Senso Religioso - Pe Paulo - design 1

Senso Religioso - Pe Paulo - design 1

Disciplina:O Humano e O Fenômeno Religioso75 materiais430 seguidores
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dois policiais / Cumprindo seu duro dever e defendendo o seu amor... /

	Eh! Nossa vida! / Mas eu não interessado em nenhuma teoria / Em nenhuma fantasia nem no algo mais / Longe o profeta do terror que a laranja mecânica anuncia! Amar e mudar as coisas me interessa mais.

Músicas sobre o realismo (Alucinação - 02 trilha )
	Eu ando pelo mundo prestando atenção / Em cores que não sei nome / Cores de Almodôver / Cores de Frida Kahlo, cores/ Passeio pelo escuro, / Eu presto muito atenção no que meu irmão ouve/ E como uma segunda pele, um calo, uma casca / Uma cápsula protetora / Eu quero chegar antes/ Pra sinalizar o estar de cada coisa, / Filtrar seus graus / Eu ando pelo mundo divertindo gente / Chorando ao telefone / E vendo doer a fome de meninos que têm fome

	Pela janela do quarto / Pela janela do carro / Pela tela, pela janela / (quem é ela, quem é ela?) / Eu vejo tudo enquadrado / Remoto controle...

	Eu ando pelo mundo / E os automóveis correm, pra quê? As crianças correm para onde? / Transito entre dois lados, de um lado / Eu gosto de opostos / Exponho o meu modo, me mostro / Eu canto para quem?

	Eu ando pelo mundo e meus amigos, cadê? / Minha alegria, meu cansaço? / Meu amor, cadê você? Eu acordei / Não tem ninguém ao lado.

Músicas sobre o realismo (esquadros – 3 trilha)
	Síntese sobre o realismo

	Realismo: observação global, apaixonada sobre a realidade...
	
		Esquema 1: + rac. - obs. = E
		 (Carrel)	 + obs. - rac. = V
		Esquema 2: pensar - saber = E
		 (Agostinho) saber - pensar = V

	Aplicando à experiência religiosa: O que é a experiência religiosa?
	- trata-se de um dado de fato...
	- propõe uma interrogação sobre tudo o que o ser humano realiza: “Que sentido tem tudo?”

	
	
	Como encarar o fenômeno religioso, para ter certeza de conhecê-lo bem?
		- No realismo, o método do conhecimento é imposto pelo objeto: se parte sempre da própria experiência...
		- A experiência religiosa é um fenômeno que diz respeito ao ser humano...
		- Então, diz respeito à minha humanidade; assim sendo, é sobre mim mesmo que devo refletir. Faz-se necessária uma reflexão existencial...

	A investigação existencial exige:
		- uma avaliação...
		- emitir um juízo...
	Com efeito, sem uma capacidade de avaliação não podemos fazer nenhuma experiência.
	
	
	
	Observação sobre a palavra “experiência”:

	Experiência = “provar + juízo de valor
			 = compreender algo, descobrir-lhe o 			 significado
			 = inteligência do sentido
	Critério de juízo a ser adotado:
		- o que está dentro de nós...
		- porque nos é dado junto com a nossa natureza...
		- porque é o único que nos torna realmente livres...
	Tal critério é um dado original:
		- constitui o nosso “rosto interior”...
		- é constituído por um conjunto de exigências originais: exigência de justiça, de amor, de felicidade, etc. 	- é o nosso próprio “coração” (cf. Biblia)
	
	Caminho para o autoconhecimento: aceitar a aplicar em tudo esse senso critico original. Isso implica:

		- ser apaixonado por aquele conjunto de exigências originais (ter estima por si mesmo, amar o próprio eu).
		- abrir-se a um encontro objetivo com toda a realidade, ou seja, com tudo aquilo que vivemos no dia-a-dia.
	
	Mesmo tendo dentre de mim esse critério de juízo, eu não sou senhor de mim mesmo.... Isto porque:

		- minha existência é marcada pela contingência, isto é, tudo o que sou e possuo me é dado por um Outro...
		- De fato, eu não existia, depois passei a existir e, enfim, vou morrer. Logo, dependo de um Outro.
	
	
	- Isso significa que afirmo a mim mesmo verdadeiramente, quando aceito que sou feito por um Outro.
	
	Para que eu não seja enganado e escravo dos outros, especialmente dos meios de comunicação, o que devo fazer?

		- devo acostumar-me a comparar tudo o que vivo com a experiência elementar, com o senso critico.
		- Mas tal tarefa não é nada óbvia, pois quem a aceita inevitavelmente vai nadar contra a “corrente”, vai contra os modismos.
		- Por isso, devo aceitar de fazer um trabalho, uma ascese. E o que me move nesta ascese é amor por mim mesmo como desejo de realização plena.

		
SEGUNDA PREMISSA:
RAZOABILIDADE
 Razoabilidade
	1. Razoabilidade: exigência estrutural do homem
	
	Com o termo “razoabilidade” se indica o atuar-se do valor da razão no agir humano.

	Com o termo “razão” se indica o fator distintivo daquele nível da natureza que chamamos homem, isto é, a capacidade de dar-se conta do real segundo a totalidade dos seus fatores.

	Perguntemo-nos então: como percebemos se uma atitude á razoável ou não?

	Exemplos:
		1. Se uma pessoa entrasse correndo nesta sala e jogasse sua bolsa pela janela...
		2. O mesmo gesto, porém, com um acréscimo: dois homens armados com pistolas entram correndo na sala atrás dessa pessoa...
		3. Uma passo a mais: eu entro nesta sala com um enorme megafone e justifico dizendo que estou rouco...
		4. Se eu estivesse em uma praça enorme.... Neste caso, todos achariam adequado o uso do megafone...

	Na experiência , o “razoável” se mostra enquanto tal quando a postura do homem se manifesta com razões adequadas.

rAZOABILIDADE
	2. O uso redutivo da razão

	É importante não reduzir o âmbito da razoabilidade

	a) Freqüentemente, o racional vem identificado com o demonstrável no sentido estrito do termo...

	b) A razoabilidade tão pouco se identifica com o lógico. A lógica é um ideal de coerência: estabelecemos certas premissas, desenvolvemo-las coerentemente e teremos uma lógica. Se as premissas forem erradas, a lógica perfeita dará um resultado errado.
		
	Observação: é importante prestar mais atenção ao termo razoável do que ao termo razão, isto porque este último pode ser utilizado de forma inadequada. De qualquer forma, o problema está no conceito de razão.
RAZOABILIDADE
	Não basta ter uma razão, é preciso que se tenha motivos adequados...

	Exemplo: aluno que contesta Giussani, dizendo que razão e fé são duas realidades que não tem nada a ver uma com a outra ...

	Para Giussani, a razão é abertura à realidade, capacidade de agarrá-la e afirmá-la na totalidade dos seus fatores;
	
	Para aquele professor de filosofia, a razão é medida das coisas, fenômeno que se torna verdade quando há demonstrabilidade direta.

	Eu não consigo demonstrar o meu ser, o meu existir (demonstrar algo significa percorrer todos os passos que levou algo ou alguém a ser o que é), e, no entanto, existo.
razoabilidade
	3. Diversidade de procedimentos

	A razão humana, ao se dar conta da realidade, move-se empregando motivos adequados.
 	- Ao dizer (a + b) (a – b) = a2 – b2 eu afirmo um valor matemático...;
	- Tomamos outro exemplo: a fórmula da água é H2O. Não sigo um caminho matemático: coloca a água num destilador e recebo e resultado da destilação.
	- Terceiro exemplo: Que direitos tem a mulher perante um homem? Um ser humano tem certos direitos; a mulher é um ser humano, logo, tem os mesmos direitos que os homens. método filosófico (silogismo).

	Como se vê, temos três métodos de conhecimento, aplicados a realidades diferentes, que permitem adquirir certos conhecimentos (mat. cient. e filos.): a razão é muito vasta, vai a toda parte, abraça toda a realidade, em todas as suas dimensões. Por isso, reduzir a razão a um ou outro método de conhecimento significa não usá-la segundo a sua natureza.
	

 	

		

	

	
 	

		
	razoabilidade
	
	4. Um procedimento particularmente importante

	Posso dizer: “minha mãe me quer bem”. Esta certeza pode ser razoável? Se o pode, qual é o método que me conduz a ela? Com que método eu posso demonstrar isso? Não usaria nenhum dos três métodos acima mencionados. Usaria um outro método.

	Um método traz certeza matemática; outro, certeza científica; outro, certeza filosófica; o quarto método traz certezas sobre o comportamento humano, certezas “morais”.

	Eu afirmo que, como método, este é muito mais comparável ao método do gênio e do artista; estes chegam à percepção do verdadeiro a partir de sinais (costuma-se chamar este método também de inteligência emocional