Sociologia J. - Anotação (24)
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Sociologia J. - Anotação (24)

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PREPARATÓRIO PARA OAB

Professor: Dr. Carlos Toledo

DISCIPLINA: DIREITO ADMINISTRATIVO

Capítulo 7 Aula 1

LICITAÇÕES

Coordenação: Dr. Carlos Toledo

01

Licitações: Noções Básicas

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A

violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do

material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”

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OBJETIVOS DA LICITAÇÃO

A licitação é um procedimento que serve a dois objetivos básicos:

1ª) Dar igualdade de oportunidades a todos os que queiram negociar com a Administração.

2ª) Escolher a proposta mais vantajosa para a Administração;

Esses objetivos constam da própria Lei de Licitações Lei 8.666/93, que dispõe, em seu art. 3º:

"Art. 3º. A licitação destina-se a garantir a observância do princípio constitucional da isonomia e a selecionar

a proposta mais vantajosa para a Administração..."

Ambos os objetivos são igualmente importantes e estão relacionados a princípios jurídicos fundamentais: o

princípio da isonomia (igualdade de oportunidades a todos os que queiram negociar com a Administração) e

o princípio da indisponibilidade do interesse público (escolha da proposta mais vantajosa à Administração).

CONCEITO DE LICITAÇÃO

Podemos dizer que a licitação é um procedimento competitivo, formal, prévio e necessário à celebração de

um contrato entre a Administração e um terceiro.

Ou seja:

1) É um procedimento competitivo, pois a Administração precisa escolher um entre os vários particulares que

se disponham a contratar com ela. Assim, a Administração estabelecerá uma competição, fixará suas regras

e critérios para escolha da melhor proposta, e com isso selecionará o vencedor, aquele que celebrará o

contrato com o Poder Público.

2) É um procedimento formal : nos procedimentos de natureza competitiva, como os concursos públicos e as

licitações todos os participantes têm direito de exigir que os demais cumpram estritamente as regras da

competição. Portanto, nos procedimentos competitivos há necessidade de um maior formalismo.

3) É um procedimento prévio e necessário: há obrigatoriedade na realização prévia da licitação, excetuados

os casos previstos na lei (vide CF/88, art. 37, XXI).

Aula 1

02

PRINCÍPIOS DA LICITAÇÃO

O art. 3º da Lei 8.666/93, diz também quais serão os princípios aplicáveis à licitação:

"Art. 3º: A licitação destina-se a garantir a observância do princípio constitucional da isonomia e a selecionar

a proposta mais vantajosa para a Administração e será processada e julgada em estrita conformidade com

os princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da

probidade administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhes

são correlatos."

A maior parte dos princípios já foi por nós explicada, numa aula específica sobre o assunto. Portanto, vamos

nos concentrar naqueles princípios que são típicos desse instituto:

- Princípio da vinculação ao instrumento convocatório: É através desse instrumento, em geral conhecido

como Edital de licitação, que a Administração estabelece as regras da competição que haverá e as regras

não podem ser mudadas durante o jogo. Por isso se costuma dizer que, uma vez publicado, o Edital é a lei

daquela licitação, vinculando tantos os licitantes quanto a própria Administração.

- Princípio do julgamento objetivo: decorrente do princípio da impessoalidade, ele serve para dar efetiva

igualdade aos licitantes, impedindo o uso de critérios pessoais (simpatia, interesse, etc.). Por essa razão, a lei

limita os tipos de critério de julgamento que podem ser utilizados em uma licitação.

- Princípio da adjudicação compulsória: Constante do art. 50 da Lei de Licitações (Lei 8.666/93), esse

princípio diz que a Administração não pode celebrar o contrato sem observar a lista de classificação ou com

terceiros não participantes da licitação.

PESSOAS QUE DEVEM LICITAR

A própria Lei de Licitações diz quem deve licitar, em seu art. 1º, Parágrafo Único:

Art. 1o (...)

Parágrafo Único. Subordinam-se ao regime desta Lei, além dos órgãos da administração direta, os fundos

especiais, as autarquias, as fundações públicas, as empresas públicas, as sociedades de economia mista e

demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios.

Em suma, onde estiver o dedo da Administração, controlando o uso de recursos do patrimônio público,

deverá estar presente o instituto da licitação. Assim, impede-se o uso de pessoas interpostas, para evitar o

uso do procedimento expediente que já foi usado com freqüência.

Porém, cabe lembrar que as pessoas jurídicas criadas pelo Estado para a exploração de atividade

econômica não precisam licitar para o exercício de sua atividade-fim. Assim, a Petrobrás não precisa licitar

para vender derivados de petróleo, assim como o Banco do Brasil não precisa licitar para abertura de contas

correntes. Porém, para as atividades-meio (compra de equipamentos, contratação de serviços de terceiros,

etc.) estão obrigados a licitar.

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A

violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do

material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”

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03

O OBJETO DA LICITAÇÃO

O art. 2º da Lei de Licitações relaciona as contratações que exigem a licitação:

Lei 8.666/93, art. 2º:

"Art. 2º. As obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações, concessões, permissões e

locações da Administração Pública, quando contratadas com terceiros, serão necessariamente precedidas

de licitação, ressalvadas as hipóteses previstas nesta Lei.

Parágrafo Único: Para os fins desta Lei, considera-se contrato todo e qualquer ajuste entre órgãos ou

entidades da Administração Pública e particulares, em que haja um acordo de vontades para a formação de

vínculo e a estipulação de obrigações recíprocas, seja qual for a denominação utilizada."

Observe que não basta dar um nome diferente (convênio, acordo de cooperação, etc.) para descaracterizar

a natureza contratual de um ajuste e assim fugir à licitação.

DISPENSA E INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO

A regra, portanto, é a da obrigatoriedade da licitação em todo e qualquer contrato que a Administração

queira firmar com um terceiro.

Porém, a própria Constituição e a Lei de Licitações já reconhecem que há hipóteses em que se deve abrir uma

exceção a essa regra geral. São as chamadas hipóteses de dispensa e de inexigibilidade de licitação.

Dispensa de licitação:

A dispensa do procedimento licitatório se dá quando a lei reconhece que a realização desse procedimento

conflitará com outro interesse público, considerado mais relevante. Assim, a lei não considera oportuno e

nem conveniente seguir a regra geral nesses casos. É uma escolha que o legislador faz, visto que a licitação

deve ser um meio de realizar o interesse público e não um meio de frustrá-lo.

O importante a ressaltar é que essas hipóteses são taxativas, não se podendo usar de analogia para declarar

uma licitação dispensável.

As hipóteses de dispensa estão previstas em dois artigos da Lei de Licitações

- Art. 17, incisos I e II, se refere aos contratos em que a Administração busca alienar ou ceder o uso de seus

bens.

- Art. 24, incisos I a 25, se refere aos demais contratos celebrados pela Administração, em geral, quando a

Administração está adquirindo algum bem ou serviço.

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo,