fisioterapia_em_evidencia_3
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de 0 a 10 cm, na qual 
0 representa sem dor, e 10, a 
máxima dor (insuportável)\u201d.
Foi realizada a goniometria, 
como descrita por MARQUES 
(2005), para avaliar a 
amplitude de movimento 
inicial e final dos sujeitos.
GRUPO EXPERIMENTAL
Alongamento
Realizou-se alongamento 
de forma passiva, sendo 
executado como relatado por 
Kisner e Colby, (2005).
1. Alongamento do 
reto femoral \u2013 sujeito em 
decúbito lateral sobre o divã. 
O fisioterapeuta, posicionado 
atrás do sujeito, apoia a 
mão na região medial do 
joelho, o qual se encontra em 
semiflexão, realizando então a 
extensão do quadril.
2. Alongamento de 
isquiotibiais \u2013 sujeito em 
decúbito dorsal sobre o divã, 
com os membros inferiores 
em extensão. O fisioterapeuta 
realiza uma flexão de quadril 
em um dos membros.
3. Alongamento dos 
adutores do quadril \u2013 sujeito 
em decúbito dorsal, com 
extensão de quadril e extensão 
de joelho. O fisioterapeuta 
realiza abdução de quadril.
4. Alongamento dos 
abdutores do quadril \u2013 sujeito 
em decúbito dorsal sobre o 
divã, com flexão de quadril 
mínima. O fisioterapeuta 
aplica força na região do 
tornozelo do sujeito, em 
sentido ao lado contralateral, 
fazendo com que um membro 
passe sobre o outro.
Os alongamentos tiveram 
duração de 45 segundos, pois, 
segundo Mchugh, (1992), 
durante um período de 39 
segundos o fuso muscular 
reage como se estivesse sendo 
estirado, e após esse período 
é inibido pela ação do OTG 
(órgão tendinoso de Golgi), 
restando 6 segundos para um 
alongamento mais efetivo.
Fortalecimento
Realizou-se fortalecimento de 
forma ativa em cadeia cinética 
aberta, com exercício resistido 
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progressivo, que utiliza 
regimes isotônicos, conforme 
Deliberato, (2007), e uma 
tornozeleira. Os pacientes 
dos grupo experimental e 
controle foram submetidos à 
avaliação da força muscular 
pela repetição máxima (RM). 
Sendo assim, os pacientes 
realizaram dez repetições 
com o máximo de peso que 
conseguiam, determinando 
dez repetições máximas (10 
RM), seguindo o protocolo 
de DELORME. Uma vez 
estipulada a carga de 10 RM, 
o treinamento foi dividido da 
seguinte forma: duas séries de 
dez repetições, com 50% de 
10 RM, sempre respeitando o 
limite de dor do paciente.
A posição do sujeito foi 
realizada conforme Kisner e 
Colby, (2005).
1. Fortalecimento de 
extensores de joelho \u2013sujeito 
sentado com flexão de quadril 
a 90º, com tornozeleira. O 
fisioterapeuta solicita que o 
sujeito realize extensão do 
joelho, retornando em seguida 
à posição inicial.
2. Fortalecimento de 
flexores de joelho \u2013sujeito 
em decúbito ventral, com 
joelho e quadril na posição 
neutra e com tornozeleira. O 
fisioterapeuta solicita que o 
sujeito realize flexão do joelho, 
logo em seguida retornando à 
posição inicial.
3. Fortalecimento de 
abdutores de quadril \u2013sujeito 
em decúbito lateral, com os 
joelhos e o quadril na posição 
neutra, com tornozeleira. O 
fisioterapeuta solicita que o 
sujeito realize uma abdução, 
retornando à posição inicial 
em seguida.
4. Fortalecimento de 
adutores de quadril \u2013 o 
fisioterapeuta solicita que o 
sujeito retorne, de forma lenta, 
à posição inicial, quando 
realizado o exercício de 
abdutores de quadril.
Mobilização articular
A técnica de mobilização 
articular foi realizada 
conforme descrita por 
Edmond (2000).
1. Mobilização articular 
femoropatelar de cranial para 
caudal \u2013 sujeito em decúbito 
dorsal sobre o divã, mantendo 
5º de flexão de joelho com o 
apoio de uma almofada. O 
fisioterapeuta, posicionado ao 
lado do sujeito, segura as faces 
superior e inferior da patela 
com ambos os polegares e 
os indicadores de ambas 
as mãos, realizando então 
movimento patelar no sentido 
cranial para caudal, sem 
pressão descendente.
2. Mobilização articular 
femoropatelar de medial 
para lateral \u2013 mantendo o 
paciente a mesma postura que 
a anterior, o fisioterapeuta 
coloca os polegares e 
indicadores na região lateral 
e medial da patela, esta sendo 
então movida de medial para 
lateral, deslizando-a sobre o 
fêmur.
3. Mobilização articular 
femoropatelar de anterior 
para posterior \u2013 a postura 
do paciente é mantida 
como anteriormente. O 
fisioterapeuta segura a patela 
com um polegar na base e o 
outro polegar sobre o ápice da 
patela, movendo inicialmente 
a base da patela em sentido 
anteroposterior, e depois 
repete o movimento no ápice 
da patela, causando uma 
espécie de movimento de 
balanço.
Pompage
É descrita conforme 
Bienfait (1999) e realizada 
em três tempos: no 
primeiro, tensionamento, 
o fisioterapeuta realiza um 
alongamento de forma lenta, 
regular e progressiva, indo 
até o limite da elasticidade 
fisiológica, o qual é dosado 
pela sensibilidade de cada 
indivíduo. No segundo, 
manutenção da tensão, 
manteve-se o tensionamento 
por 20 segundos, sendo este 
tempo necessário para que 
a cartilagem fosse embebida 
de líquido sinovial para 
melhor nutrição. É importante 
salientar que este tempo 
é o mais importante para 
a pompage. No terceiro, 
tempo de retorno, o paciente 
retornou lentamente à posição 
inicial, para que não provoque 
reflexo contrátil do músculo.
As pompages foram a de 
psoas, aplicadas em sujeitos 
em decúbito dorsal com flexão 
de joelho. O fisioterapeuta 
apoiou, com um membro 
superior, o membro a ser 
tratado na fossa poplítea; 
com um membro superior, 
apoiou o quadril do sujeito. 
No tensionamento, o 
fisioterapeuta inclinou-se 
para traz. Para o piriforme, 
o sujeito ficou em decúbito 
dorsal flexão de um joelho. 
O fisioterapeuta, no lado 
oposto, segurou o joelho 
e o quadril, realizando o 
tensionamento pela tração da 
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mão caudal, puxando o joelho 
e levando o quadril para uma 
adução-rotação interna. Na 
pompagem do piramidal, o 
sujeito, em decúbito dorsal, 
realizou flexão de joelho, e o 
fisioterapeuta, no lado oposto, 
realizou o tensionamento, 
levando o joelho flexionado 
para uma rotação interna. 
Na pompagem do solear, 
o sujeito permaneceu em 
decúbito dorsal e realizou 
uma leve flexão de quadril. 
O fisioterapeuta segurou o 
pé do sujeito e realizou a 
flexão dorsal do tornozelo. 
Para o joelho, estando o 
sujeito em decúbito dorsal 
com um membro inferior 
suspenso na beira do divã e 
mantendo flexão de joelho, o 
fisioterapeuta segurou o joelho 
e gerou um tensionamento, 
com um leve recuo para traz. 
Para o quadríceps, mantendo 
o sujeito em decúbito ventral 
com um apoio em baixo 
do joelho a ser tratado, o 
fisioterapeuta realizou a flexão 
total do joelho. Para o quadril, 
estando o sujeito em decúbito 
dorsal, o fisioterapeuta 
segurou o membro inferior 
a ser tratado, realizando 
uma flexão de quadril; o 
tensionamento foi obtido com 
a tração do quadril.
Para o grupo-controle foram 
realizados exercícios de 
fortalecimento e alongamento, 
conforme citado no grupo 
experimental.
RESULTADOS
Participaram deste estudo 
quatorze sujeitos, que foram 
avaliados e reavaliados 
por um avaliador cego, 
randomizados em dois 
grupos: (G1), grupo experimental, o qual teve variação de idade 
de 52 a 72 anos, tendo uma média de idade de 63,83 ± 9,11, e 
(G2), grupo-controle, no qual houve variação de idade de 57 a 65 
anos, tendo uma média de idade de 61,50 ± 3,02.
Dentre os sujeitos participantes do estudo, treze eram do sexo 
feminino e um do masculino. Salienta-se que dois sujeitos não 
finalizaram a pesquisa, sendo eles M.S.C., que não completou 
o tratamento devido a problemas no sistema urinário, e I.O., 
que não pôde iniciar o tratamento por apresentar quadro de 
trombose venosa profunda.
O gráfico 1 representam a diferença entre os valores obtidos 
na avaliação e reavaliação de cada sujeito, na aplicação da 
EVA. Por meio dele, pode-se observar que, na avaliação, o G1 
apresentava uma média de 5,83 ± 1,33, e na reavaliação, passou 
a apresentar 1,83 ± 1, 47; e o G2, na avaliação, apresentava uma 
média de 7,50 ± 2,81, e na reavaliação, passou a