, o Presidente da República designará o executor das medidas específicas e as áreas abrangidas. 
Duração
30 dias (pode ser prorrogado sucessivamente, sem limites, com prorrogação não superior a 30 dias) - Art. 137. O Presidente da República pode, ouvidos o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, solicitar ao Congresso Nacional autorização para decretar o estado de sítio nos casos de:   
I - comoção grave de repercussão nacional ou ocorrência de fatos que comprovem a ineficácia de medida tomada durante o estado de defesa;
Enquanto perdurar \u2013 indefinidamente - II - declaração de estado de guerra ou resposta a agressão armada estrangeira.
Medidas coercitivas \u2013 Art. 137, inciso I, CF/88
Art. 139. Na vigência do estado de sítio decretado com fundamento no art. 137, I, só poderão ( diferente do estado de guerra) ser tomadas contra as pessoas as seguintes medidas:   
I - obrigação de permanência em localidade determinada;   
II - detenção em edifício não destinado a acusados ou condenados por crimes comuns;   
III - restrições relativas à inviolabilidade da correspondência, ao sigilo das comunicações, à prestação de informações e à liberdade de imprensa, radiodifusão e televisão, na forma da lei; (norma de eficácia contida \u2013 já existe a lei)  
IV - suspensão da liberdade de reunião;   
V - busca e apreensão em domicílio;   
VI - intervenção nas empresas de serviços públicos;   
VII - requisição de bens. 
Medidas coercitivas \u2013 Art. 137, inciso II, CF/88 \u2013 observados os princípios da necessidade, da ponderação, da proporcionalidade
Em tese, qualquer medida restritiva de direitos poderá com suspensão de direitos poderá ser tomada, desde que:
a) tenham sido observados os princípios da necessidade e da temporariedade;
b) Tenha havido prévia autorização por parte do Congresso Nacional;
c) Tenha sido indicado no decreto a sua duração, as normas necessárias a sua execução e as garantias constitucionais que ficarão suspensas.
Controle político congressual
Controle político prévio: 
	Art. 137. O Presidente da República pode, ouvidos o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, solicitar ao Congresso Nacional autorização para decretar o estado de sítio nos casos de: 
	Art. 138 (...)
	§ 3º - O Congresso Nacional permanecerá em funcionamento até o término das medidas coercitivas. 
Controle político concomitante:
	Art. 140. A Mesa do Congresso Nacional, ouvidos os líderes partidários, designará Comissão composta de cinco de seus membros para acompanhar e fiscalizar a execução das medidas referentes ao estado de defesa e ao estado de sítio. 
Controle político sucessivo - posterior:
	Art. 141. Cessado o estado de defesa ou o estado de sítio, cessarão também seus efeitos, sem prejuízo da responsabilidade pelos ilícitos cometidos por seus executores ou agentes. 
Controle jurisdicional
Controle jurisdicional concomitante;
	Qualquer lesão ou ameaça a direito, abuso ou excesso de poder durante a execução do estado de sitio poderão ser apreciados pelo Poder Judiciário.
Controle jurisdicional sucessivo;
Dandara
Dandara fez um comentário
Edilene, você tem esse resumo da AV2? Porque na minha AV1 vai cair Forças Armadas e Segurança Pública.
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