fisioterapia_em_evidencia_3
50 pág.

fisioterapia_em_evidencia_3

Disciplina:Tópicos Regionais em Fisioterapia440 materiais531 seguidores
Pré-visualização19 páginas
e métodos
A pesquisa foi realizada em
um Hospital de Curitiba,
no ano de 2009, tendo como

amostra 1121 funcionários
ativos no ano de 2009, todos
cadastrados no SESMT do
Hospital, dentro do arquivo
composto por mais de 10.000
matrículas funcionais.

Para a inclusão do sujeito
na pesquisa, este teria que
conter uma pasta funcional
registrada no SESMT no ano
de 2009 e ser funcionário
ativo no mesmo ano. Os
sujeitos excluídos foram
aqueles que não possuíam
registro no SESMT do
Hospital, não estavam ativos
no ano de 2009, estavam
em período de férias ou
afastados do trabalho durante
o período da coleta de dados.

Após a coleta de dados
dos colaboradores, os
mesmos foram divididos
em setores, se houve algum
período de afastamento ao
local de trabalho, quais as
justificativas e, quando houve
afastamento por motivo
de doença, se esta possuía
o Código Internacional de
Doença (CID).

Resultados e
discussão
Durante 2009, 1121
colaboradores estavam ativos
no local, sendo divididos
em 29 setores diferentes. Do
total de colaboradores, 81%
pertenciam ao sexo feminino
e 19% ao sexo masculino, com
média de idade de 29 anos.

Em relação ao absenteísmo,
durante o ano da pesquisa,
60% da população do local
estudado apresentou pelo
menos uma falta durante o
período.

Artigo - 5

44 Revista FISIOTERAPIA EM EVIDÊNCIA – abril 2011

O gráfico 1 representa o total
dos atestados, demonstrando
os que apresentavam ou não
o CID.

Fonte: Dados da pesquisa (2009)

No gráfico 1, pode-se verificar
que, do total de atestados,
84% apresentaram o CID e
16% não apresentaram.

No estudo de Silva e Marziale
(2000), foi constatado
que em uma equipe de
enfermagem de um Hospital
Universitário formada por 199
colaboradores, 26 (13%) não
apresentaram faltas durante
o período de um ano entre
1997 e 1998. No entanto,
173 trabalhadores (87%)
ausentaram-se do serviço;
destes, 150 (75%) justificaram
sua ausência por motivo
de doença, e os demais por
outros motivos, incluindo
acidentes de trabalho. Do
atestados, 341 continham a
descrição do diagnóstico e 153
não continham diagnóstico,
corroborando com o presente
estudo.

Já em outro estudo, de
Becker e Oliveira (2008),
contatou-se que de um total
de 105 trabalhadores que
compunham a equipe de
enfermagem no local do
estudo, a maioria (57,05%)
justificou as ausências, por
atestado médico. O restante,
32,55% não justificou suas

faltas, corroborando com o estudo presente.

Concordando com a presente pesquisa, em estudo sobre
problemas de saúde responsáveis pelo absenteísmo de 150
trabalhadores de enfermagem de um hospital universitário,
Silva e Marziale (2003), constatataram que, de 494 licenças-
saúde emitidas, apenas 341 continham o diagnóstico descrito,
de acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID),
as quais pertenciam a 123 trabalhadores, nos quais foram
identificados 205 problemas de saúde.

Gráfico 2 – Atestados apresentados pelos colaborados com CID’S
mais incidentes

Fonte: Dados da pesquisa (2009)

O gráfico 2 representa os CID´s mais encontrados entre os
atestados apresentados pelos colaboradores no local da
pesquisa durante o ano de 2009. O total de CID´s encontrados
na pesquisa foram 1.654. Destes, três foram mais incidentes.
São eles: A09 (diarreia e gastroenterite de origem infecciosa
presumível), encontrado 77 vezes; J069 (infecção aguda das vias
aéreas superiores), encontrado 97 vezes; R10 (dor abdominal
e pélvica), encontrado 66 vezes. Foram encontrados também
incidência de CID musculoesquelético, como o M544 (lombalgia
com irradiação para membro inferior), encontrado 15 vezes;
M54.5 (dor lombar baixa), encontrado 27 vezes; S934 (entorse e
distensão de tornozelo), encontrado 16 vezes.

Corroborando com este estudo, Silva e Marziale (2003), no
estudo sobre problemas de saúde responsáveis pelo absenteísmo
de trabalhadores de enfermagem de um hospital universitário,
as doenças mais encontradas foram do sistema respiratório,
totalizando 16,6%; doenças do sistema genitourinário,
com 11,7%; doenças dos órgãos dos sentidos, com 11,2%;
doenças do sistema digestivo, com 10,3%; doenças do sistema
osteomuscular, com 8,8%; doenças do aparelho reprodutor
feminino, com 7,8%; doenças do sistema nervoso central, com
5,9%; doenças do sistema tegumentar, com 2,9%; doenças
do sistema cardiovascular, com 4,4%; sinais e sintomas mal
definidos, com 2,4%, e transtornos mentais sem diagnóstico, com
1,5%.

Artigo - 5

Revista FISIOTERAPIA EM EVIDÊNCIA – abril 2011 45

A autora afirma ainda que os
agravos à saúde do sistema
respiratório e dos órgãos
dos sentidos podem estar
relacionados a infecções
hospitalares, por meio de
contaminação, ambientes
fechados e pouco ventilados,
baixa imunidade e estresse –
fatores de risco presentes no
cotidiano do setor hospitalar.

Num estudo sobre
absenteísmo entre os
servidores civis de um
hospital militar, de
Guimarães (2005), as doenças
mais encontradas foram
do aparelho respiratório,
com 12%; do sistema
osteomuscular e tecido
conjuntivo, com 21%; do
aparelho digestivo, com
7,3%; transtornos mentais
e comportamentais, com
4,2%;doenças do aparelho
circulatório, com 9,5%; do
aparelho genitourinário, com
3,0%; lesões, envenenamentos
e outras consequências de
causas externas, com 6,4%;
gravidez, parto e puerpério
com 1,1%, doenças de pele
e tecidos subcutâneos com
1,3%, doenças do olho e
anexos, com 3,4%; algumas
doenças infecciosas e
parasitárias, com 3,5%;
sintomas, sinais e achados
anormais de exames clínicos
e laboratoriais, com 7,0%;
doenças do ouvido e apófise
mastoide, com 1,0%; doenças
endócrinas, nutricionais e
metabólicas, com 0,7%; fatores
que influenciam o estado de
saúde, com 15%; doenças do
sistema nervoso, com 3,8%; e
causas externas de morbidade
e mortalidade, com 0,2%,
dados que discordam do
presente estudo.

No estudo de Costa, Viera e
Sena (2009), de absenteísmo
relacionado a doenças entre
membros da equipe de
enfermagem de um hospital-
escola, pode-se observar que
a maior causa do absenteísmo
relacionado a doenças dos
trabalhadores foi por doenças
do sistema osteomuscular
e conjuntivo, apresentando
24% dos casos; do aparelho
respiratório, representando
14,3% dos casos; e do
aparelho circulatório,
constituindo 8,5%, não
concordando com o presente
estudo.

Descartando a hipótese do
presente estudo, que era “A
maior causa de absenteísmo
dos funcionários do referido
hospital é por doenças
musculoesqueléticas?”,
Abreu (2009) observou em
seu estudo que a maior
causa do absenteísmo
relacionado a doenças dos
trabalhadores de enfermagem
foi constituída por doenças
do sistema osteomuscular
e do tecido conjuntivo,
representando 18,86% das
justificativas. Em seguida,
os fatores que influenciam o
estado de saúde e o contato
com os serviços de saúde
compreenderam 12,86%
das ausências, doenças do
aparelho respiratório, 10,48%
,e doenças do aparelho
digestivo, 9,38%.

Costa, Viera e Sena (2009)
realizaram um estudo com
funcionários da enfermagem
de um hospital público,
onde foi observado que a
causa mais encontrada de
absenteísmo relacionado a
doenças dos colaboradores

do sexo masculino e
feminino foi por doenças
do sistema osteomuscular
e conjuntivo, sendo 23,5%
entre as mulheres e 28,6%
entre os homens. As doenças
do aparelho respiratório
representam a segunda causa,
com 14%, entre as mulheres,
seguidas de doenças do
aparelho circulatório, com
8,8%. Já entre os homens,
também as doenças do
aparelho respiratório,
com 10,8%, aparecem
como a segunda causa do
absenteísmo relacionado a
doenças, juntamente com
os fatores que induziram a
procura de serviço de saúde
não especializado, 10,8%.

Ambos os estudos não
corroboram com a presente
pesquisa, pois apresentam
incidência de afastamento
por doenças do sistema
osteomuscular e tecido
conjuntivo, dado não
encontrado no presente
estudo.

CONCLUSÃO

Verificamos que as