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úteis), também pode ser total ou parcial (corresponde ao veto parcial).

A sanção converte projeto em lei, após será numerado e seguirá para a fase complementar.

Veto – art. 66, caput, e ps. 1o., 2o., 4o, 5o., e 6o.

É a discordância do presidente da republica quanto ao projeto de lei nos 15 dias úteis.

Características do Veto:

Expresso: sempre, pois do contrario entende-se que houve sanção tácita, no prazo de 15 dias úteis.

Motivado: o veto ha de ser sempre motivado, para que se conheçam as razoes pelas quais houve a discordância, ou seja, se por motivo de inconstitucionalidade (aspecto formal) ou por ser contrario ou por falta de interesse publico (aspecto material).

Total ou Parcial: poderá vetar parte do projeto (um inciso ou parágrafo).

Uma vez vetado parcialmente, haverá sanção parcial, cuja parte seguirá para promulgação ou publicação enquanto a parte vetada retornará ao Congresso Nacional. Se derrubado o veto é necessário re-publicar a lei, então em seu texto integral.

Superável ou Relativo: diz se que o veto é superável porque não encerra de modo absoluto o andamento do projeto de lei, uma vez que poderá ser afastada pela maioria absoluta dos deputados e dos senadores, em sessão conjunta do CN – art. 57, p. 3o., IV, CF.

Como? Vetado o projeto, o presidente tem 48 horas para comunicar o Congresso acompanhado das razoes do veto. Recebida a comunicação e as razões do veto, o Congresso tem 30 dias para deliberar o que fará em sessão conjunta de deputados e senadores.

OBS: o congresso não pode alterar o texto vetado (é sim ou não).

Fase Complementar – é integrada pela promulgação e publicação.

Promulgar é atestar que a ordem jurídica foi inovada, declarando que uma lei existe e que devera ser observada. A promulgação é mera atestação da existência da lei.

 A promulgação é ato formal e certifica a validade do processo legislativo, porque o processo foi valido e regular, a lei é considerada válida (presunção relativa) do que decorre a sua obrigatoriedade e potencial executoriedade após a publicação.

A publicação consiste em uma comunicação dirigida a todos os que devem cumprir o ato normativo, informando-os de sua existência e de seu conteúdo. Atualmente, consiste na publicação do texto promulgado no Diário Oficial para que se torne de conhecimento publico, isto é condição de eficácia da lei.

OBS: uma vez publicada, entra em vigor em 45 dias de sua publicação – vacatio legis – porem, a própria lei poderá estabelecer prazo diferente.

ESPECIES DE ATOS NORMATIVOS

EMENDAS

É o poder reformador que produz as emendas constitucionais. Este poder apresenta limites materiais e limites formais, estabelecidos pela própria CF/88.

Iniciativa: A iniciativa para as emendas é concorrente, sendo atribuída ao presidente da republica, a 1/3 dos membros da câmara, a 1/3 dos membros do senado e a mais da metade das assembléias estaduais (manifestando-se cada uma por maioria relativa/simples). Art. 60, CF.

Apresentação: Os projetos do presidente da republica e dos deputados são apresentados na câmara ao passo que, os projetos dos senadores e das assembléias são apresentados no senado.

Procedimento: art. 60, p. 2o., CF -

* Na casa de origem, o projeto tramita por comissões (inclusive pela CCJ) e deve ser aprovado em dois turnos (cujo intervalo é decidido pela mesa exigindo-se quorum de 3/5 em cada votação).

* Aprovado na casa de origem, o projeto segue para a casa revisora, submetendo-se a novas analises pelas comissões e também a dois turnos com maioria de 3/5; se alterado, o projeto deve retornar a casa de origem apenas na parte alterada.

* Não há sanção ou veto, os projetos de emenda são promulgados e publicados pelas mesas das casas respectivas. Art. 60, p. 3o., CF.

* O projeto de emenda rejeitado poderá ser reapresentado apenas a partir de sessão legislativa (ano) seguinte. Art. 60, p. 5o., CF.

Há também os limites circunstanciais que impedem a tramitação de PECs durante a vigência de estado de sitio, estado de defesa e intervenção federal.

2. LEI COMPLEMENTAR E LEI ORDINÁRIA

Tramitação: Na tramitação a única diferença entre Lc e LO é maioria absoluta para LC e simples para LO.

Hierarquia: não ha, cada uma é elaborada para matérias especificas.
A LC trata de matérias de natureza constitucional por isso a CF lhe impôs um quorum de maioria absoluta, não flexibilizando o processo legislativo.

3. MEDIDA PROVISÓRIA
Natureza Jurídica - as MPs são atos legislativos do poder executivo. Tem natureza de ato normativo primário, ato que se fundamenta diretamente na CF, com força equivalente às LOs. Tem a característica da excepcionalidade, pois só pode ser editada em caso de relevância e urgência.

Partes: edição, efeito e conversão.

1. Edição da Medida Provisória:

a) Autoridade Competente – é ato exclusivo e indelegável do chefe do executivo. A competência do presidente da republica está prevista no art. 62, CF (a competência dos governadores de Estado depende de previsão expressa na CEs, se houver deve-se ser simétrica ao 62, da CF. Já a previsão dos prefeitos depende de previsão apenas na Lei Orgânica (parte da doutrina fala também em autorização da CEs, o que não é verdade).

b) Situação Excepcional – exige-se cumulativamente relevância e urgência. Ambos são requisitos de forma, que devem ser apreciados pelo legislativo quando da conversão da MP e excepcionalmente podem ser verificados pelo Judiciário, apenas em caso de manifesta ou objetiva violação (é tema discricionário do presidente da república).

Urgência diz respeito ao tema que não pode aguardar sequer o rito sumario ou de urgência.
Relevância diz respeito à importância. Ambos devem ser verificados a luz do que ocorria no momento da edição da MP e não da conversão.

c) Matéria Pertinente – art. 62, p. 1o. e incisos , CF - por que a MP tem força equivalente as LOs, elas não poderão tratar de temas vedados às LOs. Outra vedação lógica, são matérias da iniciativa privativa de outros poderes que não o executivo. No entanto, o texto constitucional traz expressas vedações além das vedações lógicas acima referidas (algumas até expressas).

Há também matéria passíveis de LO no entanto vedadas às MPs. Observe-se que as vedações das MPs são maiores que as vedações das LD.

Não podem ser objeto de MP:

nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos políticos e direitos eleitorais.

O sentido de cidadania impregado pelo art. 1º., II, CF, normalmente é associado à direitos fundamentais (constituição cidadã) mas, no art. 62, I, a, CF, traz dificuldades pois, exclui direitos fundamentais de nacionalidade, políticos e eleitorais. Além disso, o art. 68, p. 1., II, CF ao cuidar de vedações de LD, também veda cidadania e direitos individuais, aumentando a complexidade conceitual.

Direito Penal e processual penal e civil – discute-se se as normas penais benéficas podem ser tratadas por MPs???? Em princípio não é admitida. Sempre foi possível MP em matéria tributária. Também era possível MP em matéria processual, civil ou penal, por exemplo, o STF julgou constitucional na ADC n. 4, a Lei 9494/98 que estabelece vedação às tutelas antecipadas em matéria de vencimento de servidor. Ainda hoje, tem vigência MPs anteriores a EC 32/2001 (que vedou a matéria processual) em razão do prazo indeterminado de conversão previsto nesta emenda art. 2, por exemplo: embargos desconstitutivos da coisa julgada contraria a jurisprudência do supremo).

Quanto ao procedimento:

O presidente adota a MP, que tem vigência e eficácia imediata a partir de sua publicação no DOU;

O Presidente da Republica deve remeter imediatamente a MP para apreciação do CN, juntamente com os motivos que justifiquem sua utilização;

No CN haverá uma analise da MP por uma comissão mista (12 deputados e 12 senadores), a qual Dara parecer sobre constitucionalidade e mérito da MP;

A MO primeiro deve ser analisada e aprovada pela Camara e apos pelo Senado.

A MP deve ser apreciada no prazo de 60 dias;

Se ela não for apreciada neste prazo, prorroga-se automaticamente