fisioterapia_em_evidencia_3
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de
marcha apresentam efeitos
positivos na redução do
quadro clínico da osteoartrite.

Da mesma forma, em uma
revisão sistemática Ottawa
Panel (2005) informa os
benefícios dos exercícios
terapêuticos, além de informar
que a terapia manual, quando
combinada com os exercícios
terapêuticos, apresenta
ótimos resultados, vindo a
discordar das informações
ditas por Jamtvedt et al.
(2008), quando relata, em sua
revisão sistemática, que os
exercícios terapêuticos não
são evidenciados quanto à
redução do quadro clínico da
osteoartrite de joelho.

Para Fatouros et al. (2005),
os exercícios físicos com
repetição máxima foram
benéficos para os portadores
de osteoartrite de joelho, após
realizarem treinamento por 24
semanas.

Já no estudo de Deyle et al

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(2005), no qual realizaram
exercícios terapêuticos
e técnicas manuais em
portadores de osteoartrite
de joelho, os resultados
obtidos, mesmo apresentando
ser positivos, não foram
significantes.

Collins et al. (2008) realizaram
um trabalho similar, em que
se procedia à mobilização
patelar nos sujeitos,
apresentando, ao término da
pesquisa, uma redução no
quadro clínico dos pacientes.

Já Crossley et al (2002) fizeram
uma pesquisa aplicando
a mobilização articular na
patela de portadores de dor
patelofemoral, e observaram
que, após os seis atendimentos
propostos, houve redução
significante da dor nos
sujeitos examinados. Com
esta informação, pode-se
observar que a mobilização
articular pode ser benéfica em
portadores que possuam dor
nos joelhos.

A osteoartrite, além de gerar
destruição da cartilagem
articular, produz dor nas
estruturas musculares. Desta
forma, como relatado por
Bienfait (1999), a utilização
da pompage apresenta efeito
calmante na musculatura.
Sendo assim, a pompage pode
ser uma grande aliada no
tratamento de indivíduos que
apresentam esta enfermidade,
porém, mais estudos devem
ser realizados para que possa
ser comprovado que esta
técnica e efetiva na redução
da dor em portadores de
osteoartrite de joelho.

Em seu estudo, Arroyo et
al (2008) observaram que a
terapia manual foi efetiva no

alívio das dores dos atletas
após realizarem atividade
de alta intensidade proposta
pela pesquisa. Ao comparar
com o grupo que não realizou
a terapia manual, a pesquisa
demonstrou que a liberação
miofascial pode ser de grande
ajuda na redução das algias
musculares, salientando que a
liberação miofascial vem a ser
uma técnica manual similar à
pompage.

Barnes (1997) informa
que a liberação miofascial
contribui para a restauração
do comprimento dos tecidos
fasciais, tornando-os mais
maleáveis e, por consequência,
aliviando no processo álgico
do paciente.

 Por meio dessas informações,
pode-se observar que a
terapia manual, associada aos
exercícios terapêuticos, vem a
ser um tratamento adjuvante
no tratamento da osteoartrite,
porém é importante salientar
que, para obter um resultado
melhor, faz-se necessário
um número maior de
atendimentos com os sujeitos
tratados, pois o efeito real
da técnica pode não vir a ser
significativo.

CONCLUSÃO

Diante dos resultados
coletados verificou-se que,
após a aplicação das técnicas,
o estudo não apresentou
resultados significantes
na comparação entre
os grupos. No entanto,
quando comparado
isoladamente, o grupo
experimental apresentou
ganho de força expressivo e,
consequentemente, melhor

estabilização articular,
havendo também a redução
do quadro álgico.

Pudemos observar que o
tempo de aplicação foi pouco,
pois se houvesse tempo
maior para a aplicação das
técnicas, possivelmente o
grupo experimental poderia
apresentar uma melhora
significativa.

Sendo assim, acreditamos ser
necessário, para os próximos
estudos, um maior tempo de
aplicação das técnicas, um
maior número de sujeitos, e a
inclusão de dados como IMC,
peso e altura dos sujeitos.

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