AV1 MATÉRIA DE AULA CONST. II

AV1 MATÉRIA DE AULA CONST. II

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Competência residual ou remanescente não é taxativa. Não é da união e não é do Município, então é dos Estados.

CASO 2 - Tema: Repartição de competências
O Governador de determinado Estado da federação apresentou projeto de lei que tem por escopo limitar em R$ 3.00 (três reais) a cobrança de estacionamentos em shopping, independente do tempo de utilização pelos usuários dos espaços destinados à guarda dos veículos. O projeto converteu-se em lei. 	Indignada com a edição da lei, por achá-la inconstitucional, a Associação dos Administradores de Shopping, afora a medida judicial cabíveis no sentido de assegurar a livre estipulação de valores e cobrança, pela utilização dos espaços destinados à guarda de veículos nestes estabelecimentos comerciais, e o faz alicerçando sua tese na possível usurpação de competência pela lei estadual. Indaga-se:

Quais as matérias objeto da questão? Uso do direito de propriedade privada– art. 22 I CF/88
A quem caberia legislar sobre as matérias apontadas? União – art. 22 I CF/88
Não caberia delegação pois preço é específica.
Semana 3 - CASO 1 – Repartição de competências
A Lei 11.387/00, do Estado de Santa Catarina, isenta do pagamento de multas, nas hipóteses que menciona, os motoristas infratores da lei de trânsito. À luz do critério e da técnica empregados pelo legislador constituinte originário para partilhar as competências entre os entes da federação, podemos afirmar que referida a lei estadual se compatibiliza formalmente com a CRFB/88? Não, pois trânsito (CTB) é afeto à União – art. 22 CF
SEMANA 3

Intervenção - Sistema Constitucional das Crises

Introdução

Após a análise das normas que regem o Estado Federal, percebe-se que a regra é a autonomia dos entes federativos (União / Estados / Distrito Federal e municípios), caracterizada pela tríplice capacidade de auto-organização e normatização, auto-governo e auto-administração.

A intervenção consiste em medida excepcional de supressão temporária da autonomia de determinado ente federativo, fundada em hipóteses taxativamente previstas no texto constitucional, e que visa à unidade e preservação da soberania do Estado Federal e das autonomias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. A intervenção é do ente politicamente mais amplo para outro menos amplo.
INTERVENÇÃO – medida excepcional, pois a 1ª regra é autonomia. Ela é temporária, com a supressão da autonomia. Para alguns autores é uma pena política. Medida fundada nas hipóteses da constituição – não existe subjetividade. Visa a manutenção da autonomia. Quais os critérios a adotar? Não é tipificado, usar o princípio da proporcionalidade ou decretação vinculada – provocada não de ofício. Cabe ao procurador geral com origem no STF. Incisos VI e VII por decreto governamental. Passa por um controle político.
Art. 34 CF – intervenção da União nos Estados

Art. 35 CF – intervenção da União nos Territórios e dos Estados nos seus Municípios
Impossibilidade de Intervenção da União nos Municípios

União não poderá intervir diretamente nos municípios, salvo se existentes dentro de Território Federal (CF, art. 35, caput- OBS. território é descentralização administrativa da União – um autarquia). Como ressaltado pelo Supremo Tribunal Federal, "os Municípios situados no âmbito territorial dos Estados membros não se expõem à possibilidade constitucional de sofrerem intervenção decretada pela União Federal, eis que, relativamente aos entes municipais, a única pessoa política ativamente legitimada a neles intervir é o Estado-membro".

CASO 2 – Tema: Intervenção federal

Diante da total falência do sistema de saúde no Município do Rio de Janeiro, o Presidente da República editou Decreto declarando o estado de calamidade pública do setor hospitalar do Sistema Único de Saúde – SUS, e, dentre outras determinações, autoriza, nos termos do inciso XIII do art. 15 da Lei 8.080/90, a requisição, pelo Ministro da Saúde, dos bens, serviços e servidores afetos a hospitais do Município ou sob sua gestão. Indignado com a medida adotada pelo Governo Federal, o Prefeito do Rio de Janeiro manifestou-se argüindo a inconstitucionalidade da medida, o que faz com escopo na vedação constitucional que inibe a possibilidade de a União intervir no Município. Por outro lado, o Governo Federal aponta possível equívoco na posição do Governo local, sustentando que apenas se aplicou o disposto na Lei 8.080/90:

"Art. 15. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios exercerão, em seu âmbito administrativo, as seguintes atribuições:... XIII - para atendimento de necessidades coletivas, urgentes e transitórias, decorrentes de situações de perigo iminente, de calamidade pública ou de irrupção de epidemias, a autoridade competente da esfera administrativa correspondente poderá requisitar bens e serviços, tanto de pessoas naturais como de jurídicas, sendo-lhes assegurada justa indenização;“

	Diante do impasse, o Governo local impetrou Mandado de Segurança distribuído perante o Supremo Tribunal Federal. Com base na jurisprudência do STF, aponte as possíveis inconstitucionalidades encontradas no caso, que revestem de vício a intenção do governo federal. A Intervenção é ato privativo do Chefe do Poder Executivo
Esse ato extremado e excepcional de intervenção na autonomia política dos Estados-membros / Distrito Federal, pela União, somente poderá ser consubstanciado por decreto do Presidente da República (CF, art. 84, X); No caso da intervenção Municipal, pelos governadores de Estado. É, pois, ato privativo do Chefe do Poder Executivo. É um ato político discricionário (cabe ao chefe do executivo decidir), exclusivo – indelegável
CASO 1 – Tema: Intervenção federal

Diante do impasse quanto à criação de um Município em área disputada por Estados-membros, um deles decide incorporar a parte do território que cabia ao outro. Após tomar ciência do fato, o Presidente da República decide não lançar mão da extraordinária prerrogativa de decretar a intervenção federal (CRFB, art. 34, II), o que motiva o Governador do Estado prejudicado a impetrar mandado de Segurança no Supremo Tribunal Federal. Entende o chefe do Poder Executivo estadual que a abstenção presidencial quanto à concretização da intervenção aflige o vínculo federativo e a integridade do território nacional, o que autorizaria o Tribunal a ordenar a decretação da medida. A tese do Governador tem procedência? Em hipótese alguma, pois, de acordo com o art. 34, II, CF/88 – esse é um poder discricionário do Presidente da República. OBS.: no art. 102, I,f CF/88 – temos a competência do STF.
Requisitos da Intervenção:
uma das hipóteses taxativamente descritas na Constituição Federal (CF, art. 34 - Intervenção Federal; CF, art. 35 - Intervenção Estadual), pois constitui uma excepcionalidade no Estado Federal;

intervenção do ente político mais amplo, no ente político, imediatamente menos amplo (União nos Estados e Distrito Federal; Estados nos municípios);

ato político - decretação exclusiva - de forma discricionária ou vinculada dependendo da hipótese - do Chefe do Poder Executivo Federal (Presidente da República - intervenção federal; governador de Estado - intervenção municipal), a quem caberá, igualmente, a execução das medidas interventivas.

Informe Jurisprudencial
Conforme salientado pelo Ministro Celso de Mello, "o mecanismo de intervenção constitui instrumento essencial à viabilização do próprio sistema federativo, e, não obstante o caráter excepcional de sua utilização - necessariamente limitada às hipóteses taxativamente definidas na Carta política -, mostra-se impregnado de múltiplas funções de ordem político-jurídica, destinadas (a) a tornar efetiva a intangibilidade do vínculo federativo;

(b) a fazer respeitar a integridade territorial das unidades federadas; (c) a promover a unidade do Estado Federal e (d) a preservar a incolumidade dos princípios fundamentais proclamados pela Constituição da República" (STF – Intervenção Federal n.° 591-9/BA - Rel. Ministro-Presidente
Dandara Marques fez um comentário
  • Edilene, você tem esse resumo da AV2? Porque na minha AV1 vai cair Forças Armadas e Segurança Pública.
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