Errata OAB 2fase penal
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Errata OAB 2fase penal

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COMO SE PREPARAR PARA A 2.ª FASE – PENAL 
EXAME DE ORDEM – TEORIA E PRÁTICA  

Fernanda Maria Zichia Escobar e Maria Patrícia Vanzolini  
10.ª edição, 2012 

 
ERRATA 

 
Prezado  Leitor, os  trechos  em  fonte na  cor  azul  indicam que houve  alteração ou 
acréscimo  de  texto  pelo  autor. Os  trechos  em  fonte  preta  já  existiam  na  edição 
anterior  da  obra. Os  trechos  em  vermelho  e  tachado,  devem  ser  excluídos.  Para 
localização do conteúdo,  indicamos a página e o número do  item onde o texto se 
encontra. 

p. 42 

A  necessidade  da  notificação  para  defesa  preliminar  aplica‐se  apenas  aos  crimes 
funcionais afiançáveis. Atualmente, com as alterações realizadas pela Lei 12.403/2011, 
todos os crimes cometidos por funcionários públicos são afiançáveis. E, ainda, aplica‐se 
este  rito  somente  aos  chamados  crimes  funcionais,  ou  seja,  aqueles  reunidos  no 
Capítulo  I  do  Título  XI  da  Parte  Especial  do  Código  Penal  sob  a  denominação  “Dos 
crimes praticados por funcionário público contra a administração em geral” (arts. 312 
a 326 do Código Penal). Assim, se, por exemplo, um funcionário público cometer crime 
de  estupro,  o  processo  seguirá  o  rito  ordinário,  e  não  especial.  Ou,  ainda,  se  um 
funcionário  público  cometer  homicídio,  o  processo  seguirá  o  rito  do  Júri  e  não  o 
previsto nos arts. 513 e seguintes do Código de Processo Penal. Atenção: a Súmula 330 
do STJ, de 20.09.2006, passou a prever que é desnecessária a resposta preliminar de 
que trata o art. 514 do Código de Processo Penal na ação penal instruída por inquérito 
policial.  Não  obstante,  a  posição  atual  do  Supremo  Tribunal  Federal  contraria  o 
entendimento  sumulado  e  permanece  considerando  sempre  indispensável  a 
providência. 
 
 
p. 120 
 
3.1 Defesa preliminar 
Trata‐se de uma defesa antecipada, ou seja, apresentada após o oferecimento da peça 
exordial, porém antes de o juiz recebê‐la. Cabível nos crimes próprios de funcionários 
públicos, desde que sejam afiançáveis (art. 514 do Código de Processo Penal), no rito 
previsto pela nova Lei de Drogas (Lei 11.343/2006) e, também, no rito sumaríssimo da 
Lei 9.099/1995 (porém neste é feita oralmente).