fisioterapia_em_evidencia_3
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para 
o grupo que realizou os 
exercícios. No teste de 
contração rápida máxima, 
o grupo experimental teve 
uma melhora significativa 
na reavaliação com relação 
à pressão. Sugere-se que 
os exercícios realizados na 
bola suíça, associados à 
contração perineal, podem 
promover aumento da 
força da musculatura do 
assoalho pélvico. Nos 
resultados encontrados 
no questionário GRISS, 
observaram-se diferenças 
significativas nos itens 
evitação sexual e anorgasmia, 
não havendo diferenças 
significativas nos outros 
itens avaliados. Portanto, 
chegou-se à conclusão de que 
o fisioterapeuta tem sido um 
membro importante da equipe 
que trabalha com a saúde da 
mulher, podendo atuar na 
melhora da satisfação sexual 
feminina. 
Palavras-chave: assoalho 
pélvico, avaliação perineal, 
GRISS, satisfação sexual, bola 
suíça, disfunção sexual. 
Abstract
This study aims to determine 
if the perineal contraction 
associated with the Swiss ball 
exercises influence on sexual 
satisfaction. We evaluated 
20 women divided into 
control and experimental 
group, aged 20-30 years who 
underwent gynecological 
evaluation, perineometry 
after respondents of SSIF, 
which assesses seven aspects 
of female sexual functioning. 
After evaluating the members 
of the experimental group 
were submitted to the 
application of an exercise 
program using the stability 
ball, where each exercise was 
performed ten repetitions, 
keeping the perineal 
contraction for 15 seconds 
each, occurred during these 
six weeks, three times per 
week lasting twenty minutes. 
Revista FISIOTERAPIA EM EVIDÊNCIA \u2013 abril 2011 35
Atualmente, a sexualidade 
e as disfunções sexuais 
são tratadas de modo 
interdisciplinar.
As principais disfunções 
sexuais femininas nas quais 
a fisioterapia pode atuar são 
transtorno do desejo sexual 
hipoativo (ausência ou 
diminuição da libido sexual); 
transtorno de excitação 
(insuficiência); transtorno ou 
disfunção orgásmica (retardo 
ou ausência recorrente 
do orgasmo após uma 
fase normal de excitação); 
anorgasmia (ausência total 
do orgasmo); dispareunia 
(dor recorrente ou persistente 
durante ou após o intercurso 
sexual); vaginismo (espasmo 
involuntário dos músculos 
que circundam a vagina, 
impedindo qualquer 
penetração).
A cinesioterapia na bola 
suíça inclui o aprendizado de 
contração e de relaxamento 
dos músculos perineais 
para serem empregados 
em muitas das atividades 
diárias. O tratamento com 
esse foco frequentemente 
promove o aumento do 
desejo sexual, com maior 
capacidade para aumentar 
a excitação. A abordagem 
fisioterapêutica está 
associada principalmente a 
perturbações do desempenho 
físico e disfunções da região 
pélvica, especialmente da 
musculatura do assoalho 
pélvico.
Materiais e métodos
A pesquisa foi realizada 
na Faculdade Dom Bosco, 
situada em Curitiba, no ano 
de 2010. Serviram como 
voluntárias mulheres com 
vida sexual ativa, com idade 
entre 20 a 30 anos, compondo 
uma amostra 44 participantes. 
Foram tomados, como 
critérios de inclusão, 
mulheres na faixa etária 
de 20 a 30 anos, mulheres 
com vida sexual ativa, 
mulheres com diminuição 
da força da musculatura 
do assoalho pélvico e 
mulheres com queixas 
relacionadas à satisfação 
sexual. Como critério de 
exclusão, foi determinado 
mulheres gestantes, que 
não possuem vida sexual 
ativa, portadoras de doenças 
neurológicas, diabetes, 
hipertensão arterial, infecção 
urinária, incontinência 
urinária, prolapso genital, 
cirurgia ginecológica prévia 
e vaginismo. Assim, foram 
convocadas as voluntárias 
por meio de editais em salas 
de aula e laboratórios nas 
dependências da instituição. 
As interessadas foram 
submetidas a uma seleção, 
por meio de uma ficha de 
avaliação fisioterapêutica, 
elaborada de acordo com 
os critérios de inclusão e 
exclusão, e responderea à 
versão curta do Questionário 
Internacional de Atividade 
Física. Depois, foram 
divididas em dois grupos, 
o controle e experimental, 
que foram submetidos aos 
procedimentos de avaliação, 
entretanto, somente o 
grupo experimental foi 
submetido à aplicação do 
programa de exercícios. 
Após serem divididas em 
dois grupos determinados, as 
participantes responderam, 
antes e após a aplicação 
Artigo - 4
Finally both groups were 
reevaluated. The results 
obtained from the survey 
showed that the Swiss ball 
exercises in influence on 
the pelvic floor muscles, 
as in the evaluation of 
perineometry, prolonged 
contraction in the item was 
no significant difference, 
indicating an improvement 
for the group that conducted 
the exercises. And in the 
fast maximum contraction 
test, the experimental 
group had significant 
improvement at reassessment 
in terms of pressure. It is 
suggested that the Swiss ball 
exercises associated with 
perineal contraction can 
promote an increase in the 
strength of the pelvic floor 
muscles. The results of the 
questionnaire SSIF there 
were significant differences 
in items and avoiding 
sexual anorgasmia, finding 
no significant differences 
in other items evaluated. 
Therefore we consider that the 
physiotherapist has been an 
important member of the team 
that works with women\u2019s 
health and may act to improve 
sexual satisfaction.
Keywords: pelvic floor, 
perineal evaluation, GRISS, 
sexual satisfaction, Swiss ball, 
sexual dysfunction.
Introdução
 As disfunções sexuais 
eram, até pouco tempo, 
encaminhadas e tratadas 
apenas pela psiquiatria e 
pela psicologia, com poucos 
recursos para o tratamento, 
tanto para o paciente quanto 
para o profissional da saúde. 
36 Revista FISIOTERAPIA EM EVIDÊNCIA \u2013 abril 2011
dos exercícios terapêuticos, 
ao questionário de GRISS 
(Inventário de Satisfação 
Sexual de Golombok e Rust), 
que busca avaliar a função 
e/ou a satisfação sexual 
por meio de instrumentos 
validados, . 
Realizou-se também 
avaliação funcional do 
assoalho pélvico, que avaliou 
a força e a funcionalidade 
dos músculos do assoalho 
pélvico, e os dados foram 
registrados em ficha própria, 
chamada escala de Oxford, 
que vai do grau 0 até o 5, 
ou seja, da ausência de 
contração muscular até 
contração forte. Finalizando 
este estudo, foram realizados 
os exercícios três vezes na 
semana, com duração de 20 
minutos, durante 6 semanas, 
sendo que um total de oito 
exercícios foram executados 
em contração isométrica. 
Resultados
Na contração prolongada, 
o grupo experimental 
apresentou aumento de 11,23 
para 20,63 mmHg, (p = 0,025), 
sendo esse valor significativo, 
pois na reavaliação teve um 
aumento de 9,40 mmHg a 
nível da pressão, em relação à 
avaliação. No grupo controle 
houve aumento de 6,79 para 
10,98 mmHg (p > 0,056), 
porém não se percebeu 
diferença significativa. 
 
Médias \u2013 Contração prolongada
Médias - Contração Prolongada
10,9811,23
20,63
6,79
0,00
5,00
10,00
15,00
20,00
25,00
Avaliação Reavaliação
P
re
ss
ão
Controle Experimental
Fonte: Dados da Pesquisa (2010).
No teste de contração rápida máxima, o grupo experimental 
apresentou aumento de 14,38 para 22,51 mmHg, (p = 0,011), sendo 
esse valor significativo, pois na reavaliação teve um aumento de 
8,13 mmHg a nível da pressão, em relação à avaliação. E para 
o grupo controle também houve aumento de 13,20 para 14,94 
mmHg (p >0,056), porém não se vê diferença significativa. 
Médias \u2013 Contração rápida máxima
Médias - Contração Rápida Máxima
14,9414,38
22,51
13,20
0,00
5,00
10,00
15,00
20,00
25,00
Avaliação Reavaliação
Pr
es
sã
o
Controle Experimental
Fonte: Dados da Pesquisa (2010).
A avaliação subjetiva da sexualidade das mulheres com vida 
sexual ativa foi realizada por meio do Inventário de Satisfação 
Sexual \u2013 versão para mulheres (GRISS). O inventário foi então 
dividido nestas subescalas: infrequência de relações, falta de 
comunicação sexual, insatisfação sexual feminina, evitação 
sexual feminina, falta de expressão de sensualidade feminina, 
vaginismo e anorgasmia, representados nos resultados a seguir.
Na subescala de evitação sexual feminina,