fisioterapia_em_evidencia_3
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± 4, 50. Logo, ao se aplicar o teste de Walsh, o G1 apresentou
diferença média significativa somente quando comparada a
avaliação com a reavaliação. Porém, na comparação entre os
grupos G1 e G2, não houve diferença significativa, obtendo um
p-valor > 0,05.

GRÁFICO 1 – RESULTADOS DA EVA

Médias - EVA

4,33

1,83

5,83

7,50

0,00

1,00

2,00

3,00

4,00

5,00

6,00

7,00

8,00

Avaliação Reavaliação

Es
ca

la
 A

ná
lo

ga

Grupo 1 Grupo 2

Fonte: Dados da pesquisa (2010)

A tabela 1 demonstra a avaliação e a reavaliação dos grupos
referente à repetição máxima, ainda demonstrando o p-valor,
que foi gerado por meio do teste estatístico ANOVA, com
exceção do teste de resistência máxima dos extensores de joelho
do lado direito, o qual foi realizado o teste de Walsh, por se
tratar de uma análise não paramétrica.

20 Revista FISIOTERAPIA EM EVIDÊNCIA – abril 2011

Artigo - 2

TABELA 1 – Resultado do teste de repetição máxima

Variável Medida

Grupo experimental Grupo-controle

Avaliação Reavaliação Avaliação Reavaliação p-valor

Músculos abdutores de
quadril –lado direito

Média 1,92 4,5 2,17 3,83 0,3164323
Mediana 2 4,5 1,75 4
Desvio-padrão 1,2 1,05 1,29 0,75

Músculos abdutores de
quadril –lado esquerdo

Média 2,42 4,42 2 3,5 0,592986
Mediana 2,75 4,5 1,5 3,5
Desvio-padrão 0,8 1,11 1,45 1,05

Músculos adutores de
quadril –lado direito

Média 1,83 4,33 2,33 4 0,3813575
Mediana 1,75 5 2,5 4
Desvio-padrão 1,03 1,51 1,21 0,63

Músculos adutores de
quadril –lado esquerdo

Média 2 4,25 2,25 3,83 0,4410939
Mediana 1,75 4,5 2,5 4
Desvio-padrão 0,84 1,33 1,13 0,75

Músculos flexores de
joelho –lado direito

Média 2,5 4,08 2,83 3,67 0,39021
Mediana 3 4,5 2,5 4
Desvio-padrão 0,84 1,56 0,98 0,52

Músculos flexores de
joelho –lado esquerdo

Média 2,42 4,25 2,92 3,67 0,22664
Mediana 3 4,5 2,75 4
Desvio-padrão 0,92 1,33 0,92 1,03

Músculos extensores de
joelho –lado direito

Média 2,83 4,67 3,67 4,42 >0,05
Mediana 3 5 4 4,25
Desvio-padrão 1,17 0,98 0,52 0,49

Músculos extensores de
joelho –lado esquerdo

Média 3,17 4,83 3,75 4,42 0,176076
Mediana 3,5 5 4 4,75
Desvio-padrão 1,17 0,82 0,61 0,8

Fonte: Dados da pesquisa (2010)

A tabela 2 demonstra os resultados obtidos por meio do teste
ANOVA e os valores de média e p-valor da avaliação e da
reavaliação do teste de amplitude de movimento. A avaliação
goniométrica dos músculos flexores de joelho dolado direito
foi realizada pelo teste de Walsh, por se trata de um dado não
paramétrico.

Revista FISIOTERAPIA EM EVIDÊNCIA – abril 2011 21

Artigo - 2

TABELA 2 – Resultados do teste de amplitude de movimento

Variável Medida
Grupo experimental Grupo-controle

Avaliação Reavaliação Avaliação Reavaliação p-valor

Músculos extensores de
quadril –lado direito

Média 14,83 19,67 17,5 22,17 0,9797
Mediana 16 17,5 17,5 22,5
Desvio-padrão 7,65 8,64 7,58 7,73

Músculos extensores de
quadril –lado esquerdo

Média 16 21,17 16,5 21,5 0,9802
Mediana 17,5 21 17,5 22,5
Desvio-padrão 9,4 7,83 7,89 7,18

Músculos flexores de quadril
–lado direito

Média 68,33 80,33 58 63,67 0,64328
Mediana 74 83 55 66
Desvio-padrão 16,9 10,31 19,8 17,45

Músculos flexores de quadril
–lado esquerdo

Média 72,67 84,33 61 66,33 0,540173
Mediana 78 88 63 68
Desvio-padrão 11,78 7,94 14,9 14

Músculos flexores de joelho
–lado direito

Média 78,33 90 69,67 83 >0,05
Mediana 90 94 70 85
Desvio-padrão 18,35 12,07 18,57 12,95

Músculos flexores de joelho –
lado esquerdo

Média 77 88,33 68 76,67 0,81527
Mediana 78 85 75 70

Desvio-padrão 16,24 9,83 15,34 12,88

Músculos abdutores de
quadril – lado direito

Média 24,5 34,67 25 35,67 0,931034
Mediana 23,5 33 23 35
Desvio-padrão 4,64 7,45 8,07 7,31

Músculos abdutores de
quadril – lado esquerdo

Média 29 37,33 29,33 36,67 0,86722
Mediana 29 40 30 35
Desvio-padrão 6,54 9,09 6,02 6,89

Músculos adutores de quadril
– lado direito

Média 14,67 20 17 23,67 0,88259
Mediana 11 18 13 20
Desvio-padrão 6,77 6,69 10,18 13,94

Músculos adutores de quadril
– lado esquerdo

Média 17 22,33 21,67 27,33 0,8489
Mediana 12 18 20 23

Desvio-padrão 10,26 10,91 10,91 17,1

Fonte: Dados da pesquisa (2010)

Discussão
O objetivo deste estudo foi verificar se a terapia manual
associada com a cinesioterapia apresentaria melhor resultado na
redução do quadro clínico da osteoartrite, comparado com o uso
da cinesioterapia de forma isolada, ou seja, sem a utilização e
nenhuma técnica coadjuvante.

O projeto deste estudo teve como finalidade comparar as
técnicas em um grupo de vinte sujeitos, em que, para delimitar
tal amostra, foi utilizada a escala EVA, conforme Weng et al
(2009). No entanto, durante a realização da fase prática do

22 Revista FISIOTERAPIA EM EVIDÊNCIA – abril 2011

Artigo - 2

mesmo, este número não foi
atingido, participando do
estudo somente quatoreze
sujeitos, sendo que destes
doze participaram dos oito
atendimentos previstos,
e dois sujeitos não deram
continuidade devido a
problemas de saúde.

Da mesma forma que alguns
sujeitos não concluíram esta
pesquisa, no estudo de Deyle
et al. (2005) um paciente
não finalizou o estudo por
problemas médicos, outros
dois não puderam continuar
na pesquisa logo após a
avaliação, outro sujeito trocou
de medicação, o que poderia
afetar o resultado da pesquisa,
e um último sujeito não deu
continuidade ao trabalho
por causa desconhecida. Isso
demonstra que podem ocorrer
perdas nos grupos.

Em relação à idade,
observou-se, como relatado
por Carvalho (2008), que
os sujeitos portadores de
osteoartrite estão entre a 5ª e
6ª década de vida.

Carvalho (2008) ainda relata
sobre a predominância da
osteoartrite em mulheres,
sendo esta informação
observada em nossa pesquisa.

A respeito da osteoartrite
de joelho, Cecchi et al (2008)
apud Alexandre, Cordeiro
e Ramos (2008) relatam que
sua incidência em idosos é
de 12,2%, enfatizando que
idade avançada, obesidade,
perda de força muscular e
sobrecarga mecânica articular
vem a ser os principais fatores
para o desenvolvimento da
osteoartrite. Os atores deixam
claro, ainda, que o subir e
descer escadas e deambular

com rigidez articular são as
queixas mais relatadas pelos
indivíduos portadores de
osteoartrite.

Pode-se afirmar, então,
que no estudo realizado
tais características foram
encontradas em todos os
sujeitos que participaram do
mesmo, os quais destacaram
ter mais dificuldade para
subir e descer escadas,
conforme avaliado pelo índice
de Womac para osteoartrite,
citado em Carvalho (2008).

Da mesma forma, Melo
et al. (2008) dizem que,
na osteoartrite de joelho,
observa-se precocemente
diminuição de força de
flexores e extensores de joelho,
relacionada à diminuição
da capacidade funcional e
da habilidade em realizar
atividades como subir
escadas, levantar, sentar e
caminhar. Pode-se notar, neste
estudo, que a pluralidade
dos sujeitos possuía algum
grau de fraqueza muscular
localizada nos músculos
flexores e extensores de joelho,
assim como nos músculos
adutores e abdutores de
quadril, os quais, segundo
Fulkerson (2002) apud
Baldon (2010), têm um papel
importante na redução do
ângulo Q. Este, quando
apresenta maior obliquidade
gerada pela adução do fêmur,
aumenta a resultante lateral
sobre a patela, predispondo
a uma compressão da faceta
lateral da mesma. Kapandjy
(2000) informa que estes
desvios laterais, com o tempo,
podem gerar artrose.

Mikesky et al. (2006)
realizaram uma pesquisa

para observar o efeito do
treinamento de força sobre
a incidência e a progressão
da osteoartrite de joelho.
Ao término da pesquisa,
observaram que, em relação
à força, não apresentaram
diferença estatisticamente
significante, no entanto
demonstram ser mais
benéficos que no grupo-
controle.

Após realizarem levantamento
bibliográfico dos bancos de
dados da PUBMED, LILACS
e MEDLINE, referente a
artigos de ensaios clínicos
controlados, Ricci e Coimbra
(2006) chegaram à conclusão
que exercícios físicos como
fortalecimento muscular,
alongamento e treino