fisioterapia_em_evidencia_3
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fisioterapia_em_evidencia_3

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of Geriatric Revitalization
can be an important resource
of physiotherapy in the
treatment of PD, influencing
favorably the natural course
disease.

Keywords: Parkinson’s
disease, physical therapy,
geriatric rehabilitation.

Introdução
Dentre inúmeras
patologias que acometem
preferencialmente a
população idosa, podemos

Aline Rodrigues de Lima 1
Andressa Keler 2
Anna Laryssa Pedroso Wink 3
Tatiane Aparecida Lopes 4
Francisco Ernesto H. Zanardini 5

1. Graduanda da Faculdade Dom Bosco
alirodlima@gmail.com
2. Graduanda da Faculdade Dom Bosco
andrelek@hotmail.com
3. Graduanda da Faculdade Dom Bosco
anna.laryssa@gmail.com
4. Graduanda da Faculdade Dom Bosco
tatiane.fisioterapia@hotmail.com
5. Professor-mestre da Faculdade Dom Bosco
deltaclinica@ibest.com.br

6 Revista FISIOTERAPIA EM EVIDÊNCIA – abril 2011

observar a doença de
Parkinson como uma das
patologias determinantes
de declínio e incapacidades
funcionais¹ (Freitas et al.
2002). A doença de Parkinson
é neurodegenerativa
progressiva, e acomete cerca
de 1% dos indivíduos com
mais de 60 anos de idade,
sendo homens e mulheres
igualmente afetados.
Segundo Kauffman (2001)
caracteriza-se pela destruição
de neurônios dopaminérgicos
localizados na substância
negra, provocando um
quadro clínico constituído
por acinesia, rigidez, tremor
e instabilidade postural2.
Esses achados, no decorrer do
tempo, podem levar o sujeito
a grandes incapacidades
funcionais e até mesmo
à dependência cinético-
funcional e das atividades de
vida diária.

Observando os sinais e
sintomas desta patologia,
podemos ressaltar que a
fisioterapia deve atuar em
todos os estágios de evolução
da doença, podendo utilizar-
se de diversas técnicas,
métodos e procedimentos, que
devem ter como finalidade
proporcionar melhor
qualidade de vida e/ou manter
a independência cinético-
funcional dos indivíduos
acometidos.

Dentre os diversos métodos
indicados para o tratamento
da doença de Parkinson,
encontra-se a técnica
intitulada revitalização
geriátrica, que representa
um conjunto de ações
fisioterapêuticas objetivando
a reabilitação das funções
perdidas pela doença ou

Artigo - 1º

como forma preventiva,
evitando maior declínio
funcional ocasionado pela
mesma, podendo interferir
no curso natural da doença,
proporcionando e melhorando
a qualidade de vida e a
capacidade funcional do idoso
acometido por esta moléstia.
A revitalização geriátrica,
além de constituir uma técnica
(ou conjunto de técnicas)
preventiva e reabilitadora,
converte-se, principalmente,
em agente positivo para
manter bons estados das
condições de saúde de
indivíduos idosos ou melhorá-
los ainda mais³ (Rebellato e
Morelli, 2004).

Embasado nestas afirmações,
o presente estudo foi efetuado
entre os meses de junho e
agosto de 2010 e teve como
finalidade avaliar os efeitos
da revitalização geriátrica na
doença de Parkinson. Para
isso, foram selecionados oito
frequentadores da APPP
de Curitiba, PR, do sexo
feminino, portadores da
doença de Parkinson, entre
os estágios 0 a 2,5 conforme
a escala de Hoehn e Yahr
modificada.

Metodologia
O presente estudo, quanto
aos seus objetivos, classifica-
se como pesquisa descritiva
exploratória quantitativa
e experimental4,5,6. Foram
inclusas no estudo oito idosas
com idade entre 60 e 80 anos
e diagnóstico de doença de
Parkinson. Frequentadoras da
APPP, na cidade de Curitiba,
apresentavam estabilidade
clínica e não estavam
realizando outro tratamento

fisioterapêutico durante a
pesquisa.

Pessoas em estágio final da
doença, com dependência
cinético-funcional avançada,
e demais enfermidades que
perturbam o equilíbrio,
como quadros de demência,
síndrome de Parkinson Plus,
parkinsonismo, doenças
cardíacas não controladas,
infecções e neoplasias, foram
exclusas.

Para seleção dos indivíduos
que estavam de acordo com
os critérios de inclusão e
exclusão, foi utilizada a escala
de Hoehn Yahr modificada,
sendo inclusos na pesquisa
os que se apresentaram nos
estágios de 0 a 2,5 da doença
de Parkinson. A escala de
Hoehn Yahr é utilizada para
analisar o estágio da doença
em que a pessoa se encontra.
Como resultado, classifica
a doença em cinco estágios,
dentre eles o 0, caracterizado
por ausência de sinais da
doença, e 5, que caracteriza
limitação à cadeira de rodas,
cama, exceto se auxiliado.

Após escolhidos os
indivíduos, de acordo com
os métodos de inclusão e
exclusão, foi apresentado
o termo de Consentimento
Livre Esclarecido, segundo a
resolução 196/96 do Conselho
Nacional de Saúde, que
esclarece o estudo, assim como
seus objetivos e os riscos e
benefícios da técnica utilizada.
Assinado esse termo, o
estudo seguiu com uma
avaliação inicial individual
na APPP, utilizando uma
sala cedida pela própria
associação. Nessa avaliação,
foi preenchida uma ficha de

Revista FISIOTERAPIA EM EVIDÊNCIA – abril 2011 7

Artigo - 1º

avaliação fisioterapêutica
para cada paciente, contendo
dados pessoais, exame físico,
atividades funcionais na
associação e medicamentos
em uso. Terminada essa etapa,
foram aplicados testes e
escalas para avaliar os sujeitos
antes de iniciarem a técnica
de revitalização geriátrica,
com a finalidade de comparar
os mesmos testes e escalas ao
final do estudo.

Foram usados os testes de
Performance Física (TPF),
de Equilíbrio de Berg e
Cronometrado de Levantar e
Ir (TUG).

Os sujeitos passaram pela
avaliação e aplicação dos
testes e escalas, e em seguida
pela aplicação da técnica de
revitalização geriátrica, que
foi realizada duas vezes por
semana, durante três meses,
com duração entre 50 a 55
minutos. A técnica foi aplicada
em uma área clara e arejada,
com piso antiderrapante,
cedida pela associação.

A técnica começou com
exercícios de aquecimento e
alongamento dos principais
grupos musculares,
durante 5 a 7 minutos. Em
seguida, foram trabalhados
componentes de mobilidade
e força. Os pesquisadores
dedicaram-se, em todos os
atendimentos, aos distintos
segmentos corporais, e
combinaram exercícios de
força e mobilidade, com
duração aproximada de 15
minutos, utilizando recursos
auxiliares como bastões, bolas,
bambolês, faixas elásticas e
halteres. Os exercícios foram
iniciados em marcha lenta,
aumentada gradualmente ,e

foram finalizadoscom retorno
gradual à marcha lenta, com
duração aproximada de 3
minutos. Neste momento
do atendimento, houve
um intervalo para que os
sujeitos pudessem descansar
e hidratar-se com água. Os
15 ou 20 minutos restantes
foram dedicados a exercícios
de coordenação, agilidade
e equilíbrio. Finalizou-
se o atendimento com
exercícios respiratórios e de
relaxamento.

No primeiro atendimento,
foram apresentados os
objetivos do estudo aos
frequentadores da APPP,
desenvolvendo o primeiro
contato com os indivíduos e
aplicando a escala de Hoehnr
Yahr e conforme os critérios
de inclusão e exclusão
foram selecionados oito
participantes.

No segundo atendimento
foram aplicadas, de forma
individual, as escalas TPF,
Berg e TUG, e confirmaram-se
os dias de atendimento, que
iniciou na semana seguinte.

A partir do terceiro
atendimento, iniciou-se
a aplicação da técnica de
revitalização geriátrica,
conforme descrita
anteriormente, seguindo
criteriosamente sua aplicação,
entretanto, visando sinais
e sintomas característicos
da doença de Parkinson já
citados, alguns exercícios
foram realizados. Estes serão
descritos a seguir e foram
executados em quase todos os
atendimentos.

1. Exercícios de
mobilidade articular,
principalmente com

movimentos de grandes
articulações, como ombro,
quadril, joelho e coluna.
Sendo que nos movimentos
de coluna foi enfatizada a
rotação e extensão.

2. Treinos de marcha,
equilíbrio e coordenação
através de informações
visuais por meio de
marcadores sobre o solo,
em formato de passos, em
curvas e mudança súbita
de direção, orientando
os sujeitos a andarem de
lado, com um pé na frente
do