fisioterapia_em_evidencia_3
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de aplicação limitar

parcialmente o movimento
de inversão e plantiflexão do
tornozelo.

Um estudo foi realizado
para analisar a influência da
bandagem funcional no tempo
de reação do músculo fibular
longo. Meurer et al. [22]
estudaram oito indivíduos
do sexo masculino, sem
histórico prévio de lesões
no tornozelo. A bandagem
funcional foi realizada com
esparadrapo não elástico, e
sua aplicação foi do tipo bota
fechada, sendo utilizada,
para realizar o teste, uma
plataforma com capacidade
de inclinação de 30º, com
o intuito de simular uma
entorse lateral do tornozelo,
e um eletromiógrafo; como
resultado, houve a diminuição
do tempo de reação do
músculo fibular longo com
a aplicação da bandagem,
representando uma diferença
estatisticamente significativa.

Portanto, sugere-se que a
profilaxia por bandagem
de esparadrapo pode estar
ligada também com o possível
efeito proprioceptivo que a
aderência do produto causa à
pele. Esta possível justificativa
para o efeito positivo do
esparadrapo como bandagem
funcional vai ao encontro da
conclusão tirada por Meurer
et al. [22], pois estes autores
acreditam que a bandagem
funcional possui efeito
positivo no que diz respeito
a um ganho proprioceptivo,
pois relatam que isso se
dá devido à ativação dos
receptores cutâneos pelo
íntimo contato do esparadrapo
aplicado à pele, fazendo
com que o sujeito, quando

submetido à bandagem,
possua melhor habilidade de
responder a súbitas mudanças
e instabilidades.

CONCLUSÃO

Conclui-se que a bandagem
funcional, por meio da
utilização de esparadrapo,
tem resultados profiláticos no
que diz respeito à prevenção
de lesões por entorse de
tornozelo em indivíduos sem
histórico de lesões recentes.

Sugerem-se novas pesquisas a
respeito do assunto, nas quais
se possam analisar diferentes
métodos de aplicação da
bandagem, bandagem de
outros materiais, pesquisa
com mais sujeitos e
comparação com mais grupos.

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Revista FISIOTERAPIA EM EVIDÊNCIA – abril 2011 33

Artigo - 3

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Análise da influência da
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34 Revista FISIOTERAPIA EM EVIDÊNCIA – abril 2011

Artigo - 4

Avaliação dos efeitos da cinesioterapia com
bola suíça na satisfação sexual das mulheres
Evaluation of the Effects of the Swiss Ball Cinesioterapia Sexual
Satisfaction in Women

Deise Camargo de Oliveira 1
Rafaela dos Anjos Lombardi 2
Káliber de Moraes 3
Cristiane Regina Gruber 4

1. Acadêmica de Fisioterapia da Faculdade
Dom Bosco
deise_camargo@yahoo.com.br
2. Acadêmica de Fisioterapia da Faculdade
Dom Bosco
rafa_dyanjus@hotmail.com
3. Acadêmica de Fisioterapia da Faculdade
Dom Bosco
kalibermoraes@yahoo.com.br
4. Mestre docente da Faculdade Dom Bosco
cristiane_gruber@hotmail.com

Resumo
O presente estudo tem
como objetivo verificar se a
contração perineal associada
a exercícios na bola suíça
influencia na satisfação
sexual feminina. Foram
avaliadas vinte mulheres,
divididas em grupos controle
e experimental, com idade
de 20 a 30 anos. Elas foram
submetidas à avaliação
ginecológica e perineometria,
e responderam o questionário
de GRISS, que avalia sete
aspectos do funcionamento
sexual feminino. Após a
avaliação, as integrantes do
grupo experimental foram
submetidas à aplicação de
um programa de exercícios
utilizando-se bola suíça.
Cada exercício era repetido
dez vezes, mantendo a
contração perineal por 15
segundos cada. Os exercícios
ocorreram durante seis

semanas, três vezes por
semana, com duração de
vinte minutos. Por fim, foram
reavaliados os dois grupos.
Os resultados desse estudo
foram obtidos pelo teste não
paramétrico de Walsh, que
identifica a diferença entre
duas amostras relacionadas.
Para comparação entre os
grupos, foi aplicado o Teste
Não Paramétrico U, de Mann-
Whitney, para duas amostras
independentes, com o objetivo
de verificar evidências de que
os resultados de um grupo
eram superiores a outro.
Assim, os dados obtidos na
pesquisa demonstraram que
os exercícios realizados na
bola suíça influenciam sobre
a musculatura do assoalho
pélvico, visto que na avaliação
da perineometria, no item
contração prolongada, houve
diferença significativa,
indicando melhora