CCJ0006-WL-PA-12-Direito Civil I-Antigo-15845
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CCJ0006-WL-PA-12-Direito Civil I-Antigo-15845

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cirurgião que deixa um pedaço de gaze dentro do paciente que operou).

Imprudência – é o que causa o dano por ação (motorista ultrapassa um sinal vermelho e causa um acidente).

Simulação -  Em matéria de defeitos dos negócios jurídicos, talvez a grande inovação, é o fato do vício da simulação ter sido colocado como um fato, uma causa de nulidade e não mais de anulabilidade.

Tradicionalmente, no nosso Código de 1916, os vícios dos negócios jurídicos eram erro, dolo, acuação, simulação e fraude contra credores, todos esses atos ocasionando a anulação do ato jurídico com um prazo prescricional de 4 anos. Hoje temos um prazo decadencial de quatro anos também para a anulação desses negócios, mas com exceção da simulação.O ato simulatório não é mais uma causa de anulabilidade, mas de nulidade, portanto nunca prescreverá, nunca terá um prazo de decadência. Trata-se de uma opção que o legislador fez e o Ministro Moreira Alves explana que a principal razão de se modificar o contexto da simulação é justamente aquele dispositivo dificultoso que tínhamos no Código de 1916, pelo qual um simulador não podia alegar a simulação contra outro. Isto praticamente nulificava o alcance da simulação, tanto que a jurisprudência chegou até a passar por cima desse requisito muitas vezes. Em razão disso, sendo o ato nulo, qualquer parte interessada, direta ou indiretamente, pode fazer com que ele seja declarado assim.

A simulação é o artifício ou fingimento na prática ou na execução de um ato, ou contrato, com a intenção de enganar ou de mostrar o irreal como verdadeiro, ou lhe dando aparência que não possui.

A entrada em vigor do novo Código Civil trouxe, entre as alterações promovidas no Direito Privado brasileiro, a transformação da simulação de hipótese de anulabilidade (artigo 102 do Código de 1916) em hipótese de nulidade pleno iuris (artigo 167 do Código de 2002). Em fato, o novo artigo 167 diz ser nulo o negócio jurídico simulado, esclarecendo o seu § 1o que há simulação nos negócios jurídicos quando (I) aparentarem conferir ou transmitir direitos a pessoas diversas daquelas às quais realmente se conferem, ou transmitem; (II) contiverem declaração, confissão, condição ou cláusula não verdadeira; (III) os instrumentos particulares forem antedatados, ou pós-datados. É precisamente a previsão anotada no artigo 167, § 1o, III, que nos interessa: os chamados cheques pré-datados (a bem da precisão técnica, cheques pós-datados), quando assinalam uma data de emissão futura caracterizam, nos termos do dispositivo, uma simulação.

 

[1]     BEVIL�QUA, Clóvis. Teoria Geral do Direito Civil. 4a edição. Ed. Ministério da Justiça. Brasília. 1972.

Nome do livro: Curso de Direito Civil vol.1 Parte Geral - ISBN - EAN-13: 9788530927929

Nome do autor: NADER, Paulo

Editora: Forense

Ano: 2009.

Edição: 6a

Nome do capítulo: Invalidade do Negócio Jurídico

N. de páginas do capítulo: 15

	
	 Aplicação Prática Teórica

Os conhecimentos apreendidos serão de fundamental importância para a reflexão teórica envolvendo a compreensão necessária de que o direito, para ser entendido e estudado enquanto fenômeno cultural e humano, precisa ser tomado enquanto sistema disciplinador de relações de poder, a partir da metodologia utilizada em sala com a aplicação dos casos concretos, a saber:

 

Caso Concreto 1

 

Ramon Lopez, argentino, proprietário no Brasil de dois imóveis, alienou um deles por escritura particular e o segundo por escritura pública. O primeiro teve seu registro negado, sob argumento de falta de observância da forma legal determinada. Já o segundo, entrou em exigência, porque não constava do instrumento do negócio jurídico a outorga da mulher de Ramon Lopez, que não compareceu no ato da escritura, pois fora presa no aeroporto de Assunção, envolvida com excesso de bagagem e pequenos recuerdos considerados destinados para comercialização, pelos agentes alfandegários. A assinatura da mulher, pelo regime matrimonial, se considera indispensável para perfeita elaboração do negócio.

1) Tendo em conta,  em ambas as hipóteses, a existência, validade e eficácia dos negócios jurídicos, responda:

a)Na primeira hipótese – da escritura particular –, quais destes elementos estão presentes?

 

b) No que se refere à segunda hipótese, da mesma forma, analise-a, tendo em mente que o registro, para ambos os casos, se impõe como complementar necessidade para constituição plena da propriedade.

 

2)Como se analisam os negócios jurídicos diante dos planos da existência, validade e eficácia?

 

 

Caso Concreto 2

 

Antônio comparece ao seu escritório e formula a seguinte consulta: Ele outorgou procuração para a Administradora KXM LTDA., para que esta locasse um imóvel de sua propriedade. Constava neste documento os poderes de praxe para contratar, distratar, fixar valores e demais condições do contrato, receber os aluguéis e os acessórios da locação, bem como para dar quitação. Na carta que encaminhou o instrumento de mandato à Administradora, Antônio recomendou, por escrito, que o imóvel não fosse locado para órgãos públicos, para escolas e para hospitais. Estipulou, ainda, que o aluguel mínimo mensal deveria ser de R$ 10.000,00. Duas semanas depois, recebeu em sua casa uma cópia do contrato de locação recém-assinado pela Administradora, como sua procuradora, no qual figurava como locatária a Secretaria de Segurança Pública do Estado. O aluguel mensal fora fixado em R$ 7.500,00.

1) Antônio pode anular o contrato de locação ? Por quê?

 

QUESTÕES  OBJETIVAS

 

1) “A�, consumidor, com a finalidade não revelada de transportar substâncias entorpecentes que provocam dependência psíquica e física, celebra com “B�, fornecedor, contrato de compra e venda de material próprio para transporte de objetos, sem anunciar ao vendedor o seu propósito, que somente vem a ser descoberto por este após a consumação do contrato.

Ante essas considerações e de acordo com o Código Civil, assinale a alternativa CORRETA:

(A)         Há nulidade do negócio em razão de motivo ilícito, sendo a invalidade decorrente do fato de o consumidor destinar  o bem negociado à prática de um delito.

(B)         A compra e venda é considerada como negócio com objeto ilícito ante a presunção de participação do vendedor no projeto criminoso.

(C)         Não sendo comum (razão determinante assumida por ambas as partes) o propósito de destinar o objeto adquirido  para fins ilícitos ao tempo da declaração de vontade, não resta  afetada a validade do negócio.

(D)        O motivo passou à categoria de causa, provocando a nulidade porque ilícito.

(E)         O negócio jurídico está viciado por falso motivo, determinante para a prática do ilícito.

 

 

2)Considerando o Código Civil e as seguintes assertivas:

I - Incorre em   nulidade  o negócio jurídico quando apresente objeto indeterminável.

II - Nulifica o negócio jurídico ofensa cometida contra lei imperativa, que tanto pode dar-se por ofensa frontal ou direta, convencionando-se o que a lei proíbe (“agere contra legem�), como a partir de negócio jurídico lícito e válido que, por via reflexa, atinge o resultado proibido (“agere in fraudem  legis�). 

III - É  nulo  o  contrato  de  compra e venda se a fixação do preço resta com o exclusivo arbítrio de uma das partes.

IV - É  nulo  o  negócio  jurídico praticado direta e pessoalmente por quem, em razão de causa transitória, não possa exprimir a sua vontade.

V - É nulo o negócio jurídico  por vício resultante de dolo.

Assinale a alternativa CORRETA:

(A)         Somente as assertivas I, II, III e IV estão corretas.

(B)         Somente as assertivas