Sociologia J. - Anotação (24)
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Sociologia J. - Anotação (24)

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assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A

violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do

material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”

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04

Inexigibilidade de licitação:

As hipóteses de inexigibilidade de licitação são diferentes, pois a inexigibilidade decorre da impossibilidade

de realizar a licitação, seja porque o objeto de que a Administração precisa é único, singular; seja porque

não há mais de um possível fornecedor desse objeto.

Os casos de inexigibilidade de licitação estão listados no art. 25 da Lei de Licitações:

- aquisição de bens que somente possam ser disponibilizados à Administração por um fornecedor exclusivo

(Inciso I); sendo que, evidentemente, a lei estabelece como será feita a prova dessa exclusividade;

- contratação de serviços técnicos de natureza singular, com profissionais ou empresas de notória

especialização (Inciso II); sendo que a lei abre exceção aos serviços de publicidade e divulgação;

- contratação de artista consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública (Inciso III).

Observe que em todas essas hipóteses, a licitação não deve ser utilizada, não porque isso contrarie algum

interesse público. É que em todos esses casos a competição não é viável e a licitação é um procedimento

competitivo.

O rol de hipóteses do art. 25 é meramente exemplificativo. É possível que, na prática, o administrador se

depare com outras situações em que a competição seja inviável, e que todavia não estejam descritas no art.

25.

Para facilitar a compreensão das diferenças entre dispensa e inexigibilidade, observe a seguinte tabela:

CRITÉRIOS DE JULGAMENTO OU "TIPOS DE LICITAÇÃO"

Para atender ao princípio do julgamento objetivo, a lei preestabeleceu os critérios critérios que podem ser

utilizados para o julgamento da licitação, isto é, para a escolha do vencedor da competição. Observe o texto

legal.

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A

violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do

material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”

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DISPENSA INEXIGIBILIDADE

- Art. 17 e 24 da Lei 8.666/93 - Art. 25 da Lei 8.666/93

- A licitação é inconveniente ou inoportuna

ao interesse público

- A licitação é inviável, em razão da

impossibilidade de competição

- Rol taxativo - Rol exemplificativo

05

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A

violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do

material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”

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"Art. 45. (...)

§ 1o Para os efeitos deste artigo, constituem tipos de licitação, exceto na modalidade concurso

I - a de menor preço - quando o critério de seleção da proposta mais vantajosa para a Administração

determinar que será vencedor o licitante que apresentar a proposta de acordo com as especificações do

edital ou convite e ofertar o menor preço;

II - a de melhor técnica;

III - a de técnica e preço.

IV - a de maior lance ou oferta - nos casos de alienção de bens ou concessão de direito real de uso."

É importante observar que esses critérios são mutuamente excludentes. Ou seja, não pode haver a

combinação deles. A Administração deve escolher apenas um critério para aquela licitação e manter-se fiel

ao critério escolhido.

Vamos entendê-los:

Critério de menor preço: tem por base a proposta comercial mais econômica para a Administração. É o

critério mais utilizado, pois a lei limitou bastante o uso dos critérios que envolvem o exame da qualidade

técnica.

Critério de melhor técnica: ao contrário do que possa parecer, esse critério não leva necessariamente a

escolha da melhor proposta técnica. Ao usar desse critério, a Administração fará duas listas de classificação:

um lista baseada no menor preço e outra baseada na melhor técnica. A seguir, perguntará àquele que

ofereceu a melhor técnica se ele concorda com o menor preço praticado. Se ele recusar, será perguntado ao

segundo classificado no aspecto técnico e assim por diante. Portanto, a proposta comercial tem mais peso,

ao se adotar esse critério.

Critério de técnica e preço: a Administração fixará, no Edital, uma pontuação referente a técnica e uma

pontuação referente à proposta econômica. Poderá inclusive dar um peso maior ao aspecto técnico, se

considerá-lo mais importante que o aspecto econômico. Ganhará a licitação aquele licitante que tiver a

melhor pontuação, dentro dos critérios estabelecidos no Edital.

Detalhe: os critérios de melhor técnica e técnica e preço somente podem ser utilizados para serviços de

natureza predominantemente intelectual e excepcionalmente, para a aquisição de bens e serviços de grande

vulto, dependentes de tecnologia sofisticada (art. 46, “caput” e parágrafo 3º da Lei 8.666/93). Para a

contratação de bens e serviços relacionados à informática, porém, a lei estabelece a obrigatoriedade do

critério técnica e preço (art. 45, parágrafo 4º da Lei 8.666/93). Com exceção desses casos, o critério que

predominará e que será quase sempre utilizado será o de menor preço.

Critério de maior lance ou oferta: Esse critério, como a própria lei já diz, se aplica aos casos em que a

Administração está alienando algum bem. Não há outro critério possível nesses casos que o de melhor preço

oferecido pelo licitante comprador.

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CRITÉRIOS DE DESEMPATE

Se houver empate, a Lei de Licitações oferece a seguinte solução:

"Art. 3º (...)

§ 2o Em igualdade de condições, como critério de desempate, será assegurada preferência,

sucessivamente, aos bens e serviços:

I - produzidos ou prestados por empresas brasileiras de capital nacional;

II - produzidos no País;

III - produzidos ou prestados por empresas brasileiras."

Mas atenção: esse artigo foi editado antes da reforma do art. 171 da Constituição, que até a Emenda

Constitucional n.º 6, editada no ano de 1995, fazia a distinção entre empresas brasileiras e empresas

brasileiras de capital nacional. Por essa razão há autores respeitáveis que entendem inaplicáveis os incisos I e

II desse dispositivo, restando como critério de desempate apenas o Inciso II, ou seja, o fato dos bens serem

produzidos no país. Mas, o texto legal permanece em vigor, então, cuidado ao responder uma questão sobre

esse assunto: observe o que o examinador está procurando aferir: o simples conhecimento do texto legal ou

o seu conhecimento do posicionamento da doutrina sobre esse assunto.

Se mesmo usando os critérios do art. 3º não foi possível o desempate, o único método possível é o sorteio

(art. 45, § 2º da Lei 8.666/93 Lei de Licitações).

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A

violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do

material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”

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