AV1 MATÉRIA DE AULA CONST. II

AV1 MATÉRIA DE AULA CONST. II

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Celso de Mello, Diário da Justiça, Seção I, 16 set. 1998, p. 42).

Intervenção Federal - Quadro Geral

Espontânea – ato discricionário (sim ou não) do chefe do executivo que analisa de ofício, sem provocação.
Defesa da unidade nacional, CF, art. 34, I e II,

Defesa da ordem pública, CF, art. 34, III. OBS.: no complexo do Alemão é colaboração, não é uma intervenção.
Defesa das finanças públicas, CF, art. 34, V

Provocada – também, discricionário
Por solicitação – (governo solicita) defesa dos Poderes Executivo ou Legislativo locais, CF, art. 34, IV. OBS.: a solicitação pode ser do presidente da assembléia legislativa, quando, por exemplo, o governador inviabiliza o funcionamento da câmera.
Por requisição – não é discricionário do Presidente da República. É por decretação. E é utilizado quando não há outros meios. Tramitação, por exemplo: por provocação o TJ vai ao STF ( único com poder discricionário)- em caso de sim – requerimento ao PresRep.
STF (CF, art. 34, IV – Poder Judiciário)

STF, STJ ou TSE (CF, art. 34, VI – ordem ou decisão judicial) – vide art. 36, I CF/88
STJ (CF, art. 34, VI – execução de lei federal) - vide art. 36, III CF/88 – recusa à execução de lei federal
STF (CF, art. 34, VII) - vide art. 36, III CF/88
Hipóteses

A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para:

I - manter a integridade nacional;

II - repelir invasão estrangeira ou de uma unidade da Federação em outra;

III - pôr termo a grave comprometimento da ordem pública;

IV - garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação;

V - reorganizar as finanças da unidade da Federação que:

a) suspender o pagamento da dívida fundada por mais de dois anos consecutivos, salvo motivo de força maior;

b) deixar de entregar aos municípios receitas tributárias fixadas nesta constituição dentro dos prazos estabelecidos em lei;

VI - prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial

Princípios Constitucionais Sensíveis

VII - assegurar a observância dos seguintes princípios constitucionais:

a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático;

b) direitos da pessoa humana;

c) autonomia municipal;

d) prestação de contas da administração pública, direta e indireta;

e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde

Procedimento da Intervenção Federal
iniciativa;

 fase judicial (somente presente em duas das hipóteses de intervenção - CF, art. 34, VI e VII);

decreto interventivo;

controle político (não ocorrerá em duas das hipóteses de intervenção - CF, art. 34, VI e VII).

Iniciativa

A Constituição Federal, dependendo da hipótese prevista para a intervenção federal, indica quem poderá deflagrar o procedimento interventivo:

a. Presidente da República: nas hipóteses previstas nos incisos I, II, III, V ex officio poderá tomar a iniciativa de decretar a intervenção federal.

b. solicitação dos Poderes locais (CF, art. 34, IV): os Poderes Legislativo (Assembléia Legislativa ou Câmara Legislativa) e Executivo (Governador do Estado ou do Distrito Federal) locais solicitarão ao Presidente da República a decretação da intervenção no caso de estarem sofrendo coação no exercício de suas funções. O Poder Judiciário local, diferentemente, solicitará ao Supremo Tribunal Federal que, se entender ser o caso, requisitará a intervenção ao Presidente da República;

c. requisição do Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça ou do Tribunal Superior Eleitoral, na hipótese prevista no art. 34, VI, segunda parte, ou seja, desobediência a ordem ou decisão judiciária. Assim, o Superior Tribunal de Justiça e o Tribunal Superior Eleitoral poderão requisitar, diretamente ao Presidente da República a decretação da intervenção, quando a ordem ou decisão judiciária descumprida for sua mesma.

Ao Supremo Tribunal Federal, porém, além da hipótese de descumprimento de suas próprias decisões ou ordens judiciais, cabe-lhe, exclusivamente, a requisição de intervenção para assegurar a execução de decisões da Justiça Federal, Estadual, do Trabalho ou da Justiça Militar, ainda quando fundadas em direito infraconstitucional. A iniciativa deverá ser endereçada ao próprio Presidente da República.
Nota Importante

Observe-se que somente o Tribunal de Justiça local tem legitimidade para encaminhar ao Supremo Tribunal Federal o pedido de intervenção baseado em descumprimento de suas próprias decisões. Assim, a parte interessada na causa somente pode se dirigir ao Supremo Tribunal Federal, com pedido de intervenção federal, para prover a execução de decisão da própria Corte Maior.

Quando se tratar de decisão de Tribunal de Justiça, o requerimento de intervenção deve ser dirigido ao respectivo Presidente do Tribunal Local, a quem incumbe, se for o caso, encaminhá-lo ao Supremo Tribunal Federal, sempre de maneira fundamentada.

CASO 1 – Tema: Intervenção Federal e descumprimento de decisão judicial

Preocupado com a situação de um determinado Estado que, por várias vezes, deixou de cumprir decisões e ordens judiciais, o Presidente da República lhe questiona, na qualidade de Advogado-Geral da União, se seria necessário o ajuizamento de uma ação direta interventiva para decretar a intervenção federal. Como você responderia à consulta? E se a mesma consulta fosse formulada por um Governador de Estado, que pretendesse decretar a intervenção em um determinado Município?

d. Ação proposta pelo procurador-Geral da República nas hipóteses previstas no art. 34, inciso VI "início" e VII, respectivamente endereçada ao Superior Tribunal de Justiça (ação de executoriedade de lei federal) e ao Supremo Tribunal Federal (ação direta de inconstitucionalidade interventiva).

Fase Judicial
Essa fase apresenta-se somente nos dois casos previstos de iniciativa do Procurador-Geral da República (CF, art. 34, VI, "execução de lei federal" e VII), uma vez que se trata de ações endereçadas ao Superior Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal.

Nota Importante

Em ambos os casos os Tribunais Superiores, para o prosseguimento da medida de exceção, deverão julgar procedentes as ações propostas, encaminhando-se ao presidente da República, para os fins de decreto interventivo. Nessas hipóteses, a decretação da intervenção é vinculada, cabendo ao Presidente a mera formalização de uma decisão tomada por órgão judiciário.

Decreto Interventivo

A intervenção será formalizada através de decreto presidencial (CF, art. 84, X), que, uma vez publicado, tornar-se-á imediatamente eficaz, legitimando a prática dos demais atos conseqüentes à intervenção.

Amplitude, Prazo e Condições

O art. 36, § 1.°, determina que o decreto de intervenção especifique a amplitude, o prazo e as condições de execução e, se necessário for, afaste as autoridade locais e nomeie temporariamente um interventor, submetendo essa decisão à apreciação do Congresso Nacional no prazo de 24 horas.

Participação dos Conselhos da República e de Defesa Nacional

Nas hipóteses de intervenções espontâneas, em que o Presidente da República verifica a ocorrência de determinadas hipóteses constitucionais permissivas da intervenção federal (CF, art. 34, I, II, III, V), ouvirá os Conselhos da República (CF, art. 90, I) e o de Defesa Nacional (CF, art. 91, § 1.°, II), que opinarão a respeito. Após isso, poderá discricionariamente decretar a intervenção no Estado-membro.

O Interventor

O interventor nomeado pelo Decreto presidencial será considerado para todos os efeitos como servidor público federal, e a amplitude e executoriedade de suas funções dependerá dos limites estabelecidos no decreto interventivo.

Limites

A Constituição Federal não discriminou os meios e as providências possíveis de ser tomadas pelo Presidente da República, por meio do decreto interventivo, entendendo-se, porém, que esses
Dandara Marques fez um comentário
  • Edilene, você tem esse resumo da AV2? Porque na minha AV1 vai cair Forças Armadas e Segurança Pública.
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