CCJ0006-WL-PA-12-Direito Civil I-Antigo-15845
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CCJ0006-WL-PA-12-Direito Civil I-Antigo-15845

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requisito muitas vezes. Em razão disso, sendo o ato nulo, qualquer parte interessada, direta ou indiretamente, pode fazer com que ele seja declarado assim.

A simulação é o arƟİcio ou fingimento na práƟca ou na execução de um ato, ou contrato, com a intenção de enganar ou de mostrar o irreal como verdadeiro, ou lhe dando aparência 
que não possui. 

A entrada em vigor do novo Código Civil trouxe, entre as alterações promovidas no Direito Privado brasileiro, a transformação da simulação de hipótese de anulabilidade (arƟgo 
102 do Código de 1916) em hipótese de nulidade pleno iuris (arƟgo 167 do Código de 2002). Em fato, o novo arƟgo 167 diz ser nulo o negócio jurídico simulado, esclarecendo o seu § 
1o que há simulação nos negócios jurídicos quando (I) aparentarem conferir ou transmiƟr direitos a pessoas diversas daquelas às quais realmente se conferem, ou transmitem; (II) 
conƟverem declaração, confissão, condição ou cláusula não verdadeira; (III) os instrumentos parƟculares forem antedatados, ou pós-datados. É precisamente a previsão anotada 
no arƟgo 167, § 1o, III, que nos interessa: os chamados cheques pré-datados (a bem da precisão técnica, cheques pós -datados), quando assinalam uma data de emissão futura 
caracterizam, nos termos do disposiƟvo, uma simulação.

 

[1]     BEVILÁQUA, Clóvis. Teoria Geral do Direito Civil . 4a edição. Ed. Ministério da Justiça. Brasília. 1972.
Nome do livro: Curso de Direito Civil vol.1 Parte Geral - ISBN - EAN -13: 9788530927929
Nome do autor: NADER, Paulo
Editora: Forense
Ano: 2009.
Edição: 6a
Nome do capítulo: Invalidade do Negócio Jurı́dico
N. de páginas do capítulo : 15

Aplicação Prática Teórica

Os conhecimentos apreendidos serão de fundamental importância para a reϐlexão teórica envolvendo a compreensão necessária de que o direito, para ser entendido e estudado 
enquanto fenômeno cultural e humano, precisa ser tomado enquanto sistema disciplinador de relações de poder, a partir da metodologia utilizada em sala com a aplicação dos casos 
concretos, a saber:
 
CASO CONCRETO 1

 
Ramon Lopez, argentino, proprietário no Brasil de dois imóveis, alienou um deles por escritura particular e o segundo por escritura pública. O primeiro teve seu registro negado, sob 
argumento de falta de observância da forma legal determinada. Já o segundo, entrou em exigência, porque não constava do instrumento do negócio jurı́dico a outorga da mulher de 
Ramon Lopez, que não compareceu no ato da escritura, pois fora presa no aeroporto de Assunção, envolvida com excesso de bagagem e pequenos  recuerdos considerados destinados
para comercialização, pelos agentes alfandegários. A assinatura da mulher, pelo regime matrimonial, se considera indispensável para perfeita elaboração do negócio. 
1) Tendo em conta,  em ambas as hipóteses, a existência, validade e eϐicácia dos negócios jurídicos, responda:

a)Na primeira hipótese – da escritura particular –, quais destes elementos estão presentes? 
 
b) No que se refere à segunda hipótese, da mesma forma, analise -a, tendo em mente que o registro, para ambos os casos, se impõe como complementar 
necessidade para constituição plena da propriedade.
 

2)Como se analisam os negócios jurídicos diante dos planos da existência, validade e eϐicácia?
 
 
CASO CONCRETO 2

 
Antônio comparece ao seu escritório e formula a seguinte consulta: Ele outorgou procuração para a Administradora KXM LTDA., para que esta locasse um imóvel de sua propriedade. 
Constava neste documento os poderes de praxe para contratar, distratar, ϐixar valores e demais condições do contrato, receber os aluguéis e os acessórios da locação, bem como para 
dar quitação. Na carta que encaminhou o instrumento de mandato à Administradora, Antônio recomendou, por escrito, que o imóvel não fosse locado para órgãos públicos, para 
escolas e para hospitais. Estipulou, ainda, que o aluguel mı́nimo mensal deveria ser de R$ 10.000,00. Duas semanas depois, recebeu em sua casa uma cópia do contrato de locação 
recém -assinado pela Administradora, como sua procuradora, no qual ϐigurava como locatária a Secretaria de Segurança Pública do Estado. O aluguel mensal fora ϐixado em R$ 
7.500,00.
1) Antônio pode anular o contrato de locação ? Por quê?
 
QUESTÕES  OBJETIVAS
 
1) “A”, consumidor, com a ϐinalidade não revelada de transportar substâncias entorpecentes que provocam dependência psı́quica e fı́sica, celebra com “B”, fornecedor, contrato de
compra e venda de material próprio para transporte de objetos, sem anunciar ao vendedor o seu propósito, que somente vem a ser descoberto por este após a consumação do 
contrato.
Ante essas considerações e de acordo com o Código Civil, assinale a alternativa CORRETA:
(A)         Há nulidade do negócio em razão de motivo ilı́cito, sendo a invalidade decorrente do fato de o consumidor destinar  o bem negociado à prática de um delito. 
(B)         A compra e venda é considerada como negócio com objeto ilı́cito ante a presunção de participação do vendedor no projeto criminoso. 
(C)         Não sendo comum (razão determinante assumida por ambas as partes) o propósito de destinar o objeto adquirido  para ϐins ilı́citos ao tempo da declaração de vontade, não 
resta  afetada a validade do negócio. 
(D)         O motivo passou à categoria de causa, provocando a nulidade porque ilı́cito. 
(E)         O negócio jurı́dico está viciado por falso motivo, determinante para a prática do ilı́cito. 
 
 
2)Considerando o Código Civil e as seguintes assertivas:
I - Incorre em    nulidade  o negócio jurı́dico quando apresente objeto indeterminável.
II - Nuliϐica o negócio jurı́dico ofensa cometida contra lei imperativa, que tanto pode dar- se por ofensa frontal ou direta, convencionando-se o que a lei proı́be (“agere contra legem”),
como a partir de negócio jurı́dico lı́cito e válido que, por via reϐlexa, atinge o resultado proibido (“agere in fraudem   legis”).  
III - EƵ  nulo  o  contrato  de   compra e venda se a ϐixação do preço resta com o exclusivo arbı́trio de uma das partes. 
IV - EƵ  nulo  o  negócio  jurı́dico praticado direta e pessoalmente por quem, em razão de causa transitória, não possa exprimir a sua vontade. 
V - EƵ nulo o negócio jurı́dico  por vı́cio resultante de dolo. 
Assinale a alternativa CORRETA :
(A)         Somente as assertivas I, II, III e IV estão corretas.
(B)         Somente as assertivas I, III e V estão corretas.
(C)         Somente as assertivas II, III e V estão corretas.
(D)         Somente as assertivas I, II, e IV estão corretas.
(E)         Todas as assertivas estão corretas.

Plano de Aula: 12 - DIREITO CIVIL I

DIREITO CIVIL I

Estácio de Sá Página 3 / 3