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este prazo por igual prazo. Ao final deste prazo, se continuar sem apreciação ela perdera sua validade.

Deve ser aprovada por maioria simples, lembrando do quorum mínimo que é a maioria absoluta.

Se a Camara rejeitar a MP, perdera sua validade desde a data de sua edição.

Se for aprovada pelas duas casas, a lei resultante será promulgada pelo presidente do CN.

Se não for apreciada no tempo hábil (120 dias) perdera sua eficácia, desde sua edição. Retroativamente.

OBS: em caso de não apreciação ou de rejeição, cabe ao CN, no prazo de 60 dias, disciplinar por decreto legislativo, relações jurídicas decorrentes da MP, caso contrario, estes atos conservaram-se, como se a MP tivesse valido como lei temporária.

A MP não convertida não podera ser editada na mesma sessão legislativa – art. 62, p. 10º., CF; o que faz supor a possibilidade de reedita-la em outras sessões legislativas.

4. LEI DELEGADA

Conceito: Lei Delegada é ato normativo elaborado e editado pelo Presidente da Republica, em razão de autorização do Poder Legislativo.

Procedimento: o Presidente solicitara delegação ao CN para legislar sobre determinada matéria, bem como qual é a finalidade deste ato. O requerimento devera indicar o assunto referente à lei a ser editada. Uma vez encaminhada a solicitação ao CN, a mesma será submetida a votação pelas Casas Legislativas, em sessão conjunta ou bicameral. Sendo aprovada a delegação por maioria simples através de resolução, a qual especificara obrigatoriamente as regras sobre conteúdo e os termos de seu exercício.

Retornando a resolução ao Presidente, este elaborara texto normativo, promulgando-o e determinando sua publicação, uma vez que a ratificação parlamentar não for exigida, ou seja o processo legislativo será inteiramente feito pelo Poder Executivo.

Sustação da Lei Delegada:

Munido da autorização o presidente da republica elabora, promulga e publica a lei delegada, cabendo ao congresso sustar os efeitos da lei delegada que exorbitem os seus limites – art. 49, V, CF, ou, produzir lei revogando a lei delegada. A resolução do CN ainda poderá condicionar o presidente da republica a apresentar o projeto de lei delegada antes de sua promulgação e publicação, situação na qual, os parlamentares poderão aceita-lo ou rejeita-lo na totalidade (vedada qualquer emenda) por maioria simples.

5. DECRETOS LEGISLATIVO E RESOLUCOES

Decreto Legislativo: é a espécie normativa destinada a veicular as matérias de competência exclusiva do CN, previstas basicamente no art. 49 e 62, p. 3o., CF.

O procedimento do decreto legislativo não é regulado pela CF, mas sim pelo proprio CN. Os decretos serão discutidos e votados por ambas as casas e, se aprovados, serão promulgados pelo presidente do Senado, o qual determinara sua publicação.

Só é utilizado para matérias de competência do legislativo, não cabendo qualquer veto ou sanção do Presidente da Republica.

Resolução: é ato do CN ou de qualquer de suas casas. Destina-se a regular matéria de competência do CN ou de competência privativa do Senado ou da Camara dos Deputados.

Casos: resoluções para atos de competencia privativa do CN – 68 (autorização para elaboração de lei delegada ao presidente da Republica), e matérias de competência das casas legislativas – arts. 51 e 52, da CF.

A CF não descreve o processo legislativo genérico desses atos legislativos primários, mas há previsões gerais ou especificas para tais atos normativos a partir do que e possível dizer:

* podem ser editados nas matérias de competência privativas das casas legislativas correspondentes (a lei não pode invadir o espaço legislativo reservado a eles);

* são aprovados por maioria simples (art. 47);

* não estão sujeitos a sanção ou veto;