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senadores são invioláveis, civil e penalmente, por suas palavras, opiniões e votos, relacionados com o exercício da função manifestadas no BR e no exterior em relação aos assuntos de interesse nacional; abrange o processo civil, penal e administrativo (por exemplo – combatividade no parlamento).

A imunidade material não abrange os atos da vida privada. A imunidade material é relativa mesmo quando relacionada a função, pois o abuso das prerrogativas pode caracterizar falta de decoro.

Em síntese, a imunidade material é prerrogativa concedida aos parlamentares para o exercício de sua atividade com a mais ampla liberdade de manifestação, por meio de palavras, votos e opiniões; tratando-se pois a imunidade de clausula de irresponsabilidade funcional do congressista, que não pode ser processado judicial ou disciplinarmente pelos seus votos que emitiu no exercício de sua função.

OBS: esta imunidade decorre somente dos atos funcionais praticados (votos e palavras).

* foro por prerrogativa de funções – desde a expedição do diploma, até mesmo antes da posse, deputados e senadores serão submetidos a processo perante o STF. Abrange as ações criminais e inquéritos independentemente da data do crime (não abrange as ações cíveis, mas o MS e hábeas data tramitam perante o STF, art. 102, I, d, da CF). com o final do mandato (por qualquer motivo cessa a competência do STF que deve remeter os autos a instancia competente).

2. IMUNIDADE FORMAL EM RELAÇAO AO PROCESSO NOS CRIMES PRATICADOS APOS A DIPLOMAÇAO

Representa a possibilidade de a casa respectiva suspender a tramitação de ação penal no STF. Oferecida a denuncia, o STF se recebe-la, dá regular andamento a ação penal e comunica a casa parlamentar respectiva. Essa casa tem até o final do processo penal para se mobilizar no sentido da suspensão do andamento da ação penal. O requerimento pode ser feito por partido político representado na casa respectiva a partir do que a casa terá 45 dias (do recebimento do requerimento de suspensão pela mesa) para deliberar (é prazo improrrogável).

Para aprovar a suspensão do processo exige-se a maioria absoluta dos membros.

Se a casa respectiva decidir pela suspensão comunicará o STF que é obrigado a acata-la.

OBS: suspenso o andamento do processo suspende-se o curso da prescrição do crime, enquanto durar o mandato. Aplica-se apenas aos crimes cometidos após a diplomação (os crimes anteriores tramitam no STF, mas não tem a possibilidade da imunidade formal). Findo o mandato a ação penal retoma seu curso até mesmo com remessa à instancia competente.

IMUNIDADE FORMAL EM RELAÇAO A PRISAO –

Em regra, o congressista não poderá sofrer qualquer tipo de prisão penal ou civl, seja provisória ou definitiva.

Excepcionalmente, o congressista poderá ser preso, no caso de flagrante de crime inafiançável.

Agora, a manutenção da prisão, dependera de autorização da Casa respectiva para formação de culpa, através do voto ostensivo e nominal da maioria de seus membros – art. 53, p. 2o., CF. Os autos serão enviados a Casa em 24 horas que deliberara sobre o relaxamento da prisão.

IMPEDIMENTOS /INCOMPATIBILIDADES

Procurando evitar que o parlamentar se sirva do cargo para proveito pessoal direto ou indireto, a CF estabelece várias vedações, algumas estão no art. 54, da CF, segundo o qual:

desde a diplomação não podem:

não podem firmar ou manter contrato com PJ de direito publico, autarquia, empresa publica, economia mista ou concessionária de serviço publico, salvo se a contratação por cláusulas uniformes (contrato de adesão – não abrange a licitação).

Aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado (mesmo demissíveis ad nutum – sem garantia) nas entidades acima referidas;

desde a posse não podem:

ser proprietário, controlador ou diretor de empresa que goze de favor decorrente de contrato com PJ de direito publico ou nela exercer função remunerada;

ocupar cargo ou função mesmo não remunerada nas entidades do item anterior a;

patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades do item “a”. O parlamentar representa a linha ideológica de seu partido, razão pela qual pode defender os interesses de um segmento econômico, mas não pode ter vinculo com o empreendimento;

ser titular de mais um cargo ou mandato publico eletivo;

- querendo concorrer para outro cargo eletivo, no executivo ou legislativo, o parlamentar pode se afastar do mandato. Se eleitos devem optar por um dos dois, no entanto, a CF permite que o parlamentar se afaste para assumir cargo de confiança no executivo, sem ser obrigado a renunciar (neste caso assume o suplente). Poderá assumir o cargo de ministro de Estado e governador do território (federais), secretário de estado (estadual), secretário do DF e secretário de território (federal), secretário de prefeitura de capitais ou chefe de missão diplomática temporária;