fisioterapia_em_evidencia_3
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o grupo experimental
teve uma diminuição de 3,5 para 3,4 pontos, sendo esse valor não
significativo (p > 0,056). Já o grupo controle apresentou aumento
de 1,7 para 2,3 pontos, não havendo significância (p > 0,056).

Artigo - 4

Revista FISIOTERAPIA EM EVIDÊNCIA – abril 2011 37

Na subescala anorgasmia, o grupo experimental apresentou
aumento de 4,7 para 4,9, não o que não representou diferença
significativa (p > 0,056). O grupo controle teve uma diminuição
de 5,5 para 5,4, também sem diferença significativa (p > 0,056).

Médias obtidas pelo grupo experimental no questionário GRISS

Fonte: Dados da Pesquisa (2010).

Médias obtidas pelo grupo experimental no questionário GRISS

Fonte: Dados da Pesquisa (2010).

A tabela 1 apresenta a comparação entre os grupos. Pode ser
observada diferença significativa nos itens evitação sexual
feminina e anorgasmia. No primeiro item, o grupo experimental
apresentou, em média, 1,8 pontos a mais do que o grupo
controle, observando uma diferença significativa (p = 0,028).
NO segundo, o grupo controle apresentou, em média, 0,8
pontos a mais do que o grupo experimental, representando
diferença significativa (p = 0,011)

Artigo - 4

38 Revista FISIOTERAPIA EM EVIDÊNCIA – abril 2011

Tabela 1. Tabela das medidas de tendência e dispersão da variável GRISS

 GRUPO EXPERIMENTAL GRUPO CONTROLE
AVALIAÇÃO REAVALIAÇÃO AVALIAÇÃO REAVALIAÇÃO

Infrequência de
relações

5,4 ± 0,52 5,4 ± 0,70 4,9 ± 0,57 5,2 ± 0,79

Falta de
comunicação
sexual

4,9 ± 0,88 5,0 ± 0,47 5,2 ± 0,42 4,7 ± 1,06

Insatisfação sexual
feminina

4,6 ± 0,52 4,9 ± 0,57 4,6 ± 0,52 4,8 ± 0,63

Evitação sexual
feminina

3,5 ± 2,12 3,4 ± 1,78 1,7 ± 1,49 2,3 ± 1,77

Falta de expressão
de sensualidade

7,4 ± 0,84 7,1 ± 0,57 7,5 ± 0,71 7,4 ± 0,70

Anorgasmia 4,7 ± 0,48 4,9 ± 0,57 5,5 ± 0,71 5,4 ± 0,70
Fonte: Dados da Pesquisa (2010)

Tabela 2. Resultados do Teste U de Mann-Whitney entre grupos, entre avaliação e reavaliação

Variável Tempo Média controle
Média
experimental

Diferença
(C - E)

p-valor
aproximado Conclusão

Infrequência de
Relações Avaliação 4,90 5,40 -0,50 0,066

Não
significativo

Reavaliação 5,20 5,40 -0,20 0,3771 Não
significativo

Falta de
comunicação
sexual

Avaliação 5,20 4,90 0,30 0,4821 Não
significativo

Reavaliação 4,70 5,00 -0,30 0,6544 Não
significativo

Insatisfação
sexual feminina Avaliação 4,60 4,60 0,00 1

Não
significativo

Reavaliação 4,80 4,90 -0,10 0,7198 Não
significativo

Evitação sexual
feminina

Avaliação 1,70 3,50 -1,80 0,02858 Significativo
Reavaliação 2,30 3,40 -1,10 0,15 Não

significativo
Falta de
expressão de
sensualidade
feminina

Avaliação 7,50 7,40 0,10 0,8334 Não
significativo

Reavaliação 7,40 7,10 0,30 0,3989 Não
significativo

Anorgasmia Avaliação 5,50 4,70 0,80 0,01199 Significativo
Reavaliação 5,40 4,90 0,50 0,09203 Não

significativo

Fonte: Dados da Pesquisa (2010).

Tabela 3. Resultados do Teste de Walsh intragrupos, entre avaliação e reavaliação

Variável Grupo P-Valor Conclusão
Infrequência de relações Controle > 0,056 Não significativo

Experimental > 0,056 Não significativo
Falta de comunicação
sexual

Controle > 0,056 Não significativo

Experimental > 0,056 Não significativo

Insatisfação sexual
feminina

Controle > 0,056 Não significativo

Experimental > 0,056 Não significativo

Evitação sexual feminina Controle > 0,056 Não significativo
Experimental > 0,056 Não significativo

Artigo - 4

Revista FISIOTERAPIA EM EVIDÊNCIA – abril 2011 39

Falta de expressão de
sensualidade feminina

Controle > 0,056 Não significativo
Experimental > 0,056 Não significativo

Anorgasmia Controle > 0,056 Não significativo
Experimental > 0,056 Não significativo

Fonte: Dados da Pesquisa (2010).

Médias - AFA

Médias - Grau de Força

2,90

3,40

3,80

3,00

0,00

0,50

1,00

1,50

2,00

2,50

3,00

3,50

4,00

Avaliação Reavaliação

Fo
rç

a

Controle Experimental

Fonte: Dados da Pesquisa (2010).

As tabelas 4, 5 e 6 apresentam os resultados da AFA, que avalia
o grau de força da musculatura do assoalho pélvico através
do toque bidigital.

Tabela 4. Tabela das medidas de tendência e dispersão da variável AFA

 GRUPO EXPERIMENTAL GRUPO CONTROLE
AVALIAÇÃO REAVALIAÇÃO AVALIAÇÃO REAVALIAÇÃO

AFA 3,4 ± 0,84 3,8 ± 0,79 3 ± 1,25 2,90 ± 1,10

Fonte: Dados da Pesquisa (2010).

Tabela 5. Resultados do Teste U de Mann-Whitney entre grupos, entre avaliação e reavaliação

Variável Tempo Média Controle
Média
Experimental

Diferença
(C - E)

p-valor
aproximado Conclusão

AFA
Avaliação 3,00 3,40 -0,40 0,2876 Não

significativo
Reavaliação 2,90 3,80 -0,90 0,05471 Não

significativo

Fonte: Dados da Pesquisa (2010).

Artigo - 4

Na AFA (Avaliação Funcional do Assoalho Pélvico), o grupo
experimental apresentou aumento na funcionalidade, avaliada
de 3,4 para 3,8 no grau de força, sendo este um resultado
não significativo (p > 0,056). O grupo controle apresentou
diminuição de 3,0 para 2,9 no grau de força, sendo também um
valor não significativo (p >0,056).

40 Revista FISIOTERAPIA EM EVIDÊNCIA – abril 2011

Tabela 6. Resultados do Teste de Walsh intragrupos, entre a avaliação e a reavaliação

Variável Grupo P-Valor Conclusão

AFA Controle > 0,056 Não significativo
Experimental > 0,056 Não significativo

Fonte: Dados da Pesquisa (2010).

Artigo - 4

Discussão
No presente estudo, as
participantes demonstraram
formar um grupo homogêneo
quanto à faixa etária. A idade
média das participantes foi de
21,3 anos, sendo que as idades
variaram entre 18 e 27 anos.
Silva (2009) considera que a
fraqueza da musculatura do
assoalho pélvico (MAP) é um
fator etiológico importante
em diversas patologias, e cita
que em mulheres entre 20 e 59
anos o prolapso de órgãos é
estimado em torno de 30,8%;
a incontinência urinária
pode acometer até 50% das
mulheres em alguma fase
da vida; estatísticas referem
prevalências variáveis de
disfunções sexuais. Cerca
de 15 a 20% das mulheres
sexualmente ativas queixam-
se de dor pélvica crônica. Tais
dados reforçam a importância
de uma musculatura pélvica
bem fortalecida para a saúde
da mulher.

Na avaliação realizada
pelo questionário GRISS,
já na comparação entre
os grupos, observou-se
diferença significativa nos
itens anorgasmia (p = 0,011)
e evitação sexual feminina
(p = 0,028). De acordo com
estudo realizado pela autora
Silva (2004) num programa
de hidrocinesioterapia na
anorgasmia, em que foi

utilizada uma escala em
linha tracejada de 0 a 10 para
avaliar o grau de satisfação
sexual, uma paciente referiu
ter anorgasmia e grau 7 de
satisfação sexual antes dos
exercícios. Após a intervenção
fisioterapêutica, passou a ter
orgasmo e grau 9 de satisfação
sexual.

Em um estudo de Gozzo,
Fustinoni, Barbieri, et. al.
(2000), realizado com oito
mulheres através da aplicação
de um questionário contendo
seis perguntas sobre a vida
sexual, as mesmas relataram
evitação sexual por sentirem
dificuldade no relacionamento
íntimo pelo fato de se
sentirem frias.

Em estudo realizado por
Fozzatti, et. al. (2008), com o
objetivo de avaliar os efeitos
da reeducação postural
global (RPG) nos sintomas
de incontinência urinária de
esforço (IUE) e a qualidade
de vida em um grupo de
mulheres incontinentes, uma
das ferramentas utilizada
a avaliação funcional do
assoalho pélvico (AFA),
realizado sempre pelo mesmo
fisioterapeuta, em todas as
pacientes. Na avaliação inicial,
no término do tratamento e
no seguimento de seis meses,
obtiveram os seguintes
resultados: a evolução da
AFA nos três tempos de

coleta mostrou que, no início
do tratamento, 3,85% das
pacientes apresentou grau
zero e grau 1; 34,63%, grau
2; 26,92%, grau 3; 19,23%,
grau 4; e 11,54%, grau 5.
No término do tratamento,
observaram mudança
significativa, no qual não
tiveram mais pacientes
com graus zero, 1 e 2; 24%
passaram para grau 3; 40%,
para grau 4; e 36%, para
grau 5. Três meses após o
tratamento, observaram 16%
das pacientes