fisioterapia_em_evidencia_3
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por
ensinar e treinar as funções
perdidas na DP11. O presente
estudo, ao empregar a técnica
de revitalização geriátrica
como recurso a ser utilizado
no tratamento da DP, sendo
um agente promotor de saúde
e uma técnica reabilitadora,
visou essas afirmativas,
propostas por alguns autores3.
O objetivo da revitalização
geriátrica é a melhora na
qualidade de vida dos
idosos participantes. Pode
ser aplicada para diferentes
estados de saúde dos idosos,
justificando a utilização
desta técnica neste estudo na
doença de Parkinson. Por ser
aplicada em grupo, concorda
com Castro et al. (2007)
que a fisioterapia em grupo
na DP não é parcialmente
mediada somente pela
aptidão aumentada e alívio
da rigidez, pois os benefícios
vão além de melhorias
funcionais, mas também
pode oferecer maiores
oportunidades psicológicas
e sociais, conscientização e
educação, uma vez que os
pacientes que realizam terapia
em grupo interagem com
outras pessoas que enfrentam
situações semelhantes e
apoiam-se ativamente uns aos
outros, contribuindo para a
socialização global, além de
ser um recurso disponível
pelo seu baixo custo22,23.

CONCLUSÃO

A técnica de revitalização
geriátrica aplicada aos
portadores da doença de
Parkinson, com média
de 1 ponto, conforme o
Teste de Hoehn e Yahn, no
presente estudo, demonstrou
estatisticamente, pela
escala de TPF pré e pós-
tratamento, melhora da
performance física global,
com aumento da qualidade
de vida e otimização
das AVD’s e AIVD’s dos
sujeitos estudados. Também
demonstrou tendência à
melhora de equilíbrio e
prevenção de risco de quedas
pelas escalas de Berg e TUG,
respectivamente.

A fisioterapia pela técnica de
revitalização geriátrica tende
a ser um agente facilitador
na alteração natural do
curso dessa doença crônica,
podendo ser uma sugestão
para seu tratamento,
devendo estar ao alcance dos
profissionais de fisioterapia,
pois visa restituir ou manter
a independência funcional
do idoso, tornando-o capaz
de gerir sua vida e executar
suas AVD’s e AIVD’s e,
consequentemente, melhorar
sua qualidade de vida.
Entretanto, ressaltamos
a importância de novos
estudos com uma amostra
maior e a inclusão de um
grupo-controle para concluir,
com maior fidedignidade,
os resultados obtidos e
apresentados por este estudo.

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14 Revista FISIOTERAPIA EM EVIDÊNCIA – abril 2011

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Revista FISIOTERAPIA EM EVIDÊNCIA – abril 2011 15

Artigo - 2

Estudo comparativo controlado,
randomizado, cego, entre terapia manual
e cinesioterapia na osteoartrite de joelho
Comparative study controlled, randomized, blind and between
manual therapy and kinesiotherapy in osteoarthritis of knee.

RESUMO
Sabe-se que a osteoartrite
é um distúrbio articular
que pode ser causado
por diversos fatores
articulares e não articulares,
sendo considerada uma
das principais doenças
causadoras de incapacidade,
acometendo indivíduos
a partir da quinta ou
sexta década de vida,
principalmente mulheres.
Analisando tais dados,
esta pesquisa se propôs a
realizar uma comparação
entre a aplicação da terapia
manual e da cinesioterapia na
osteoartrite de joelho. Foram
selecionados, para participar
da pesquisa, quatorze
sujeitos, na faixa etária de 50
a 75 anos, sendo que destes
dois não participaram da

pesquisa por problemas de
saúde. Os doze indivíduos
que participaram da pesquisa
foram distribuídos através
de sorteio em dois grupos:
G1 (grupo experimental,
recebendo tratamento
com terapia manual e
cinesioterapia), e G2
(grupo-controle, recebendo
tratamento somente com
cinesioterapia). Estes
indivíduos foram avaliados
e reavaliados por avaliador
cego, enfatizando grau de
dor, goniometria e avaliação
da resistência máxima, e
foram submetidos a oito
atendimentos, distribuídos
numa frequência de duas
vezes semanais. Não houve
diferenças na redução do
quadro álgico, no aumento
da amplitude de movimento
nem no aumento do resultado