AV1 MATÉRIA DE AULA CONST. II
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AV1 MATÉRIA DE AULA CONST. II


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dotado de autonomia política. A união não é soberana. Soberano é a república federativa do Brasil. A união é soberana quando representa o estado federal em certas situações.
Na atribuição constante do art. 21, I, CF \u2013 a união representa o estado.
Autonomia = tríplice capacidade: a) auto organização e normativa própria, b) auto governo e c) auto administração
Poder constituinte originário orientou o estado membro a não repetir a constituição.
A federação é assimétrica \u2013 pois temos várias realidades. É dada uma margem de liberdade para que os estados atendam às suas peculiaridades.
O princípio da simetria é para as normas de reprodução obrigatória.
Matérias exclusivas do presidente, do governador.
Art. 25 CF \u2013 os princípios sensíveis como separação dos poderes. 
Normatização própria \u2013 assembléia estadual
VER \u2013 EMENDA NO SIA \u2013 ministro Celso de Melo \u2013 sobre a auto organização \u2013 ADIn
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS SENSÍVEIS
São assim denominados pois a sua inobservância pelos Estados-membros no exercício de suas competências legislativas, administrativas ou tributárias, pode acarretar a sanção politicamente mais grave existente em um Estado Federal, a intervenção na autonomia política. (Art. 34, inc. VII, da CRFB/88)
PRINCÍPIOS FEDERAIS SENSÍVEIS
São as normas centrais comuns à União, estados, Distrito Federal e municípios, portanto, de observância obrigatória no poder de organização do Estado. Ex. Arts. 1o. I a V; 3o., Ia IV; 4o. I a X; 2o.; 5o.; 6o a 11; 93, I a XI; 95, I, II e III.
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS ESTABELECIDOS
Consistem em determinadas normas que se encontram espalhadas pelo texto da constituição, e, além de organizarem a própria federação , estabelecem preceitos centrais de observância obrigatória aos Estados-membros em sua auto-organização.
Normas de competência: Arts. 23; 24; 25 CF
Normas de preordenação: Arts. 27; 28; 37 CF
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS SENSÍVEIS \u2013 art. 34, VII, CF:
a forma republicana \u2013 mas com o plebiscito a monarquia poderia ter sido a forma de governo.
Direitos da pessoa humana.
Municípios foram alçados a autônomos. A questão do petróleo \u2013 estado não pode reter os recurso, pois pode afrontar a autonomia do município.
PRINCÍPIOS FEDERAIS EXTENSÍVEIS
Normas comuns à união, estados e municípios \u2013 de observância obrigatória \u2013 quanto ao poder de organização \u2013 art. 1º ao 5º CF. art. 3º CF \u2013 objetivos. At. 4º CF \u2013 princípios. Art. 6º e 14 CF.
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS ESTABELECIDOS \u2013 para organizar a própria federação \u2013 art. 23, 24, 25, 27, 28 e 37 CF.
AUTOGOVERNO
O autogoverno caracteriza-se pelo fato de ser o próprio povo de Estado quem escolhe diretamente seus representantes nos Poderes Legislativos e Executivos locais, sem que haja qualquer vínculo de subordinação ou tutela por parte da União.
A CF prevê expressamente a existência dos Poderes Legislativo (art. 27), Executivo (art. 28) e Judiciário (125), no âmbito dos estados.
AUTO-ADMINISTRAÇÃO
Complementando a tríplice capacidade asseguradora da autonomia dos entes federados, os Estados-membros se auto-administram no exercício de suas competências administrativas, legislativas e tributárias definidas constitucionalmente. 
- AUTO GOVERNO \u2013 escolha de seus representantes: executivo e legislativo, sem interferência da união.
 - AUTO ADMINISTRAÇÃO \u2013 no exercício de suas competências, definidas constitucionalmente no âmbito legislativo e executivo.
OBS.: a partir da CF de 1988, os municípios passam a ter a tríplice capacidade. A federação brasileira é sui generis pois possue 3 níveis, diferente da tradicional de 2 níveis. Os municípios e DF não tem constituição e sim lei orgânica. Os territórios jamais constituíram entes federativos, não tinham a tríplice capacidade, se apresentavam como uma autarquia, não são dotados de autonomia. Atualmente não os temos.
Brasília não é um ente federativo é Distrito Federal.
A União é dotada de capacidade de auto organização/normatização própria, auto governo e auto administração portanto ela é dotada de autonomia e não soberania. A autonomia traduz tríplice capacidade: auto organização, auto governo e auto administração.
Princípio da Simetria: existem normas de reprodução obrigatória. Ex. art. 61 e seguintes. Presidente ( Governador( Prefeito
Princípio constitucional sensível \u2013 de observância obrigatória. São normas comuns aos entes federados. Art. 34, VII. Se auto-administram no exercício do seu poder.
Nosso modelo de federação não é clássico (federal e estadual), nosso modelo é \u201csui generis\u201d pois temos o municipal. Os municípios são entes autônomos, mas não possuem uma Constituição e sim Lei Orgânica, assim como o Distrito Federal. 
Territórios: Não temos atualmente, mas podems ter novamente. Nunca foram entes federativos. São descentralizações administrativas da União, são autarquias. O governador é nomeado pelo Presidente República. 
Auto-governo \u2013 é caracterizado pelo fato de que o povo escolhe seus governantes.
MUNICÍPIOS
A Constituição Federal elevou o município ao status de ente indispensável ao nosso sistema federativo, integrando-o na organização político-administrativa e garantindo-lhe plena autonomia. (Arts. 1o.; 18; 29; 30 e 34, VII, CF/88)
AUTONOMIA MUNICIPAL
A autonomia municipal, da mesma forma que a dos Estados-membros, configura-se pela tríplice capacidade de auto-organização e normatização própria, autogoverno e auto-administração.
A auto-organização se dá através da Lei Orgânica Municipal, e leis municipais;
Autogoverna-se mediante a eleição direta de seu prefeito, Vice-prefeito e vereadores, sem qualquer ingerência dos Governos Federal e Estadual;
Auto-administra-se, no exercício de suas competências administrativas, tributárias e legislativas, conferidas pela Constituição Federal. 
Exercício
CASO 1 - Tema: Autonomia dos entes federativos 
	A Constituição do Estado do Amapá estabelece no caput do artigo 195, que o plano diretor, instrumento básico da política de desenvolvimento econômico e social e de expansão urbana, devidamente aprovado pela Câmara Municipal, deveria ser obrigatoriamente observado pelos municípios com mais de cinco mil habitantes. 	Sob o argumento de que o dispositivo da Constituição estadual seria inconstitucional, determinado prefeito de um município que se enquadrava na hipótese prevista no dispositivo da Constituição estadual, lhe formula consulta sobre a validade daquela norma, tudo sob o argumento de possível afronta à autonomia municipal assegurada pelo artigo 18 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.	Encontraria amparo constitucional a tese do prefeito, se observado o disposto no artigo 182, § 1º, da Constituição da República de 1988? O artigo 195 da Constituição do Estado do Amapá realmente afronta a autonomia municipal, que, inclusive, é princípio constitucional sensível, conforme previsão constante no inciso VII, alínea c, do artigo 34 da Constituição da República de 1988?
LEI ORGÂNICA MUNICIPAL
A Lei Orgânica organizará os órgãos da Administração, a relação entre os órgão do executivo e Legislativo, disciplinando a competência legislativa do município, observada as peculiaridades locais, bem como sua competência comum, disposta no art. 23, e sua competência suplementar, disposta no art. 30, II, da CF/88; além de estabelecer as regras do processo legislativo municipal e toda regulamentação orçamentária
DISTRITO FEDERAL
A Constituição assegura ao Distrito Federal a natureza de ente federativo autônomo, em virtude da tríplice capacidade de auto-organização, autogoverno e auto-administração (arts. 1o.; 18; 32; 34, da CF/88), vedando-lhe a possibilidade de subdividir-se em municípios.
O DF também se auto-governará por lei orgânica, e também reger-se-a pelas leis distritais, editadas no exercício de sua competência legiferante.
TERRITÓRIOS
Os Territórios integram a União, e sua criação, transformação em estado ou reintegração ao estado de origem serão reguladas
Dandara
Dandara fez um comentário
Edilene, você tem esse resumo da AV2? Porque na minha AV1 vai cair Forças Armadas e Segurança Pública.
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