4- NOTAS AULAS - PENAL III
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4- NOTAS AULAS - PENAL III


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do parto.
§3º - seguida de morte \u2013 se houver previsibilidade do resultado mais gravoso \u2013 é homicídio.
§4º (é semelhante ao §1º do art. 121CP) \u2013 privilegiado. Social (sociedade) moral (pessoal).
§5º I - §4º II \u2013 recíprocas. Juiz PODE aplicar multa.
§6º - art. 18 \u2013 se for no trânsito vai para o CTB \u2013 princípio da especialidade. Art. 88 da lei 9.099 \u2013 necessidade de representação \u2013 é uma ação condicionada.
§7º - aumento da pena \u2013 
§8º - perdão semelhante ao §5º do art. 121 CP \u2013 sss culposa.
§9º - se for relacionada á mulher, ir para a lei Maria da Penha. VIOLÊNCIA DOMÉSTICA \u2013 a lei Maria da Penha (lei 11.340 de 7 de agosto) não é uma lei incriminadora \u2013 não tipifica qualquer conduta, é uma lei multidisciplinar \u2013 dá as diretrizes procedimentais. É incondicionada. 
§10º - é diferente do §7º. O 10º é relacionado com o §9º ou com o §11º - sem afrontar com o bis idem.
25 de agosto
DA PERICLITAÇÃO DA VIDA E DA SAÚDE \u2013 art. 130 e seg. CP
Exposição de motivos \u2013 art. 43 \u2013 dano à vida, simples punindo a exposição e ao perigo. Não condiciona ao resultado final. A consumação do art. 130 CP é a exposição. Pode ser por dolo ou culpa. É uma norma penal em branco, pois a DST é definida pelo Ministério da Saúde. OBS.: a AIDS está fora, pois não é DST pela norma. Ela entra como tentativa de homicídio. DST é doença venérea, pelo código internacional de doenças. É um crime de perigo abstrato, não concreto. Forma culposa e dolosa tem a mesma pena. 
Art. 130 §1º CP - dolo direto - há a vontade de causar o dano. §2º - A ação é publica condicionada \u2013 tem que haver representação. O crime é abstrato e a concretização é mero exaurimento. Exemplo de concretização: causar incêndio. OBS.: pela teoria da atividade, se a pessoa transmissora for condenada por tentativa e anos após o transmitido vier a morrer, ou seja, após a condenação por tentativa, nada acontece com o transmissor.
Art. 131CP \u2013 moléstia grave \u2013 de acordo com Hélio Gomes \u2013 medicina legal \u2013 é a enfermidade que pelas suas características e as próprias do indivíduo afetado, possa colocar em risco a vida ou a saúde, ou seja, é aquela que exige tratamento prolongado e que provoque incapacidade residual significativa. Exemplo: tuberculose. É outra norma penal em branco e não é através do contágio sexual (art. 130 CP). Exemplo: espirro de pessoa com AH1N1 \u2013 se estiver relacionada no rol da norma do MS)
Art. 132 CP \u2013 norma subsidiária \u2013 soldado de reserva \u2013 se fato não constitui crime mais grave. OBS.: subsidiariedade expressa ou tácita: pai bêbado tomando conta de criança. Criança vem a óbito. \u2013 pai é condenado por homicídio doloso. Não existe a modalidade culposa. § único \u2013 transporte \u2013 responde o motorista e o pai que contratou a van irregular.
Art. 133 CP - §§ 1º e 2º - leva a um crime preterdoloso \u2013 dolo no antecedente e culpa no conseqüente \u2013 a intenção de deixar só, a vontade \u2013 dolo. §3º - I- ermo - de difícil acesso. II \u2013 parentesco. III \u2013 maior de 60 anos.
Art. 134 CP \u2013 recém nascida é até a queda do cordão umbilical \u2013 com desonra. Caso contrário vai para o art. 133 CP. É diferente do art. 123 CP \u2013 psicológico, o art.134 CP é relativo a honra \u2013 moral. OBS.: o pai pode, pelo art. 30 CP, responder pela desnra da filha.
01 de setembro
Continuação:
Art. 135 CP\u2013 para trânsito existe lei específica \u2013 art. 305 e art. 304 (possui excludente) CTB. § único \u2013 qualificadora.
Art. 136 CP \u2013 são crimes bi próprios. São aqueles praticados por pessoas especiais \u2013 do sujeito ativo (legalmente qualificados) e passivo. Não pode ser praticado de qualquer maneira e de forma livre \u2013 só de forma vinculada \u2013 o sujeito ativo tem que praticar essas ações: privar vítima de alimentação, etc. OBS.: se a vítima estiver consciente e não querer, o agente não responde.
Art. 317 \u2013 rixa \u2013 crime plurisubjetivo \u2013 com concurso necessário. Rixento ou rixoso. Temos 2 polos: ativo e passivo. Rixa ex propósito \u2013 pré-organizada e rixa ex improviso \u2013 improvisada. Existe discordâncias nessa classificação. Pela doutrina, para haver rixa tem que haver 3 ou mais agentes. § único \u2013 qualificação. OBS.: rixa nunca é meio, pois é crime autônomo. Se A arma uma rixa para matar B, a rixa não é meio, pois A, também, responderá por ela.
08 de setembro
CRIMES CONTRA A HONRA \u2013 art. 138 a 145 CP
Honra objetiva ( o que passa para a sociedade \u2013 a imagem para 3º) X subjetiva ( o que ele passa de si mesmo \u2013 a imagem dele mesmo ex.: eu sou burro)
Art. 145 caput e § único CP \u2013 ação penal \u2013 queixa ou requerimento, vai depender do caso.
Art. 138 e 139 CP \u2013 honra objetiva \u2013 calúnia e difamação
Art. 138 CP \u2013 calúnia. Crime é o conceituado no TIC ou TAC. Não pode ser uma contravenção. Situações: 1- dizer que Fernandinho Beira-Mar é traficante é verdadeiro. 2- chamar uma pessoa de pedófilo ou assaltante é verdadeiro somente após o julgamento \u2013 transitado e julgado (pois não cabe mais recurso) \u2013 motivo: presunção da inocência e/ou da dignidade da pessoa humana. OBS.: se A dizer apenas para B \u2013 não é calúnia, pois é necessário externar para terceiros, ou seja, que chegue ao conhecimento de outros. É um crime formal \u2013 com exaurimento (psicológico). O elemento dolo \u2013 a vontade \u2013 tem que estar presente. Inexiste a forma culposa. Por exemplo: chamar A de pedófilo por brincadeira por não dar em nada, vai depender das provas.
§1º - é a conduta da fofoqueira
§2º - a família tem a honra objetiva \u2013 ação penal privada
§3º exceções para as provas da verdade: 
Inciso I \u2013 sujeito é absolvido em ação privada. II \u2013 presidente ou chefe de estado. III \u2013 semelhante ao inciso I \u2013 só que para ação pública
At. 139 CP \u2013 difamação \u2013 honra objetiva ou externa. OBS.: não há crime, não é necessário se o fato é verdadeiro ou falso, não existe a difamação do morto. Continua sendo necessária a divulgação a terceiros. A fofoqueira entra em concurso de pessoas. Fato desonroso não é crime. 
§ único \u2013 prova da verdade. Exemplo: os funcionários do cartório são lerdos \u2013 tenho que provar.
Art. 140 CP \u2013 injúria. Atinge a honra subjetiva. 
Honra \u2013 dignidade \u2013 é relativa aos atributos morais da pessoa
Honra \u2013 decoro \u2013 é relativa aos atributos físicos, sociais e intelectuais.
OBS.: é possível a injúria por omissão \u2013 pode existir se houver a vontade ( mas é diferente de falta de educação, por exemplo)
Não existe a exceção da verdade e não é necessária a divulgação para terceiros.
§1º o juiz pode deixar de aplicar a pena: I \u2013 antes ocorre a provocação. II \u2013 exemplo: os dois se xingaram.
§2º - injúria real \u2013 com violência ou vias de fato. Não é necessária uma lesão. Por exemplo: A corta o cabelo da rival, A joga chope no rosto de B.
§3º - injúria por preconceito. É diferente da lei 7.716 \u2013 lei de racismo \u2013 que diz respeito a atos de segregação \u2013 impedir o acesso. Nesse parágrafo cita pessoas idosas, mas não fala em orientação sexual.
Art. 141 CP \u2013 aumento das penas por crime contra a honra. OBS.: no inciso IV é excluído o idoso se for caso de injúria.
Art. 142 CP \u2013 exclusão do crime. Inciso I \u2013 no júri. II \u2013 crítica literária. III \u2013 funcionário. § único \u2013 mas responde quem der publicidade nos casos dos incisos I e III. Por exemplo gravar no júri.
Art. 143 \u2013 retratação \u2013 somente antes da sentença e com o aceite da outra parte. Injúria não se aplica, pois é honra subjetiva.