CCJ0006-WL-PA-13-Direito Civil I-Antigo-15846
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ocasione prejuı́zo, devendo este ser considerado como fato." 
 
Entendemos a propósito dessa discussão que fazer esta distinção entre fato do produto ou serviço e dano decorrente do vı́cio é supérϐlua até mesmo para negá-la. Qualquer perda ou
dano implica em fato do produto ou do serviço, que vem a ser precisamente o dano resultante do vı́cio.
 
William Santos Ferreira (Prescrição e Decadência no Código de Defesa do Consumidor, Revista de Direito do Consumidor, n 10, p 77 a 96, abril/junho, 1994), faz observação 
relevante ao observar que quando falamos do direito à incolumidade fı́sica-psı́quica do consumidor falamos de direito não sujeito à decadência. Temos então que a prescrição tem 
inı́cio com o nascimento da pretensão. Da lesão ou violação de um direito faz nascer a ação. Ora, o direito a vida, segurança, saúde nunca deixaram de existir, ao haver o dano, este 
implica em direito resistido, enseja ação e enseja também a prescrição decorrente.
 
Termo Inicial
 
A partir do momento do conhecimento do dano ou de sua autoria. Isto é, a partir do momento em que se conheça o dano e possa -se relacioná -lo com o defeito do produto ou do
serviço. Conhecimento dos efeitos do dano, não é conhecimento do dano, necessário que o consumidor tenha consciência de que aquilo que observa é, de fato, um dano, já que tal 
ilação pode não ser imediata em todos os casos.
 
Quanto à identiϐicação do autor, o comerciante é responsável subsidiário. Inexistindo informação sobre fabricante, construtor, produtor ou importador, bem como quando o fato se 
deve exclusivamente ao comerciante. será diretamente responsável nos casos previstos no art. 13. Nada impede que o consumidor descobrindo demais fornecedores, venha ajuizar 
ação já que só a contar deste conhecimento individualizado terá inı́cio o prazo prescricional. Poderá o consumidor demandar um ou mais dentre os responsáveis (solidariedade 
legal). A propositura de ação contra um não libera os demais. Liberação que só ocorre se houver o pagamento integral.
 
No ajuizamento de ações coletivas: a citação válida interrompe a prescrição, que correrá novamente apenas da intimação da sentença condenatória, esta interrupção aproveita ao 
consumidor individualmente no ajuizamento da ação singular.
 
. Causas Impeditivas, Suspensivas e Interruptivas
 
O parágrafo único prevendo interrupção foi vetado. Regerá portanto a matéria a disciplina do art. 172 e ss. do Código Civil, fonte subsidiária do Direito do Consumidor.

 
Nome do livro: Curso de Direito Civil vol.1 Parte Geral - ISBN - EAN-13: 9788530927929
Nome do autor: NADER, Paulo
Editora: Forense
Ano: 2009.
Edição: 6a
Nome do capítulo: Prescrição e Decadência
N. de páginas do capítulo : 19

Aplicação Prática Teórica

Os conhecimentos apreendidos serão de fundamental importância para a reϐlexão teórica envolvendo a compreensão necessária de que o direito, para ser entendido e estudado 
enquanto fenômeno cultural e humano, precisa ser tomado enquanto sistema disciplinador de relações de poder, a partir da metodologia utilizada em sala com a aplicação dos casos 
concretos, a saber:
 

Caso concreto (1):

 

Em julho de 2000, o veículo de João estava estacionado corretamente na margem direita de uma tranqüila rua de sua cidade, quando foi abalroado por um caminhão em alta 
velocidade e cujo motorista estava alcoolizado. Na época, estava em vigência o Código Civil de 1916, que estipulava um prazo prescricional de vinte (20) anos para pleitear 
tal indenização (art. 177 do CC/1916).

O atual Código Civil – que entrou em vigência em janeiro de 2003 – diminuiu tal prazo para três (3) anos (art. 206 § 3.°, V). 

Levando-se em conta que João ainda não intentou a competente ação, pergunta-se:

Em que ano estará consumada a prescrição da pretensão de João para cobrar tal dívida? Justifique. 

 

Caso concreto (2)

Roberto completará dezoito anos em maio de 2006. Seu pai foi condenado a pagar-lhe alimentos em fevereiro de 1995, mas nunca pagou nem sequer uma parcela. Roberto
aciona seu pai em março de 2006, visando a forçar o adimplemento de todas as prestações vencidas.

Diante disso, poderão ser cobradas todas as parcelas vencidas do seu pai, mesmo tendo em vista o longo tempo transcorrido? Justifique.

Plano de Aula: 13 - DIREITO CIVIL I

DIREITO CIVIL I

Estácio de Sá Página 1 / 3

Título

13 - DIREITO CIVIL I

Número de Aulas por Semana

Número de Semana de Aula

13

Tema

PRESCRIÇÃO

Objetivos

·         Conceituar, distinguir  e analisar os elementos da prescrição. 
·         Reconhecer as caracterı́sticas, espécies, causas e efeitos da prescrição nos negócios jurı́dicos.
·         Compreender as caracterı́sticas relacionadas  ao instituto da prescrição no atual Código Civil.
·         Elencar os prazos de prescrição.
·         Diferenciar a prescrição em face da Fazenda Pública.

l       Elencar as divergências de tratamento da prescrição no Código de Defesa do Consumidor

Estrutura do Conteúdo

1. PRESCRIÇAǂO 
Distinção e conceito. Teorias
Prescrição: conceito, elementos, fundamento e espécies
Regras gerais
Impedimento, suspensão e interrupção da prescrição 
Prazos de prescrição.
Prescrição em face da Fazenda Pública.
Prescrição no Código de Defesa do Consumidor

 
 

A EXTINÇÃO DOS DIREITOS .

Os direitos extinguem - se quando ocorrer:

·         Perecimento do objeto sobre o qual recaem, se ele perder suas qualidades essenciais ou valor econômico; se se confundir com outro modo que não possa distinguir 
(confusão, mistura de lı́quidos) se cair em local onde não se pode mais ser retirado (anel no mar);

l Alienação, que é o ato de transferir o objeto de um patrimônio a outro, havendo perda do direito para o antigo titular;
l Renúncia, que é o ato jurı́dico pelo qual o titular de um direito se despoja, sem transferi -lo a quem quer que seja;
l Abandono, que é a intenção do titular de se desfazer da coisa, porque não quer mais continuar sendo dono;
l Falecimento do titular, sendo o direito personalı́ssimo e por isso intransferı́vel;
l Abolição de uma instituição jurı́dica, como aconteceu com a escravidão;
l Confusão, se uma só pessoa se reúnem as qualidades de credor e de devedor;
l Implemento de condição resolutiva;
l Prescrição;
l Decadência.

 
PRESCRIÇAǂO
 
CONCEITOS
 
A doutrina aponta a origem do termo prescrição na palavra latina praescriptio, derivação do verbo praescribere, que signiϐica "escrever antes", na lição de Maria Helena Diniz (2002, 
v.1:335), remontando às ações temporárias do direito romano.
Segundo Sı́lvio Venosa (2003, v. 1:615), para Clóvis Bevilácqua a "Prescrição é a perda da ação atribuı́da a um direito, e de toda a sua capacidade defensiva, em conseqüência do não -
uso delas, durante um determinado espaço de tempo."
Já Pontes de Miranda leciona, de acordo com Maria Helena Diniz (2002, v. 1:336), ser a prescrição "... a exceção, que alguém tem, contra o que não exerceu, durante certo tempo, que 
alguma regra jurı́dica ϐixa, a sua pretensão ou ação."
Consoante Caio Mário (1997, v. 1:435), a prescrição é o modo pelo qual se extingue um direito (não apenas a ação) pela inércia do titular durante certo lapso de tempo.
Pelas deϐinições, já se inicia a polêmica em torno do tema. Para uns a prescrição extingue a ação, enquanto que outros, direito de ação. A ambos opõe-se o atributo jurı́dico adotado 
hodiernamente em relação à ação, como sendo um direito subjetivo público e abstrato, o que implica a não extinção da ação, tampouco do seu exercı́cio, pois, quando atendidas as 
condições da ação, o exercı́cio do direito de ação, correspondente à obtenção de uma prestação jurisdicional, é sempre possı́vel, muito embora possa ser favorável ou contrária ao 
autor.
Um marco na doutrina brasileira em relação ao tema